25/06/2010

AS TÁBUAS DO ASSOALHO

Aquela casa de porta larga de cor cinzenta, situada à beira da floresta era bem conhecida, não só naquele rincão mas em toda a paróquia.

Como qualquer outro lar, tinha também a sua história. O lugar era em seu tempo uma colônia muito linda. Em alguns lugares podia-se usar o arado para virar a terra, mas em quase todo o terreno era necessário usar a pá por causa das muitas pedras. Nos antigos tempos como se diz - havia vida e movimento no lugar; quando Kristian e Nils corriam no pátio, cheios de vida e alegria, mas aquilo durou pouco tempo. Depois silenciou de uma maneira um tanto mística - parecia um cemitério. Não se via mais aquela linda colônia, nem se ouviam mais o mugido das vacas e cabritos nas lindas noites de verão, quando voltavam das pastagens, nem os meninos que apascentavam o gado. Veio aquele silêncio de cemitério. A casinha vermelha diminuiu no meio do mato que tomou conta e crescia ao redor dela. Algum mistério parecia descansar sobre o lugar, como se esperasse acontecer alguma coisa extraordinária; o próprio ar parecia denunciar tal coisa.

Renovam-se a alma e a mente na aurora depois de uma noite longa - quando o crepúsculo foge -, e o sol nasce e vem o dia claro sobre Liagrenda. Assim se chamava o lugar.

Altar de oração - Aquele silêncio solene, tinha a sua própria pré-história - os vizinhos a conheciam muito bem: como Nils e Kari viviam com o Senhor, como oravam pelos seus dois filhos Kristian e Nils. Lá no quarto, junto à sala, um banco de madeira servia-lhes como "altar de oração". Durante muitos anos, orações ardentes subiram, por aqueles filhos queridos.

Enquanto eles estavam em casa, eram o objeto de maior amor imaginável, mas como muitas vezes acontece, eles não ligavam a isso como deviam. Os filhos, por certo, amavam o pai e mãe, mas achavam que o fervor da religião dos pais era muito exagerado. As orações e advertências constantes não eram fáceis de suportar. Nunca podiam sair uma noite de sábado sem que se ouvissem sérias advertências e, muitas vezes, viam lágrimas nos rostos dos pais. Quando saiam de casa com essas impressões, a noite inteira, gasta em divertimentos, parecia-lhes um fracasso. Muitas vezes quando se retiravam de um baile voltando para casa, viam a mãe, espiando, a esperar por eles. Ela não se importava com o tempo que gastava ali, tossindo e trêmula de frio enquanto orava ao Senhor: Oh Deus, manda meus filhos para casa!

Lentamente o ambiente caseiro parecia apertado demais para os filhos.

Não se sentiam mais livres. Debaixo dessa vigilância constante dos pais, nascendo nos seus corações a dureza e oposição. Faziam o possível para não ferir demasiadamente os pais, mas não era fácil se afastarem dos divertimentos e pecados deste mundo enquanto tinham o mundo no coração. A situação piorava, pois os filhos começaram a tomar bebidas alcoólicas. A primeira vez que chegaram em casa embriagados, depois de um baile, deixaram a mãe tão triste e impressionada que caiu doente. Aqueles dias foram terríveis também para Kristian e Nils. Eles oravam a Deus para que sua querida mãe não morresse e prometeram a seus pais que nunca mais se embriagariam. Contudo, continuavam no pecado. Quando os filhos não voltavam para casa nas noites de sábados, os pais ficavam sentados, esperando, chorando e orando a Deus. Às vezes, quando a mãe chorava muito, tinha fortes ataques. Ouviam-se os gritos de longe, mas ainda assim os filhos não deixaram a miserável bebedeira.

Distante do lar - Aconteceu um dia que um "noruego-americano" (assim são chamados os noruegueses que emigraram para os EUA) veio visitar o lugar. Este fazia muita propaganda, contando como tudo era melhor no outro lado do oceano. Muitos moços ficaram influenciados a emigrarem para a América do Norte. Entre esses estavam também os dois queridos filhos de Kari e Nils. Os pais não se conformavam. Tudo fora feito para impedir que os moços viajassem, até o próprio padre daquela paróquia os advertiu, dizendo: "Virá o dia do arrependimento, quando souberdes que vossos pais não estarão mais com vida". Os velhos eram doentes e mesmo assim cuidaram da pequena propriedade durante alguns anos. Diminuiram-lhes as suas forças físicas e, por fim, já não podiam mais trabalhar. O resultado foi que tudo decaiu e o mato tomou conta do que outrora era terra bem cultivada.

Nils e Kristian mandavam seguidamente cartas para seus pais; às vezes mandavam também algum dinheiro. E isso era mais do que bem-vindo, pois, os velhos eram pobres. Um dia aconteceu o que o padre predissera - os filhos receberam a triste notícia que seus pais partiram no espaço de algumas semanas.

Kristian e Nils prosperaram na América do Norte. Eles tinham uma só preocupação: ganhar dinheiro. Cerca de seis anos depois da morte de seus pais, uma forte saudade se apoderou deles. Cansados de todo o trabalho, voltaram à casa paternal.

Era um lindo dia de primavera, dois noruego-americanos robustos, entraram no velho pátio de Liagrenda. Sentiram uma solenidade profunda encher o próprio ar. Um casal de passarinhos estava na antiga escada, meneando as cabeças, no mesmo lugar em que seus queridos se despediram deles. Outro casal de passarinhos estava no telhado, cantando, parecia dar-lhes as boas-vindas, enquanto outros pássaros cantavam ao redor, nas árvores, como se fosse um verdadeiro coro. Era tudo isso como nos tempos passados! Somente uma coisa faltava: os pais.

Volta ao lar - Nils e Kristian sentaram-se na escada. Ficaram nessa posição por um tempo, sem dizer palavra alguma um ao outro. Era como se revivessem o passado. Sentiam como se lhes faltasse o fôlego enquanto pronunciavam: - Mãe, pai! Mas ninguém lhes respondia. Quando chegaram ao cemitério, acharam ali os sinais do lugar onde foram enterrados os pais.

Oh, como ardiam os seus corações; era como que tivessem feridas incuráveis.

Nesse momento não puderam fazer outra coisa se não lançarem-se ao pescoço um do outro - chorando.

Não achavam mais alegria ao chegar ao seu lar paterno. Andavam tristes, dia após dia. A casinha vermelha parecia-lhes outra vez apertada, tornando-se-lhe impossível morar ali. Resolveram demoli-la e construir outra maior e mais moderna. Um dia iniciaram a demolição. Agora importava mostrar coragem, e sob cânticos e júbilo tiraram o telhado. Logo a seguir estavam já sobre o quarto, aonde tantas vezes ouviram as orações dos pais. As lembranças vinham-lhes tão fortes à sua memória que silenciavam os seus cânticos. A demolição prosseguia a rapidez do estilo americano. Importava terminar breve esse serviço. Enquanto desmanchavam a casa, alguma coisa dentro dos seus corações também parecia desmanchar-se.

Finalmente acharam-se no quarto, junto àquele banco de madeira - o falar de oração dos pais. Parecia-lhes ouvir as orações, quando clamavam a Deus pela salvação de Nils e Kristian. Coitados dos moços! A vida assim não era tão fácil para eles agora. Chegara o grande momento em suas vidas, a hora de prestar contas ao A!tíssimo. Agora as orações incessantes dos pais seriam galardoadas, como uma bênção eterna para estes dois filhos, que até então tinham-se endurecido contra a chamada do Espírito Santo. Eles se retiraram o máximo possível do lado direito onde estava o banco, até que faltavam só umas dez tábuas, lugar de luta e lágrimas pelos dois filhos queridos, pararam o serviço. Kristian e Nils olharam um para o outro, era como se cada qual dissesse: Tira essas tábuas, tu. Eu não posso fazê-lo. Pareciam ter os braços paralisados. Não contavam com uma coisa desta, quando começaram com este serviço: não pensaram que havia na casa qualquer parte que lhes seria impossível desmanchar, sim, que havia ali algumas tábuas que se chamavam "tábuas de oração", que exigiam respeito e santo temor. Eles se sentaram no banco, completamente sem forças para ficar em pé, as lágrimas corriam com abundância, não das faces de dois velhos e esgotados, mas, finalmente, dos dois filhos pelos quais Kari e Nils tanto choraram.

Renovação - No silêncio ouviu-se o canto dos passarinhos, indicando alguma coisa nova a acontecer - uma coisa alegre. Um poder invisível obrigou os dois moços fortes a ajoelharem-se e ali se acharam orando, pedindo a Deus perdão por todos os seus pecados. Durante algum tempo ficaram assim, clamando..., pedindo... Mas repentinamente pareceu-lhes que as vozes de mãe e pai falavam por meio da Bíblia de capa marrom - muito gasta de tanto uso - que ainda estava no lugar de costume.

Promessa após promessa vieram-lhes ao encontro dentro de seus corações. Podiam agora, claramente, sentir o perdão de seus pais - e o perdão de Deus. Era como se tornassem meninos outra vez, sentados no colo dos pais, como na meninice.

Juntos louvaram a Deus pela salvação pelo sangue do Cordeiro. Um novo tempo raiou e sentiram-se alegres outra vez no velho lugar: Liagrenda.

Pais crentes! Não desfaleçais na oração, mesmo não vendo nenhum resultado das vossas orações pelos vossos filhos que não são salvos! Virá o dia quando as orações serão atendidas, pois, Deus é fiel.

