13/11/2009

JOIAS ETERNAS

Um certo rei prometeu recompensar a pessoa que fosse mais útil em seu reino. Cavou um buraco no centro da estrada principal e ali colocou uma caixa contendo algumas jóias de inestimável valor. Escondeu-se o rei ali por perto para ver qual dos seus súditos seria capaz de parar e arredar a grande pedra colocada no caminho pela majestade. Surgiu na estrada o Primeiro Ministro. Seu carro era uma carruagem muito bela, puxada por belos cavalos; mas o Ministro passou de largo. Veio o general dos exércitos reais, mas não parou. Vieram pessoas e mais pessoas; pareciam, todas, mais interessadas em resolver outros problemas que nem davam a mínima importância para a pedra que servia de tropeço a elas mesmas.
O rei começou a desanimar e a cansar. Seus auxiliares o deixavam triste. De repente ele viu um pobre camponês a aproximar-se e a dizer: “Quem sabe o rei passará hoje aqui e isso poderá fazê-lo tropeçar?” Encontrou um galho de árvore que fez de alavanca e tirou para um lado aquela pedra. Parecia ter findado sua obrigação quando notou no buraco uma caixa colocada cuidadosamente. Fez uma expressão de grande admiração, abriu a caixa e deslumbrou-se com as pedras preciosas, reluzentes e coloridas, que ali estavam. Nisto o rei apareceu. O camponês assustou-se com sua presença e temeu. Mas o rei falou: “Meu caro lavrador, sofrido e pobre, essas jóias seriam daquele que primeiro movesse a pedra para eu ver quem eram os que por mim tinham alguma estimação. São suas, pelos seus esforços e principalmente por sua atenção”. A vida eterna é assim! Está ao alcance de todos, mas poucos a encontram.

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