(Mensageiro da Paz).
gravura: http://alexandrehreis.arteblog.com.br/3/

18/06/2010

MILAGRE NO EGITO

Esta é a notícia (de 24/09/08) que está abalando o Egito:

Um muçulmano egípcio matou sua esposa porque ela estava lendo a Bíblia e então a enterrou com seu bebê de poucos dias e uma filha de 8 anos de idade. As crianças foram enterradas vivas! Ele então disse à polícia que um tio havia matado as crianças. Quinze dias mais tarde, outra pessoa da família morreu. Quando foram enterrá-la, encontraram as duas crianças sob a areia – VIVAS!

O país ficou em choque e o homem será executado. Perguntaram à menina de 8 anos como ela havia conseguido sobreviver por tanto tempo e ela disse: "Um homem que usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar. Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã".

Ela foi entrevistada no Egito numa TV nacional por uma mulher jornalista que tinha o rosto coberto.

Ela disse na TV pública, "Foi Jesus quem veio cuidar de nós, porque ninguém mais faz coisas como essas!".

Os muçulmanos acreditam que Isa (Jesus) aparecerá para fazer coisas desse tipo, mas as feridas em Suas mãos dão provas de que Ele realmente foi crucificado e que Ele está vivo!

Mas também ficou claro que a criança não seria capaz de inventar essa história e não seria possível que essas crianças vivessem sem um milagre verdadeiro.

Os líderes muçulmanos terão muita dificuldade em lidar com essa situação e a popularidade do filme "Paixão de Cristo" não os ajuda!

www.iegcevoce.ning.com

12/06/2010

ATENCIOSAMENE, A DROGA

Caro jovem: Quero que você me ouça, antes de me usar. Quero que me conheça e saiba quem sou, o que faço, como me comporto dentro das pessoas, como você irá se sentir, depois do meu contato, da minha ilusão.

Eu não tenho nome certo, nem sobrenome. Sou batizada a toda hora e a todo instante por aqueles que me usam. Não tenho amigos, pois consigo destruir todos aqueles que se aproximam de mim. Quando não faço completamente, eu os deixo sem miolos, sem coração e sem pensamentos.

Os que me tomam como companheira, são aqueles de coração amargurado, abandonados por todos. Aqueles que se sentem sós e que procuram em mim uma fuga ilusória e dolorosa.

Um dos meus contatos preferidos são as veias. Através delas eu consigo mergulhar em seu sangue, que me levará a uma viagem por todo o seu corpo. Passo pelos membros do seu corpo, pelas artérias, pelo seu sistema nervoso deixando aí a minha marca.

Enquanto eu passeio, você vive as ilusões. Através desse rio de sangue, consigo atingir o cérebro e, aí minha marca é mais forte, pois no cérebro vou roubar o pensamento, a memória, a razão. Por fim, descerei até o coração e você saberá quem sou realmente. Aliás, nem haverá tempo para isso, pois já estará morto. Pronto. Já lhe contei minha história. Se quiser minha ajuda, procure-me. Estou pronto para tirar sua paz, sua liberdade e sua vida.

Atenciosamente,
A DROGA.

Márcio Guedes

04/06/2010

POR CIMA DO MURO

Spurgeon, o grande Ministro metodista, estava numa fazenda, no interior. Uma vaca estava com o pescoço esticado, olhando por cima de um muro de pedra. Spurgeon perguntou ao amigo: "Por que ela está olhando por cima do muro?" O fazendeiro respondeu: "Simples! Ela não consegue ver através dele!"

Você vai enfrentar problemas na sua vida: eventuais retrocessos, rejeições, desapontamentos, desencorajamento etc. Até mesmo orações que parecem não ser respondidas. Parecerá que não está por perto. Você se sentirá no fundo do poço. Parecerá uma parede de pedra à sua frente.

Quando esse tipo de coisa surgir, parecendo que você não vai aguentar, faça o que a vaca fez: olhe por cima dos problemas! Olhe o final feliz, a vitória, a solução de um problema, por grave que seja. Olhe. Isto é fé. Fé em Deus. Permaneça olhando adiante, vendo o alvo, olhando para Jesus. Você reagirá com total confiança diante dos problemas.

(e-mail recebido)

28/05/2010

ABÓBORA MISSIONÁRIA

Uma mulher pobre queria muito participar da campanha de missões que sua igreja vinha fazendo, mas, decididamente, não tinha dinheiro.

Ajoelhou-se em seu quarto e pediu a Deus que lhe desse uma idéia, um jeito de ganhar algum, para poder participar.

Logo após a oração, saiu para o quintal e viu que uma abóbora da sua horta caseira já estava no ponto de ser colhida. Decidiu, então, dar aquela abóbora para missões.

Para tentar vendê-la por um preço melhor, resolveu partir a abóbora em 4 pedaços, mas, ao ver as sementes, teve uma idéia brilhante. Resolveu "batizar" as sementes de "Semente de Abóbora Missionária". Secou-as e saiu às ruas vendendo-as.

E vendeu todas. Muitos compraram, vendo a criatividade da mulher; outros, por sua insistência; outros, ainda, por amor a Jesus e às missões. Para cada comprador ela dava um folheto evangelístico de sua igreja.

Quando a campanha se encerrou, todos ficaram espantados ao ver que aquela mulher, uma das mais pobres da comunidade, foi a que deu a maior oferta de missões daquele ano. Superando em muito o valor doado por pessoas de posse.

E Deus, na sua graça, salvou algumas pessoas por meio dos folhetos que ela distribuiu.

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém". Mateus 28.19-20.

(Boa Semente)

21/05/2010

ESTRELAS NO POÇO

Se você estiver dentro de um poço fundo durante o dia, olhe para o céu e em alguns instantes será capaz de enxergar as estrelas. Você pode não acreditar, mas isso é um fenômeno cientificamente comprovado. O próprio poço, escuro e frio, fará com que você enxergue além do natural, além do que é permitido ver à luz do dia.

Se você encontrar-se em tribulação, em sofrimento, em um poço escuro, olhe para a Estrela de Davi, o Senhor Jesus! Então começará a ver o que não via antes, perceberá que há proveito na tribulação, perceberá que, mesmo oculto, o Senhor está ali com você. Se o Senhor permitir que você passe por tribulações, não se desespere. Ali você poderá ver as misericórdias, o amor, a prontidão de Deus em ajudá-lo, enquanto aguarda o livramento do Senhor.
(anônimo)

14/05/2010

O HOMEM QUE PODIA ASSOBIAR

Meu pai era um homem sossegado, com um código de ética que nunca incluía a possibilidade de dizer algo mau a respeito de qualquer um; se ele não pudesse dizer algo de bom a respeito de uma pessoa, permanecia quieto.

Em minha infância nós morávamos em uma fazenda sem equipamentos altamente mecanizado. Naquela época os vizinhos se ajudavam mutuamente. Juntos realizavam tarefas tais como cortar madeira, debulhar os grãos e plantar. Em uma destas ocasiões uma dúzia de homens estava saboreando em nossa sala de jantar a gostosa refeição que minha mãe preparara.

Um dos homens fez um comentário desabonador a respeito de um vizinho que não correspondia às expectativas da comunidade. Outro homem acrescentou mais um comentário negativo. Assim foi ao redor da mesa até que todos haviam acrescentado o seu bocado, todos, exceto meu pai. Recusando-se a fazer um comentário desse tipo, meu disse: “Mas vocês alguma vez o ouviram assobiar? Ele assobia melhor que qualquer pessoa que eu conheça”. Reinou o silêncio. Os críticos estavam disciplinados. A conversa mudou para outros tópicos.

(No Cenáculo)

08/05/2010

HISTÓRIA DE UMA MÃE

Rute é uma cristã do Laos e tem agora 47 anos (2007). Enquanto lia o Evangelho de Mateus ela encontrou o Jesus que vinha perseguindo (Missão Portas Abertas). Leia o seu testemunho:
"Aquela foi a primeira vez que bati no meu filho mais velho. Descontei nele toda a raiva que eu vinha lentamente acumulando em meu interior, por causa da nova fé que meus filhos professavam. Depois do tapa, disse ao mais velho que ele zombava de Buda e, dirigindo-me também aos outros dois, mandei que eles acabassem com aquela atividade fanática.
Eles estavam só falando sobre a Bíblia e Jesus com alguns de seus amigos em nossa casa. Mas aquilo foi o suficiente para me deixar furiosa.
Eu já havia imposto limitações aos meus filhos em relação à sua nova religião. Estabeleci um horário para eles estarem de volta em casa, e também limitei o tempo que eles poderiam sair, tudo isso para impedir que eles gastassem muitas horas na igreja. Eles obedeciam de boa vontade às minhas ordens.
Uma mãe sem filhos
Em 2004, meu filho mais velho visitou um vilarejo próximo e, lá, ouviu falar sobre Jesus. De imediato ele abraçou o cristianismo de forma apaixonada. Embora eu fosse uma budista fervorosa, não fiquei perturbada. Pensei que sempre poderia atraí-lo de volta ao budismo.
Eu cresci e vivi em uma família budista, de pais muito zelosos em relação aos caminhos e às práticas religiosas. Por isso, passei a maior parte de minha infância e adolescência em templos praticando rituais.
Se não tivesse nascido mulher, poderia escolher ser monge. Muito influenciada por minha religião, decidi que criaria todos os meus seis filhos nas normas e tradições budistas.
Mas, depois da conversão do meu filho, o cristianismo começou a se espalhar pela minha família. Minha irmã e meus outros filhos se voltaram para Jesus. Nessa hora eu não fiquei apenas aborrecida, senti muita raiva também. Para mim, não havia outra religião além do budismo e por ela eu bateria, sim, em meus filhos.
Aqueles primeiros tapas doeram muito em mim. Mas, a partir daquele momento, ficou fácil dizer palavras negativas para meus filhos e machucá-los fisicamente. Entretanto, cada vez que agredia meus três filhos cristãos, eles ficavam em silêncio. Não revidavam nem se defendiam. Eles nem mesmo argumentavam. Apenas deixavam que eu os agredisse.
No meu coração, sentia medo de afastar meus filhos de mim. Pensei em permitir que eles praticassem o cristianismo dentro de nossa casa. Mas, meu marido me convencia de que aquilo que eu fazia estava absolutamente certo. Eu concordava com ele, mas, no fundo, sentia tristeza e ansiedade. Eu era mãe, e não queria perder o amor e o afeto de meus filhos.
Uma voz suave chama
Um dia, enquanto cuidava de minha casa, fiquei curiosa em relação à Bíblia. Meu filho tinha deixado sua Bíblia sobre a mesa, e meus olhos passavam por ela, com uma vontade incrível de ler o que estava escrito ali. Como eu estava sozinha em casa, abri e comecei a ler o Evangelho de Mateus.
Incrível mesmo foi o que me aconteceu. À medida que lia os capítulos, não pude evitar as lágrimas. Eu ouvia uma suave voz me dizer: "Eu amo você, Rute. Eu desci dos céus e morri por seus pecados. Por que você me rejeita? Por que você bate em seus filhos? Eles amam você, Rute".
Por mais de 15 minutos, ouvi essas palavras repetidas vezes. Eu chorava com tanta intensidade que não percebi que meu filho mais velho havia voltado. Ele se sentou ao meu lado e orou por mim.
Desde aquele momento, o desejo de ler a Bíblia nunca me abandonou. Durante os seis meses seguintes fiquei absorvida pela Palavra de Deus. Depois, fui à igreja e orei com o pastor. Naquele dia, aceitei Jesus Cristo em meu coração e senti um tipo diferente de alegria fluir em mim. Um toque suave de paz acariciou meu coração.
Firme em meio às dores
O que aconteceu na minha vida foi a mesma coisa que aconteceu com meus filhos. Meu marido percebeu logo minha nova fé. Ele me mandou parar com minhas 'crenças idiotas', como ele chamava. E pensar que eu havia agido da mesma forma com meus filhos...
Com o passar do tempo, as palavras de meu marido se transformaram em atos horrorosos. Ele me batia com freqüência, usando uma vara, e fazia isso mesmo na frente dos vizinhos. Ele me agredia sempre que me via lendo a Bíblia e orando com nossos filhos. Ele até me insultou na frente de nossos outros três filhos que ainda eram budistas.
Várias vezes eu o ouvi contar aos vizinhos e aos amigos que eu havia perdido a sanidade de tanto orar para Jesus e cantar na igreja.
Eu queria defender minha fé, mas meu filho disse que eu deveria levar minhas queixas ao Pai. Então me lembrei de como meus filhos reagiram aos maus-tratos que haviam sofrido. Também me lembrei de como eles me amaram, apesar de meu mau procedimento.
Eu continuo firme na minha fé em Jesus. Não me importa o quanto meu marido me moleste. Estou determinada a desenvolver minha salvação. Como eu poderia dar as costas ao meu Salvador que demonstrou seu amor por mim enquanto eu ainda era pecadora? Eu simplesmente não poderia fazer isso.
Orem por mim e por meus três filhos cristãos, para que continuemos firmes em meio às dores e ao sofrimento que nos é infligido por nossos parentes. Orem para que lhes mostremos amor, e para que sejamos um reflexo da misericórdia de Deus. Orem também por meu marido e por meus outros três filhos, para que eles possam conhecer e sentir Deus em suas vidas."
(Portas Abertas)

30/04/2010

O MENINO RAPTADO

Um imigrande europeu, que havia se estabelecido à beira de uma floresta no Canadá, tinha um bom relacionamento com os índios das vizinhanças dos quais aceitava os seus serviços. Vivia ali com sua mulher e um filhinho que era a sua alegria. Porém, as terras que procurava explorar eram de pouca fertilidade.
Um dia, um dos índios chegou à sua casa e, mediante sinais, procurava levá-los à floresta. Eles se recusavam a segui-lo pois não compreendiam suas intenções. Pouco depois, o índio voltou e renovou sua tentativa, mas sem êxito. Então, ao ver o berço do menino, tomou-o e o levou sob o olhar aterrorizado dos pais. Estes se puseram a persegui-lo, suplicando-lhe que devolvesse seu tesouro. O índio acabou detendo-se em uma ampla clareira da floresta onde crescia uma bundante pastagem. Ao lhes devolver o menino, deu a entender que podiam se mudar para aquelas terras, muito mais férteis que o lugar onde estavam instalados. E assim o fizeram, ajudados por seu amigo, e para sua grande prosperidade.
Deus deseja que O sigamos, tavez chorando e sem compreender, mas Ele nos atrai para si para fazer com que apreciemos o seu amor. Ele deseja dar-nos uma porção bem melhor que todos os bens deste mundo, isto é, uma felicidade eterna na Casa do Pai Celestial.

23/04/2010

A BÍBLIA JOGADA PELA JANELA

Aconteceu em 1991. O bate-papo entre os viajantes num trem que atravessava a Geórgia (uma república da ex-União Soviética) parecia interessante. Mas, de repente, um deles descobriu que seu interlocutor era cristão. O tom da conversa engrossou. O fiel cristão tirou sua Bíblia da valise e leu alguns trechos. Foi inútil. Cada um sustentou seu ponto de vista e um silêncio glacial tomou conta do vagão.
Alguns momentos depois, quando o cristão voltava do banho, surpreendeu o outro viajante fechando a janela. A Bíblia havia desaparecido. Os dois homens se entreolharam sem dizer nada.
Alguns meses mais tarde, o cristão recebeu a visita de um desconhecido, o qual queria lhe falar com respeito à salvação.
- Como você conheceu o Senhor?
- Li a Bíblia - foi a resposta; ela me mostrou que eu era pecador; aprendi a conhecer ao Deus Salvador.
Surpreendido e um tanto desconfiado, o dono da casa disse:
- Como você conseguiu uma Bíblia neste país?
- Eu tinha que inspecionar uma obra perto da linha férrea. Um trem passou e de repente um objeto caiu a meus pés. Era uma Bíblia.
- Você tem essa Bíblia contigo?
- Certamente, aqui está.
E o cristão reconheceu sua Bíblia!
Atualmente, devido à liberdade de culto, uma congregação de cristãos se estabeleceu no povoado do novo convertido.

16/04/2010

A VELA ACESA NA JANELA

Um pai e um menino de quatro anos de idade caminhavam, numa certa noite, por uma das ruas de Nova Yorque, no tempo da Segunda Guerra Mundial. Num determinado momento o pai mostrou para o filhinho uma vela acesa numa janela e disse: “A vela acesa, filho, é sinal de que um rapaz dessa casa está combatendo na guerra”. O menino ficou pensando sobre a vela acesa, até que, mais adiante, ele aponta com o seu dedinho, por entre os edifícios, uma estrela brilhante e comenta: “Papai, olhe! Deus também tem um filho na guerra! Veja a vela acesa na sua janela!”
(Calendário Luz e Vida)

09/04/2010

A PARÁBOLA DO LÁPIS

Um menino observava sua avó escrevendo uma carta.
- Vovó, o que a senhora está escrevendo? A minha história?
- Oh! Sim, escrevo a sua história! Mas o mais importante de tudo não é a sua história, e sim, o lápis.
- O lápis? Como assim?
- Que você um dia fosse como um lápis...
O garoto olhou, pensou...
- Vó, não vejo nada de especial nesse lápis; é igual aos outros!
- Sim, mas quero que saibas cinco coisas importantes a respeito do lápis:
1º) Todo lápis tem uma mão que o guia. Você pode fazer grandes coisas, mas não se esqueça que há uma mão guiando os seus passos.
2º) Um lápis precisa de um apontador. De vez em quando eu preciso parar com o que estou escrevendo e usar o apontador. Sofrerá um pouquinho, mas escreverá melhor; a nossa forma seja cada vez melhor e o nosso aproveitamento também.
3º) Precisa de uma borracha. Precisamos entender que os erros precisam ser apagados. Temos que ouvir o Espírito Santo falando sobre nossos erros e deixar que Ele apague as nossas transgressões. Para todo erro cometido há perdão para o arrependido. É necessário que o Senhor nos ajude a escrever de novo a nossa história. “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”, Sl 139.23,24. O Espírito Santo nos convence de todo pecado.
4º) O grafite é muito importante. Não é o que está por fora de nós, mas o que está dentro. Não é a qualidade de vida que temos, mas da vida espiritual de qualidade. Não é a beleza de nossa fisionomia, mas a beleza de nossa alma. Uma alma bela escreve uma bela história. “Senhor, que eu tenha dentro de mim o bom grafite!!”
5º) Deixa uma marca. Você e eu somos, com a nossa vida, uma marca. A marca maior seja algo construtivo. As pessoas vejam em nós essa marca. A maior marca é a de Jesus em nós; a marca do sangue, do perdão, do amor.
(HCJB)

02/04/2010

AMOR, QUE POR AMOR DESCESTE

Trata-se do hino 27 da Harpa Cristã. Veja sua origem.
Este hino foi escrito pelo Dr. George Matheson (1842 – 1906) na noite de 6 de junho de 1882. Ele mesmo diz: “Esse hino foi escrito na casa pastoral em Innellan. Eu estava sozinho, no momento. Era o dia do casamento de minha irmã, e o resto da família estava passando a noite em Glasgow. Algo me havia acontecido, e só eu sabia o que me causou o mais profundo sofrimento mental. O hino, fruto daquele sofrimento, foi o trabalho mais apressado que fiz em toda a minha vida. Tinha a impressão de que alguma coisa estivesse me passando a letra e não eu mesmo. Tenho a certeza absoluta de que o hino inteiro ficou completo em cinco minutos”.
Uma história nos conta de que a moça a quem o Dr. Matheson amava desmanchou o noivado porque ele ficara cego, e que o hino fora escrito por causa desse terrível desapontamento. Todavia, alguém, autoridade no assunto, diz que isto não é provável porque havia mais de vinte anos o autor estava cego, quando o hino foi escrito. Ele era filho de um rico comerciante escocês. Desde criança teve muita dificuldade com a visão, e logo depois de entrar para a universidade ficou completamente cego. Conseguiu formar-se ainda. Suas irmãs, que lhe o amavam muito, estudaram hebreu, grego e latim para ajudá-lo nos estudos. Apesar de sua aflição, não se deixando desanimar, ganhou mais e mais vontade de fazer maiores esforços. Foi ministro da Igreja Escocesa; tornou-se um brilhante pregador, autor de distinção e um homem de letras. Exerceu o pastorado durante 18 anos em Innellan, um retiro muito popular, e ano após ano muitas famílias faziam temporadas nesse lugar para abençoadas pelas suas pregações. Foi sempre um verdadeiro pastor de suas ovelhas. Quando visitava os membros do rebanho era acompanhado por uma irmã que morava com ele.
Dizem que o Dr. Alberto lister Peace (1844 – 1912), organista da Catedral de Galsgow costumava carregar consigo as palavras de hinos que ainda não tinham música e, num momento de inspiração escrevia melodias para as letras que havia colecionado.
Um dia, estava sentado na areia de Arran, uma ilha das costas da Escócia e, lendo estas palavras do Dr. Matheson, quando imediatamente a música lhe veio à mente. Levou poucos instantes para escrevê-la. O Dr. Peace era homem de muito talento. Aos nove anos de idade já tocava órgão na igreja. Nasceu na Inglaterra e passou grande parte de sua vida na Escócia.
(A Seara)

27/03/2010

O DESERTO DE ATACAMA E O EL NINO

Para quebrar a estabilidade desse deserto (que vai do norte do Chile à fronteira com o Peru), só mesmo fenômenos climáticos de larga escala, como o El Niño, que é o aquecimento das águas do Pacífico. Essa anoma-lia oceanográfica origina chuvas na área desértica do Chile e do Peru e afeta ecossistemas terrestres. O nome, criado por pescadores, significa "Menino Jesus", porque aparece geralmente no mês de dezembro.
O "Jesus" dos chilenos e peruanos traz chuvas fortes o bastante para penetrar o solo e dar origem a um dos maiores espetáculos naturais: sementes que permaneceram latentes por anos brotam com todo o esplendor, numa explosão de cores e tipos vegetais. É mais uma vitória da vida sobre o deserto.
O El Nino, que é benéfico para aquela região dos Andes, pode ser maléfico em outras áreas do planeta, como todos sabemos. Faz lembrar exatamente o Jesus da Bíblia (Lc 1.23,24; Lc 20.17,18). Ele é Pedra, é Rocha de fundamento, e todo aquele que edifica sobre ela fica firme. E para quem se escandaliza nela, ela mesma se torna numa pedra de tropeço. Para muitos Ele é a maior bênção, para outros é escândalo.

Os flamingos rosados

Habitantes da planície de sal, o Salar de Atacama, são um bom exemplo de espécie adaptada. Nesse local, a água que veio da Cordilheira dos Andes, formando lagos azuis, evapora mais rapidamente do que é reposta pelas chuvas, e os sais minerais permanecem. O resultado é uma quantidade enorme de imensos lagos, cujo sal impregna no organismo do flamingo. A saída que esses animais encontraram foi eliminar o excesso através de pequenas aberturas ao lado das narinas.

(Super Interessante)

19/03/2010

CARMELITA

Max Lucado

O ar quente pairava pesado na pequena capela do cemitério. Os que tinham leques usavam-nos para refrescar-se. Havia muita gente. As poucas cadeiras colocadas foram logo ocupadas. Eu encontrei um canto vazio de um lado e fiquei ali de pé, observando meu primeiro funeral brasileiro.
Sobre suportes no meio da capela tinha sido colocado o caixão e nele o corpo de uma mulher morta num acidente de carro na véspera. O nome dela era Dona Neusa. Eu a conhecia por ser mãe de um de nossos primeiros convertidos, Cesar Coutinho. Ao lado do caixão: Cesar, sua irmã, outros parentes e alguém muito especial com o nome de Carmelita.
Ela era uma mulher alta, de pele escura, quase negra. Naquele dia seu vestido era simples e seu rosto solene. Ela olhava fixamente para o caixão com seus olhos castanhos e fundos. Havia algo de nobre na maneira como ficava ali de pé ao lado do corpo. Ela não chorava abertamente como os demais. Nem procurava consolo com os outros enlutados. Ela só ficou ali, curiosamente quieta.
Na noite anterior eu acompanhara Cesar na delicada missão de contar a Carmelita que Dona Neusa morrera. Enquanto nos dirigíamos para a casa dela, ele explicou-me como Carmelita fora adotada em sua família.
Mais de vinte anos antes, a família de Cesar visitara uma pequena cidade no interior do Brasil. Eles encontraram ali Carmelita, uma órfã de sete anos, vivendo com parentes pobres. A mãe dela tinha sido uma prostituta. Ela nunca conhecera o pai. Depois de ver a criança, Dona Neusa sentiu-se comovida, sabendo que se não interferisse, a pequena Carmelita estava condenada a uma vida sem amor nem atenção. Por causa da compaixão de Dona Neusa, Cesar e sua família voltaram para casa com um novo membro.
Enquanto eu me encontrava ali na capela funerária e olhava para o rosto de Carmelita, tentei imaginar as suas emoções. Como a vida dela tinha mudado. Fiquei pensando se a sua mente revivia as lembranças da infância quando subira num carro e se afastara para viver com uma família estranha. Num momento ela não tinha amor, um lar, nem um futuro; no momento seguinte obtivera essas três coisas.
Meus pensamentos foram interrompidos pelo ruído de pés se arrastando. O velório terminara e as pessoas deixavam a capela para assistir ao enterro. Por causa de minha posição, bem no canto do prédio, fui o último a sair. Ou pelo menos pensei que fora. Enquanto andava ouvi uma voz suave atrás de mim. Voltei-me e vi Carmelita chorando silenciosamente ao lado do caixão. Comovido, parei na porta da capela e assisti o seu tocante "adeus". Carmelita estava sozinha pela última vez com sua mãe adotiva. Havia sinceridade em seus olhos. Era como se ela tivesse uma tarefa final a cumprir. Ela não se lamentou em voz alta, nem gritou de dor. Simplesmente inclinou-se sobre o caixão e o acariciou ternamente como se fosse o rosto da mãe. Com lágrimas silenciosas caindo sobre a madeira polida ela repetiu várias vezes "Obrigada, obrigada".

Uma despedida final de gratidão.

Ao voltar para casa pensei que nós, de muitas formas, somos como Carmelita. Nós também somos órfãos amedrontados. Nós também não tínhamos nem ternura nem aceitação. E nós também fomos resgatados por um visitante compassivo, um pai generoso que nos ofereceu uma casa e seu nome.
Nossa resposta deveria ser exatamente a mesma de Carmelita, uma reação comovente de gratidão sincera pela nossa libertação. Quando ninguém mais daria por nós nem sequer o tempo de um dia, o Filho de Deus nos deu o tempo de nossa vida!
Nós também deveríamos nos colocar na companhia silenciosa daquele que nos salvou, e chorar lágrimas de gratidão, oferecendo palavras de agradecimento. Pois não foram nossos corpos que ele resgatou, mas nossas almas.

(Para mais meditações de Max Lucado: www.iluminalma.com.br)

15/03/2010

UMA EMOCIONANTE HISTÓRIA DE VIDA

John Powell, S.J., professor da Loyola University de Chicago, escreve a respeito de um aluno de uma turma sua de Teologia da Fé, chamado Tommy.

Há cerca de doze anos atrás, eu estava em pé, dentro da classe, esperando, enquanto meus alunos entravam para nossa primeira aula de Teologia da Fé. Aquele foi o primeiro dia em que vi Tommy. Tanto meus olhos quanto a minha mente piscaram ao vê-lo. Ele estava penteando seus cabelos longos e muito louros que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Aquela era a primeira vez em que eu via um rapaz com cabelos tão longos. Acho que estavam começando a entrar na moda.
Dentro de mim, eu sei que o que conta não é o que vai sobre a cabeça, mas o que vai dentro dela, mas naquele dia eu estava despreparado e minhas emoções me confundiram. Imediatamente classifiquei Tommy com um "E" de estranho... Muito estranho.
Tommy acabou se revelando o "ateísta de plantão" do meu curso de Teologia da Fé. Constantemente, ele fazia objeções, fazia troça ou gemia contra a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz um com o outro por um semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era um estorvo às minhas costas.
Quando ao fim do curso, ele se aproximou para entregar seu exame final, ele me perguntou num tom ligeiramente cínico: "O senhor acredita que eu possa encontrar Deus algum dia?"
Imediatamente eu me decidi por uma terapia de choque.
"Não!", respondi enfaticamente.
"Ah!", ele respondeu, "eu pensei que este fosse o produto que o senhor estava tentando nos impingir".
Eu deixei que ele desse uns cinco passos fora da sala quando gritei para ele:
"Tommy, eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará".
Ele deu de ombros e saiu da minha sala e da minha vida.
Eu fiquei ligeiramente desapontado diante da idéia de que ele não tivesse escutado minha frase tão inteligente:
"Ele o encontrará!"
Pelo menos eu achei que era inteligente...
Mais tarde eu vim a saber que Tommy tinha se formado e eu fiquei especialmente aliviado; depois, uma notícia triste: eu soube que Tommy estava com um câncer terminal.
Antes que eu pudesse ir a sua procura, ele veio me ver.
Quando ele entrou no meu escritório, reparei que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos tinham caídos todos como resultado da quimioterapia.
Mas os seus olhos estavam brilhantes e a sua voz estava firme, pela primeira vez na vida, acredito eu.
"Tommy, tenho pensado tanto em você! Ouvi dizer que você estava doente!", disparei.
"Ah, é verdade, estou muito doente. Tenho câncer em ambos os pulmões. É uma questão de semanas agora".
"Você consegue conversar a respeito disso, Tommy?"
"Claro, o que o senhor gostaria de saber?"
"Como é ter apenas vinte e quatro anos e estar morrendo?"
"Acho que poderia ser pior".
"De que maneira?"
"Bem, assim como ter cinqüenta anos e não ter noção de valores ou ideais, assim como ter cinqüenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas verdadeiramente "importantes" na vida."
Comecei a procurar através do meu arquivo mental a letra "E" onde eu havia classificado Tommy como "estranho".
(Parece que todas as pessoas que tento rejeitar na vida com estas minhas classificações, Deus as manda de volta como que para me ensinar uma lição).
"Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo", disse Tommy,
"foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula".
(Ele se lembrava!) Tommy continuou.
"Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia e o senhor respondeu, 'Não!', o que me surpreendeu. Em seguida, o senhor disse 'mas Ele o encontrará'. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora naquela época eu não pensasse muito em procurar por Deus.
(Minha frase "inteligente". Ele tinha pensado muito a respeito!)
"Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que era um tumor maligno, aí encarei com mais seriedade a procura de Deus. E quando a doença espalhou-se pelos meus órgãos vitais, eu comecei, realmente, a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período de tempo, sem sucesso? A pessoa fica psicologicamente saturada, cansada de tentar. E então, desiste. Um dia, eu acordei e em vez de atirar mais alguns apelos por cima de um muro alto de tijolos, atrás de onde Deus poderia ou não estar, eu desisti simplesmente. Eu decidi que de fato não estava me importando... com Deus, com uma vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi gastar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Eu pensei no senhor e nas suas aulas e eu me lembrei de outra coisa que o senhor tinha dito: 'A tristeza mais profunda, essencial, é passar pela vida sem amar'. Mas seria quase tão triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas que você as amou, que você as tinha amado. Então comecei logo pela pessoa mais difícil: meu Pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele e disse: 'Papai'. . .'Sim, o quê?' Ele perguntou sem baixar o jornal. 'Papai, eu gostaria de conversar com você.' 'Então converse, vamos, fale logo.' 'É um assunto muito importante, papai!' O jornal desceu alguns centímetros vagarosos. 'O que é, diga logo?' 'Papai, eu te amo. Eu só queria que você soubesse disso."
Sorrindo para mim, Tommy disse com uma satisfação evidente, como se ele sentisse uma alegria quente e secreta fluindo dentro dele.
"O jornal escorregou para o chão e o meu pai fez duas coisas que eu não me lembro de tê-lo visto fazer jamais na vida:
Ele chorou e me abraçou demoradamente. E conversamos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte. Foi tão bom poder me sentir junto do meu pai, ver e sentir as suas lágrimas fluírem pelo seu rosto, sentir o seu abraço apertado, ouvi-lo dizer que me amava. Foi mais fácil com a minha mãe e com o meu irmão mais novo. Eles choraram comigo também e nós nos abraçamos e começamos a falar coisas realmente boas uns para os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido segredo por tantos anos. Eu só lamentei uma coisa: que eu tivesse esperado tanto tempo. Naquele momento eu estava apenas começando a me abrir com todas as pessoas com as quais eu me sentia ligado. Então, um dia, eu me voltei e lá estava Deus. Ele não veio ao meu encontro quando eu Lhe implorei. Eu acho que eu tinha agido como um domador de animais que segurando um aro, diz: 'Vamos, pule! Eu lhe dou três dias... Três semanas'. Aparentemente Deus age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que é importante é que Ele estava lá. Ele me encontrou. O senhor estava certo. Ele me encontrou, mesmo depois de eu ter parado de procurar por Ele."
"Tommy," eu disse quase soluçando, "eu acho que o que você está dizendo é alguma coisa muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar. Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira mais certa de se encontrar Deus, não é fazer d'Ele um bem pessoal, uma solução para os próprios problemas ou um consolo instantâneo em tempos difíceis, mas sim tornando-se disponível para o amor. O apóstolo João disse isto: 'Deus é Amor e aquele que vive no amor vive com Deus e Deus vive com ele. Tommy, posso lhe pedir um favor? Você sabe que quando você foi meu aluno, você me deu muito trabalho. Mas, (aos risos) agora você pode me recompensar por tudo aquilo. Você viria a minha aula de Teologia da Fé e contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar? Se eu lhes contasse a mesma história, não calaria tão fundo neles."
"Oooh! Eu estava preparado para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar seus alunos."
"Tommy, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim".
Alguns dias mais tarde, Tommy telefonou e disse que falaria para a minha turma, que ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então marcamos uma data.
Mas, ele não pode vir. Ele tinha outro encontro, muito mais importante do que aquele com a minha turma e comigo. É claro, que sua vida não terminou realmente com a sua morte, apenas se transformou. Ele tinha dado o grande passo da fé para a visão. Ele foi ao encontro de uma vida muito mais bonita do que os olhos humanos jamais viram ou que os ouvidos humanos jamais ouviram ou que a mente humana jamais imaginou.
Antes de morrer, ainda conversamos uma vez. "Não vou ter condições de falar com sua turma", ele disse. "Eu sei, Tommy". "O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria... com todo mundo por mim?" "Vou falar, Tommy. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que puder".
Portanto, a todos vocês que foram tão bons e pacientes em escutar esta declaração de amor tão singela, obrigado por fazê-lo. E a você, Tommy, onde quer que você esteja nas colinas verdejantes e ensolaradas do paraíso: eu falei com todo mundo... Do melhor modo que eu consegui.
E se esta história significa alguma coisa para você... "Os amigos são o meio pelo qual Deus cuida de nós".
Edison Piazza - Piracicaba
(e-mail recebido)

www.viajandopelomundo.com

09/03/2010

DEIXE SUAS LÁGRIMAS AO SAIR

Algumas localidades da Pérsia, as pessoas dão grande valor às lágrimas. Acreditam que elas possuem virtudes curativas. Nos velórios, são oferecidas esponjas aos presentes para que estes enxuguem suas lágrimas. À saída, as esponjas são recolhidas, e o seu conteúdo, cuidadosamente guardado. É comum haver nas câmaras-ardentes avisos como este:
"Não esqueça de entregar suas lágrimas''.
Mas não é só esse povo que se interessa pelas lágrimas. Deus também lhes dispensa especial atenção. Sim, Ele está interessado em suas lágrimas!
A Bíblia registra, nos Salmos, estas palavras do rei Davi:
Põe as minhas lágrimas no teu vaso.
Sim, Deus deseja guardar suas lágrimas. Você é do tipo que esbanja alegria com os amigos, e depois isola-se para chorar? Sente uma angústia que parece não ter fim? Amargura-se pelas injustiças sofridas? E sofre sob o peso da própria consciência?
É hora de abandonar essa angústia em que mergulhou a sua alma. E, ao sair, não se esqueça: entregue a Deus todas as suas lágrimas e pesares. Você pode fazê-lo através de Jesus, o Filho de Deus. Permita-lhe que se torne não apenas o guardião de suas lágrimas, mas também o Senhor de sua vida. Ele lhe dará, independentemente das circunstâncias, uma vida de eterna paz.
E quando ingressar na eternidade, você deixará para sempre suas lágrimas.
E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque as primeiras coisas são passadas (Apocalipse 21.4).
(folheto da CPAD)

26/02/2010

A HISTÓRIA DE ERNANI

Certa vez, trabalhei em uma pequena empresa de engenharia. Foi la que fiquei conhecendo um rapaz chamado Mauro. Ele era grandalhão e gostava de fazer brincadeiras com os outros, sempre pregando pequenas pecas.
Havia tambem o Ernani, que era um pouco mais velho que o resto do grupo. Sempre quieto, inofensivo, a parte, Ernani costumava comer o seu lanche sozinho, num canto da sala. Ele nao participava das brincadeiras que faziamos apos o almoco, sendo que, ao terminar a refeicao, sempre sentava sozinho debaixo de uma arvore mais distante. Devido a esse seu comportamento, Ernani era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo. Ora ele encontrava um sapo na marmita, ora um rato morto em seu chapeu. E o que achavamos mais incrível é que ele sempre aceitava aquilo sem ficar bravo.
Em um feriado prolongado, Mauro resolveu ir pescar no Pantanal. Antes, nos prometeu que, se conseguisse sucesso, iria dar um pouco do resultado da pesca para cada um de nos. No seu retorno, ficamos todos muito animados quando vimos que ele havia pescado alguns dourados enormes. Mauro, entretanto, levou-nos para um canto e nos disse que tinha preparado uma boa pesca para aplicar no Ernani. Mauro dividira os dourados, fazendo pacotes com uma boa porção para cada um de nos. Mas, a 'pesca' programada era que ele havia separado os restos dos peixes num pacote maior, a parte. Vai ser muito engracado quando o Ernani desembrulhar esse 'presente' e encontrar espinhas, peles e visceras!, disse-nos Mauro, que ja estava se divertindo com aquilo. Mauro entao distribuiu os pacotes no horario do almoco. Cada um de nos, que ia abrindo o seu pacote contendo uma bela porção de peixe, entao dizia: Obrigado! Mas o maior pacote de todos, ele deixou por ultimo. Era para o Ernani.
Todos nos ja estavamos quase explodindo de vontade de rir, sendo que Mauro exibia um ar especial, de grande satisfacao. Como sempre, Ernani estava sentado sozinho, no lado mais afastado da grande mesa. Mauro entao levou o pacote para perto dele, e todos ficamos na expectativa do que estava para acontecer. Ernani não era o tipo de muitas palavras. Ele falava tao pouco que, muitas vezes, nem se percebia que ele estava por perto. Em tres anos, ele provavelmente nao tinha dito nem cem palavras ao todo. Por isso, o que aconteceu a seguir nos pegou de Ele pegou o pacote firmemente nas mãos e o levantou devagar, com um grande sorriso no rosto. Foi então que notamos que seus olhos estavam brilhando.
Por alguns momentos, o seu pomo de Adão se moveu para cima e para baixo, até ele conseguir controlar sua emoção.
Eu sabia que você não ia se esquecer de mim disse com a voz embargada. Eu sabia, você é grandalhão e gosta de fazer brincadeiras, mas sempre soube que você tem um bom coração. Ele engoliu em seco novamente, e continuou falando, dessa vez para todos nós. Eu sei que não tenho sido muito participativo com vocês, mas nunca foi por má intenção. Sabem... Eu tenho cinco filhos em casa, e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama. E estou ciente de que ela nunca mais vai melhorar. Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela. E a maior parte do meu salário tem sido para os seus médicos e os remédios. As crianças fazem o que podem para ajudar, mas tem sido difícil colocar comida para todos na mesa.
Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer o meu almoço sozinho, num canto... Bem, é que eu fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr no meu sanduíche. Ou, como hoje, eu tinha somente uma batata na minha marmita.
Mas eu quero que saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim. Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos...Ele limpou as lágrimas dos olhos com as costas das mãos. Hoje à noite os meus filhos vão ter, realmente, depois de alguns anos...e ele começou a abrir o pacote...
Nós tinhamos estado prestando tanta atenção no Ernani, enquanto ele falava, que nem haviamos notado a reação do Mauro. Mas agora, todos percebemos a sua aflição quando ele saltou e tentou pegar o pacote das mãos do Ernani. Mas era tarde demais. Ernani ja tinha aberto e pacote e estava, agora, examinando cada pedaço de espinha, cada porção de pele e de visceras, levantando cada rabo de peixe.
Era para ter sido tao engracado, mas ninguem riu. Todos nos ficamos olhando para baixo. E a pior parte foi quando Ernani, tentando sorrir, falou a mesma coisa que todos nos haviamos dito anteriormente: Obrigado! Em silêncio, um a um, cada um dos colegas pegou o seu pacote e o colocou na frente do Ernani, porque depois de muitos anos nós havíamos, de repente, entendido quem era realmente o Ernani.
Uma semana depois, a esposa de Ernani faleceu. Cada um de nos, daquele grupo, passou entao a ajudar as cinco criancas. Gracas ao grande espirito de luta que elas possuiam, todas progrediram muito:
Carlinhos, o mais novo, tornou-se um importante medico.
Fernanda, Paula e Luisa montaram o seu proprio e bem-sucedido negocio: elas produzem e vendem doces e salgados para padarias e supermercados.
O mais velho, Ernani Junior, formou-se em Engenharia; sendo que, hoje, e o Diretor Geral da mesma empresa em que eu, Ernani e os nossos colegas trabalhavamos.
Mauro, hoje aposentado, continua fazendo brincadeiras; entretanto, sao de um tipo muito diferente:
ele organizou nove grupos de voluntarios que distribuem brinquedos para criancas hospitalizadas e as entretem com jogos, estorias e outros divertimentos.
As vezes, convivemos por muitos anos com uma pessoa, para so então percebermos que mal a conhecemos. Nunca lhe demos a devida atenção; nao demonstramos qualquer interesse pelas coisas dela; ignoramos suas ansiedades ou seus problemas.
Que possamos manter sempre vivo, em nossas mentes, o ensinamento de Jesus Cristo: “Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. João 13:34
Repasso a história de Ernani, para que vejamos se não somos um pouco como Mauro e seus companheiros. Se formos... por favor, há tempo de mudar sem dor.

(www.profetico.com.br/portal/obras/evangelismo)

19/02/2010

A OUTRA HISTÓRIA DA FORMIGA

Todos os dias uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho
A formiga era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.
E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela
movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.
Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir? A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida..."

"PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS;
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS;
PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS."

(Noé)

12/02/2010

BILHETINHOS

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”, 1 Pe 5.7. Conta-se o caso do zelador de uma igreja que andava deveras intrigado, pois em cada semana encontrava uma folhinha azul de papel pautado, bem dobrada, no canto de um banco de trás. O zelador desdobrou um dos papéis, onde leu, escritas a lápis, palavras assim: “Clara doente...”, “O aluguel...”, “O emprego de Laura...”
Depois dessa descoberta, o zelador começou a esperar pelos papéis, semanalmente, e lá estavam, sempre no mesmo lugar, depois do culto da manhã de cada domingo. Abria-os sempre e pôs-se a observar a pessoa que costumava sentar-se ali, naquele canto do banco. Descobriu que se tratava de uma mulher de meia idade, simples e simpática, despretensiosa. Ela vinha sempre sozinha. O zelador contou o caso ao pastor e mostrou-lhe os bilhetinhos. O pastor leu as palavras enigmáticas e franziu a testa.
No domingo seguinte deu um jeito de encontrar-se com a mulher, à porta da igreja, quando ela ia saindo. Pediu-lhe, delicadamente, que esperasse um momento; mostrou-lhe os bilhetinhos e perguntou, amavelmente, o que significavam. Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas. Hesitou um pouco antes de dizer, mansamente: “O senhor pode achar que é bobagem – imagino – mas vi uma placa no meio de outros anúncios, num ônibus, que aconselhava: ‘Leve suas preocupações à igreja e deixe-as lá!’ Minhas preocupações estão escritas nesses pedaços de papel. Escrevo-as durante a semana e trago-as aqui aos domingos de manhã e as deixo. Sinto que Deus está tomando conta delas!” O pastor afirmou com brandura: “Deus está mesmo tomando conta. Por favor, continue a trazer suas preocupações à igreja e deixe-as aqui!" Portanto, para livrar-se das preocupações, entregue-as, pura e simplesmente, nas mãos de Deus e deixe-as lá!

08/02/2010

AÇÃO DE GRAÇAS PELA ENFERMIDADE

O reverendo Amantino Adorno Vassão, em seu livro Mesmo na Tempestade, fala sobre um jovem que se aproximou dele depois de dois anos internado com tuberculose no hospital, em São José dos Campos, para realizar um culto de ação de graças. O pastor, com alegria, disse-lhe:
— Que bom, meu filho, precisamos mesmo agradecer a Deus, e é justo que o façamos por causa da sua cura.
Ao que o jovem retrucou:
— Não pastor, eu quero agradecer a Deus pela minha enfermidade, porque antes de ficar doente eu não era comprometido com Deus, não lia a Bíblia, não orava, não buscava a face do Senhor. Era apenas um freqüentador da igreja. Mas quando fiquei prostrado no leito, comecei a ler a Palavra de Deus, passei a invocar seu santo nome, e o Senhor mudou a minha vida, transformou o meu coração e um glorioso milagre aconteceu em minha história. Por isso, quero oferecer um culto de ações de graças pela minha enfermidade, que me aproximou do Senhor.

29/01/2010

O BARQUINHO DE PAPEL

Certa vez, um menino brincava na beira de um lago com um barquinho de papel. De repente, o vento levou seu bar­quinho para o meio do lago e ele começou a chorar. Logo, aproximou-se dele um rapaz que lhe perguntou:
— Por que você está chorando? O garoto, então respondeu:
— O vento levou meu barquinho e não consigo mais apanhá-lo.
O jovem se dispôs a ajudá-lo, e logo começou a atirar algumas pedras na direção do barquinho, o que gerou uma imediata revolta do garoto. Mas o rapaz sabiamente lhe dis­se: "Fique sossegado! Estou jogando estas pedras porque, ao caírem perto do seu barquinho, as ondas vão se forman­do, e essas ondas empurrarão o seu barquinho para perto de você".
Minutos depois, o garoto, sorridente, tinha seu barqui­nho de volta.7 Na verdade, as pedras que caem à beira da nossa vida podem levar-nos para mais perto de Deus. Quan­do o Senhor permite uma provação em nossa vida, não é para nos derrotar, mas para nos tornar mais fortes e nos colocar mais perto dele. Tiago diz que devemos ter por motivo de toda alegria o fato de passar por várias prova­ções (Tg 1:2). As provas são inevitáveis, passageiras e pe­dagógicas. São as nuvens escuras que trazem a chuva que faz o campo florescer e frutificar, e os prados se tornarem repletos de flores.
(Colaboração de Eliana)

22/01/2010

O MILAGRE DAS MÃOS


Há muitas mãos neste mundo: mãos adornadas, mãos de veludo, mãos caridosas, mãos carinhosas, mãos que ajudam. Há também dentre as mãos - brancas, pretas e amarelas - mãos calejadas, enrugadas, trêmulas, cansadas; mãos agradecidas, postas, santas, boas, prodigiosas. Essas são as mãos que pelejam, embora feitas de finos nervos, veias minúsculas, ossinhos e sangue - que sendo sensíveis fazem a guerra, e ainda acenam a vitória, a bênção sonhada! Elas entram em combate! Elas pelejam em batalhas! Elas lutam, ainda que trementes, horrorizam-se, mas se tornam invencíveis! Tudo por um ideal. Por fim se mostram triunfantes!
Estas são as mãos que estão postas em Deus! Nossas mãos nas dEle é que nos fazem admiráveis, quando podemos, com um longo sorriso de triunfo, notar que há nelas um milagre: o milagre das mãos fortes de Deus presentes nas nossas mãos, a cada dia. (I. R.)

15/01/2010

PALAVRAS, REGRAS, SABEDORIA

ÚLTIMAS PALAVRAS DE PESSOAS INCRÉDULAS

Vou morrer e vou para o inferno (Voltaire);
Daria uma fortuna, se pudesse crer que não existe o inferno (Charters);
Ai de mim! Estou morrendo sem estar preparado! (César Bórgia);
Estou sofrendo os tormentos dos condenados (Aene);
Venceste, ó Galileu! (Juliano, o Apóstata);
Eu estou perdido, vejo claramente isto (Karl IX);
Eis que eu estou prestes a dar um terrível salto para as trevas (Hobbs);
Eis que Satanás me está puxando para o inferno (Perigord);
Ficai comigo, pois eu tenho medo de permanecer só (Rabelais);
Oh! Como são insuportáveis as agonias do inferno! (Neioprot).

REGRA DE TRÊS

3 coisas que há de governar: Gênio, língua, conduta.
3 coisas que há de amar: valor, mansidão, afeto.
3 coisas que há de odiar: crueldade, arrogância, ingratidão.
3 coisas que há de gozar: franqueza, liberdade, beleza.
3 coisas que há de desejar: saúde, amigos, espírito jovial.
3 coisas que há de evitar: ociosidade, loquacidade, palavras impuras.
3 coisas pelas quais há de lutar: honra, pátria, família.
3 coisas em que meditar: vida, morte, eternidade.
3 coisas que há de vencer: pecado, ignorância, timidez.
3 coisas que há de abraçar: amor, bondade, pureza.

SABEDORIA DIVINA

Pediu forças para poder vencer. Foi feito débil para que pudesse obedecer.
Pediu poder para ter louvor dos homens. Foi-lhe dada enfermidade para que pudesse fazer melhores coisas.
Pediu riquezas para poder ser feliz. Foi-lhe dada pobreza para que pudesse ser sábio.
Pediu todas as coisas para poder desfrutar da vida. Foi-lhe dada vida para poder desfrutar de todas as coisas.

11/01/2010

PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO

Numa certa congregação aconteceu um impressionante fato que veio servir de exemplo às demais igrejas. Os membros daquela pequena igreja eram do tipo das pessoas que cumprem com os seus deveres levianamente. Compareciam aos cultos quando desejavam. Uns amavam o pastor, outros não. Sempre criando sérios problemas. Tinham seus erros e pecados, e com eles estavam acostumados. Havia brigas entre eles, contendas e murmurações. O pastor se esforçava pregando, para que arrumassem a vida espiritual e se colocassem no altar do temor, no ser-viço de uma causa justa. Parecia inútil convidá-los para o culto de oração. Alguns concordavam que alguma coisa tinha que ser feita. Outros esperavam pelo pastor que, ao transformar-se num super-homem, resolvesse o problema de todos. Ninguém queria mudar as suas próprias atitudes.
Um dia, porém, Deus veio sobre essa congregação. Ele tocou no co-ração de um grupo de pessoas, cerca de 20, as quais foram ao templo para passarem um dia de oração e jejum. Foi uma reunião normal, na qual nem todos oraram. O ambiente parecia pesado demais para orarem com fervor. Não havia jeito para o fervor. Nisto, uma mulher saiu de seu lugar; veio correndo até onde estava o pastor. Ela estava aflita. “Pastor, ajuda-me! Eu não sei o que eu tenho e estou me sentindo mal! Sinto-me pecadora! Oh! Meus pecados! Meus pecados!” A isto seguiu-se uma confissão de várias coisas que haviam pesado sobre o seu coração. As lágrimas corriam sobre as faces. Deus a estava quebrantando.
Não demorou muito para que o restante dos irmãos levantasse suas vozes em fortes orações, pedindo a Deus misericórdia e perdão. Vidas foram postas em ordem, contendas foram desfeitas e todos resolveram fazer um novo começo com Deus, consagrando-Lhe as suas vidas.
Como resultado, toda a igreja recebeu um poderoso impulso. Houve grande transformação. Todos passaram a orar. Todos passaram a trabalhar. Todos se envolveram com os ensinos da Palavra de Deus. E aquela igreja partiu para a realização de uma nova etapa.
O exemplo ficou. Até quando coxearemos entre dois pensamentos? Que sejam feitas decisões! Que haja consagrações! Mas tudo isso tem um princípio: o coração de cada irmão.
(Revista Boas Novas, Porto Alegre, RS)

22/12/2009

O PRIMEIRO CARTÃO DE NATAL

O primeiro postal de Natal surgiu na Inglaterra, pelas mãos do pintor John Callcott Horsley (1817-1903), em Dezembro de 1843, a pedido de Sir Henry Cole (1808-1882), director do South Kensington Museum (rebaptizado, em 1899, de The Victoria and Albert Museum).
No Natal, Sir Henry escrevia cartas aos seus familiares, amigos e conhecidos, desejando-lhes Boas Festas. Contudo, devido ao seu trabalho, este tinha pouco tempo para escrever tantas cartas. Assim , ele (tal como todas as outras pessoas que escreviam cartas de Boas Festas)
Perante isto, Sir Henry pediu a Horsley para lhe criar um postal com uma única mensagem que pudesse ser duplicada e enviada a todas as pessoas da sua lista.
A primeira edição destes postais foi colorida à mão, nestes podia ver-se uma família a festejar com a legenda "Merry Christmas and a Happy New Hear to You" (Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para ti). Estes foram impressos num cartão por Jobbins de Warwick Court, Holborn, Londres, sendo, posteriormente, pintados à mão por um profissional de nome Manson. Estes foram publicados no "Summerly's Home Treasury Office, 12 Old Bond Street, Londres", pelo seu amigo e sócio Joseph Cundall.
Os postais que não foram utilizados por Sir Henry, venderam-se na Summerly's por 1 xelim. Segundo Cundall venderam-se muitos postais, cerca de 1000. Atualmente, só existe por volta de uma dúzia destes postais originais, um desses foi leiloado em 24/11/2004, sendo vendido por £22,500 (foi enviado por Sir Henry Cole para "Granny and Auntie Char"), como estava assinado pelo próprio Sir Henry Cole, este postal é extremamente raro e valioso.
Estes postais ilustravam uma família em festa durante o Natal e brindavam ao seu amigo ausente (ao qual o postal era dirigido) com um copo de vinho tinto. Em cada um dos lados do postal tinha imagens de atos de caridade "vestir os desnudados" e "alimentar os pobres". Contudo, a imagem central da família brindando causou grande controvérsia, sendo alvo de várias críticas já que ver crianças a beber um pouco de vinho era considerado como um fomentar da corrupção moral nas crianças. Perante isto, os postais foram retirados de venda.
Segundo a lenda, no ano seguinte, Sir Henry não usou o método dos postais para fazer os seus votos de Boas Festas aos amigos, mas mesmo assim o hábito de enviar postais de Natal rapidamente se espalhou não só por toda Inglaterra, mas também um pouco por todo o mundo.
(lukafree.blogspot.com)

18/12/2009

QUEM SOU?

Sou a melhor amiga da humanidade. Para o homem que preza a pureza, a pacificação, o pensamento casto, a estabilidade social e longe-vidade – sou uma necessidade. Sou memorada com doces e lembranças – pelas esposas, mães, jovens e pelos mais velhos. Sou adornada com lágrimas amorosas e coroada com mãos e corações queridos. Na mente dos mais conspícuos homens da terra, encontro constante abrigo. Vivo na existência dos jovens e nos sonhos dos velhos. Defendo o homem com simpatia, sem distinguir o rico do pobre. Concedo dádivas que não podem ser compradas com ouro nem tomadas pelos reis. Vou ao encon-tro com os braços estendidos e com cânticos de alegria. Algum dia, em algum lugar e em uma determinada hora, numa época bem próxima ou num futuro remoto, nutrireis o desejo de sentir o contacto de minha mão amiga. Sou a vossa melhor confortadora e amiga. Eu vos chamo. Sou a Igreja! (Anônimo)

11/12/2009

ÂNDROCLES E O LEÃO

(Esta é uma das histórias da infância. Escutei-a pelo rádio, até que a encontrei na Rede mesmo - www.mundodesbravador.com)

Há muitos séculos vivia em Roma um pobre escravo que se chamava Ândrocles. Seu amo era um homem cruel e o tratava tão mal que um dia Ândrocles fugiu.
Ândrocles escondeu-se na selva durante muitos dias. Nada encontrava para comer, entretanto, e ficou tão fraco que pensou que iria morrer. Depois de andar à procura, refugiou-se numa caverna. Deitou-se no chão e adormeceu.
Depois de certo tempo, um grande ruído o despertou. Um leão havia entrado na caverna e rugia alto. Ândrocles ficou petrificado porque achava que a fera o atacaria. Logo se deu conta de que o leão não queria devora-lo e que ele mancava como se tivesse a pata ferida.
Ândrocles perdeu o medo. Pegou a pata ferida para ver o que havia. O leão ficou quieto e encostou a cabeça no ombro de Ândrocles. Parecia estar dizendo: " Eu sei que você vai me ajudar."
O escravo fugitivo ergueu a pata do leão e viu que ali estava encravado um espinho agudo e grande. Pegando a extremidade do espinho, tirou-o com um rápido puxão. O leão ficou aliviado e saltou como um cãozinho, labendo as mãos e os pés de seu novo amigo.
Depois disso, Ândrocles sentiu-se completamente confiante, e quando chegou a noite, ele e o leão dormiram um ao loado do outro. por muito tempo o leão lhe trazia diariamente o alimento, e os dois chegaram a se tão bons amigos que Ândrocles ficou contente por sua nova vida.
Um dia, alguns soldados estavam passando pela selva e encontraram Ândrocles na caverna. Eles sabiam quem era aquele homem e, usando de força, o levaram de volta a Roma. Naquele tempo havia uma lei que dizia que todo escravo que escapasse de seu amo teria que lutar contra um leão faminto. Assim que puseram o leão feroz na jaula e o deixaram sem comer durante certo tempo, fixou-se a data da luta.
Quando chegou o dia, milhares de pessoas ajuntaram-se para ver o combate. Ândrocles estava quase morto de medo, porque podia escutar os rugidos do leão faminto. O escravo agora condenado olhou a multidão, porém não encontrou nenhum gesto de piedade naqueles milhares de rostos.
Entra então na arena o predador. Com um simples salto, aproximou-se do pobre escravo. Ândrocles deu um tremendo grito, mas não foi de medo e sim de alegria, porque o leão era seu velho amigo da caverna.
O público que estava esperando ver o leão despedaçar o escravo ficou em silêncio. Viram Ândrocles abraçar o leão, enquantoo grande felino se abaixava e lambia os pés do escravo. A enorme fera esfregava a cabeça contra o rosto de Ândrocles em carinho. A multidão não entendia nada.
Logo estavam pedindo a Ândrocles que explicasse o que estava ocorrendo. Assim que ele se colocou de pé com seus braços envolvendo o pescoço do leão, contou que ele e a fera haviam vivido juntos numa caverna. "Eu sou um homem", disse, "porém, nunca ninguém me protegeu. Esse leão tem sido bondoso comigo e nos queremos como irmãos."
O povo não queira ser cruel com o pobre escravo. Começaram a compadecer-se dele. "Que o deixem em liberdade para viver!", gritavam, "que o libertem", seguiam gritando.
Assim libertaram Ândrocles, permitiram que ele conservasse a fera como seu amigo. eles viveram juntos em Roma por muito tempo.

04/12/2009

SABÃO QUE NÃO LIMPA

Um pastor e um incrédulo fabricante de sabão caminhavam por uma rua.
Disse o fabricante de sabão:
- Olha, pastor, o Evangelho que o senhor prega não parece ter trazido grandes resultados. Existe ainda muito pecado e há muitos pecadores no mundo.
Por um momento o pastor não lhe deu resposta alguma.
Adiante, os dois passaram por um grupo de crianças sujas que brincavam na lama.
- O sabão, observou o ministro, não tem trazido muitos benefícios ao mundo. Ainda existe muita sujeira e muita gente enlameada...
O fabricante de sabão foi rápido em dar a resposta:
- Exato! O sabão é um produto muito bom, mas tem que ser usado!
- Exatamente, disse o pastor; o mesmo se dá com o Evangelho; ele tem que ser aplicado à vida!
O fabricante de sabão tratou de ir embora.

27/11/2009

A BÍBLIA COZIDA

Talvez com razão, João Huss pode ser considerado como profeta e reformador, sendo também mártir na Boêmia. Através de seu testemunho fervoroso, milhares de pessoas reconheceram o sublime valor da Obra da Redenção consumada por Cristo. Mas a pregação pública do Evangelho, nessa região, não perdurou por muito tempo. João Huss foi queimado vivo, feito mártir dentre muitos cristãos. O sangue vertia a torrentes. Buscava-se Bíblias por toda a parte, com o fim de serem destruídas.
Uma mulher, cujo maior tesouro para ela a sua Bíblia, estava diante do forno para assar pães, quando naquele instante soube que os homens da Inquisição estavam revistando a aldeia, prendendo pessoas, com o fim de encontrarem Bíblias. Apreensiva e resolutamente tomou a sua Bíblia e envolveu-a numa grande porção de massa de pão e colocou-a no forno entre os demais pães. Momentos depois sua casa era invadida e revista, desde o porão (a cave) ao sótão. Não encontrando nada, os inquisidores abandonaram a casa. O pão já estava pronto e a Bíblia reapareceu do forno quente, para a sua grande alegria.
Os descendentes dessa mulher guardaram a Bíblia como uma herança preciosa. O último descendente, um agricultor chamado Schebold, também natural da Boêmia, residente nos Estados Unidos, guardava essa herança familiar com muito carinho e grande apreço.

20/11/2009

A LIÇÃO DO BAMBU CHINÊS

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, durante cinco anos, pois todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Um escritor americano escreveu:
“Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês”. Você trabalha, investe tempo, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará, e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava.
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de sonhos, especialmente em nosso trabalho, (que é sempre um grande projeto em nossas vidas). Devemos lembrar-nos do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Não adianta crescermos de maneira superficial, mas o melhor, e maior crescimento é a maturidade que ninguém vê, seja na vida secular ou na espiritual, principalmente.
Tenha sempre dois bons hábitos:
Persistência e Paciência, pois você merece alcançar todos os sonhos!!!
É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.
Autor desconhecido, com adaptações de Calebe Ibaldo Moreno (gideões.com.br)

13/11/2009

JOIAS ETERNAS

Um certo rei prometeu recompensar a pessoa que fosse mais útil em seu reino. Cavou um buraco no centro da estrada principal e ali colocou uma caixa contendo algumas jóias de inestimável valor. Escondeu-se o rei ali por perto para ver qual dos seus súditos seria capaz de parar e arredar a grande pedra colocada no caminho pela majestade. Surgiu na estrada o Primeiro Ministro. Seu carro era uma carruagem muito bela, puxada por belos cavalos; mas o Ministro passou de largo. Veio o general dos exércitos reais, mas não parou. Vieram pessoas e mais pessoas; pareciam, todas, mais interessadas em resolver outros problemas que nem davam a mínima importância para a pedra que servia de tropeço a elas mesmas.
O rei começou a desanimar e a cansar. Seus auxiliares o deixavam triste. De repente ele viu um pobre camponês a aproximar-se e a dizer: “Quem sabe o rei passará hoje aqui e isso poderá fazê-lo tropeçar?” Encontrou um galho de árvore que fez de alavanca e tirou para um lado aquela pedra. Parecia ter findado sua obrigação quando notou no buraco uma caixa colocada cuidadosamente. Fez uma expressão de grande admiração, abriu a caixa e deslumbrou-se com as pedras preciosas, reluzentes e coloridas, que ali estavam. Nisto o rei apareceu. O camponês assustou-se com sua presença e temeu. Mas o rei falou: “Meu caro lavrador, sofrido e pobre, essas jóias seriam daquele que primeiro movesse a pedra para eu ver quem eram os que por mim tinham alguma estimação. São suas, pelos seus esforços e principalmente por sua atenção”. A vida eterna é assim! Está ao alcance de todos, mas poucos a encontram.

04/11/2009

SALVO, OBSERVANDO AS FORMIGAS

Muitos anos atrás, na Índia, um professor universitário desejava encontrar satisfação plena para a sua alma cansada. Estudou as religiões existentes, sem conseguir o que queria. Ele, todavia, notava que os cristãos eram alegres, e resolveu descobrir o motivo. Eles lhe explicaram que o motivo da alegria de coração era por terem recebido a mensagem da encarnação de Jesus.
No entanto, ele não creu no que tinha acabado de ouvir. Fora ensinado, segundo a doutrina de sua religião, que o Ser infinito e puro não pode unir-se ao homem, um ser finito e impuro. Ele interrogava: “Como crer que Deus entre no corpo?” E a sua angústia aumentava.
Um dia o professor saiu para meditar e postou-se junto de um formigueiro para observar o trabalho intenso das formigas. Num dado momento sua sombra alterou o trabalho das formiguinhas, que começaram a correr de um lado para outro, atônitas e assustadas. Aquele homem, observando o estrago que tinha feito, condoído em seu coração por prejudicá-las, falou: “Ah, se eu pudesse falar a você o que penso, se me entendessem! Não tenham medo de mim, eu não mato ninguém! Eu amo você e como poderei fazer para que compreendam?”.
Preocupado como estava, continuou pensando: “Se eu pudesse me comunicar com elas! Se eu pudesse me transformar numa delas e andar entre elas, e dizer que eu as respeito e as amo, a fim de lhes dizer que eu não as prejudiquei intencionalmente...”.
Nesse exato momento o seu coração ardeu. Era o Espírito Santo que começava a trabalhar em sua alma sequiosa, fazendo-a compreender todo o mistério da Encarnação do Jesus que os cristãos falavam. Agora ele acabava de fazer uma grande descoberta! “Sei!”, gritou ele, “é Jesus! É Jesus tomando a minha forma humana para me dizer tudo que Ele pensava a meu respeito! Agora eu me torno feliz!” Assim, aquele professor universitário encontrou a grande Salvação.