16/03/2011

O AFRICANO QUE FUMOU A BIBLIA

Um certo missionário americano chamado Jimmy Williams, que sempre realizou muitas cruzadas no continente africano, conta em seu livro uma historia fantástica de um africano que marcou a sua vida.

Isso aconteceu na década de 80 em uma das suas viagens missionárias. Ele encontrou um homem negro de dois metros de altura chamado Oman Bobaic. Como sempre fazia ofereceu uma Bíblia de presente ao homem, e com a maior sinceridade o africano disse ao missionário que iria fumar a Bíblia, pois o papel era perfeito para fazer um mirrole.

O missionário contristado com a situação, olhou nos olhos de Oman e disse com firmeza:

- Eu deixo você fumar a Bíblia com uma condição!

- Qual condição?, perguntou o negro.

-Desde que você leia cada pagina da Bíblia antes de fumá-la.

Oman olhou pensativo, pois era de uma cultura em que trato era trato, e se ele prometesse teria que cumprir. Depois de muito pensar disse ao americano:

- Está certo, eu aceito, eu vou ler a pagina antes de fumar.

Apertaram as mãos e assim ficou firmado.

Passados cinco anos após o episódio, o missionário Willians foi fazer uma cruzada evangelística em uma cidade do Congo. Nesse dia apareceu uma grande multidão no evento. Algo interessante chamava a atenção do missionário. Foi o fato de um negro no meio da multidão acenar constantemente com as mãos e gritar o nome de Jimmy. O pregador preocupado mandou um de seus ajudantes ir ao encontro do homem pra saber o que ele queria. Ao voltar disse que o homem precisava contar um testemunho. e Jimmy então mandou chamá-lo ao palanque, e o deixou falar.

O negro então olhou nos olhos do pregador, disse:

- Eu sou o homem que fumou a Bíblia na cidade de Zimbabwe. Eu lhe disse que se você me desse a Bíblia eu iria fumá-la; aí então me disseste que deixaria eu fumar a Bíblia se eu antes a lesse e assim eu fiz. Fui lendo e depois fumando. Li primeiro o livro de Genesis e adorei as historias. Depois li Êxodo, Números, Levitico, Deuteronômio, e assim eu fui lendo e adorando tudo, até que li todo o Velho Testamento. Quando eu entrei no Novo Testamento algo começou a mudar dentro de mim. Eu não sentia mais vontade de fumar e comecei a chorar constantemente com os milagres de Jesus e aquelas palavras foram entrando em coração que cada pagina ia mudando a minha vida. Li Mateus, Marcos, Lucas, e cheguei em João no capitulo 3 no verso 16 onde eu li aquela frase: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho único para que todo aquele que nele crê não pereça mais tenha a vida eterna” Dobrei meus joelhos, levantei as minhas mãos para os céus e entreguei a minha vida ao Senhor Jesus. A partir daquele dia me tornei um homem completamente transformado.

Ditas essas palavras, houve uma grande mover de Deus no ambiente fazendo com que milhares de pessoas se entregassem a Jesus.

(Anônimo)

23/02/2011

DESENLEANDO A CORDA

Um homem apanhou um rolo de corda muito emaranhado e tentou desenleá-lo. Gastou horas nessa ocupação.

O seu filho pequenino, observando-o, tomou outra corda, prendeu-a numa árvore e fez um laço na ponta. Depois colocou o pescoço no laço e enforçou-se, enquanto o pai lidava para desenlear o rolo.

Quando a mãe viu aquilo, correu ao local, gritando:

- A criança está morrendo! Em vez de a salvares, fica desembaraçando os nós da corda.

Mas o filho estava morto.

É o que acontece com as vãs especulações. O tempo que se gasta com ela poderia ser usado para salvar milhões de almas que perecem.

(Anônimo)

11/02/2011

SEGURANDO UM AO OUTRO

A dedicada enfermeira, sobrecarregada com tantos pacientes a atender, viu um jovem entrar no quarto e, inclinando-se sobre o paciente idoso em estado grave, disse-lhe em voz alta:

- Seu filho está aqui!

Com grande esforço, o velho moribundo abriu os olhos e, a seguir, fechou-os outra vez.

O jovem apertou a mão envelhecida do enfermo e sentou-se ao lado da cama. Por toda a noite, ficou sentado ali, segurando a mão e sussurrando palavras
de conforto ao velho homem.

Ao amanhecer, o manto escuro da morte caiu sobre o corpo cansado do enfermo. Ele partiu com uma expressão de paz no rosto sulcado pelo tempo. Em instantes, a equipe de funcionários do hospital encheu o quarto para desligar as máquinas e remover as agulhas. A enfermeira aproximou-se do jovem e começou a lhe dizer palavras de conforto, mas ele a interrompeu com uma pergunta:

- Quem era esse homem?

Assustada, a enfermeira respondeu:

- Eu achei que fosse seu pai!

- Não. Não era meu pai, falou o jovem. Eu nunca o havia visto antes.

- Então, por que você não falou nada quando o anunciei para ele?

- Eu percebi que ele precisava do filho e o filho não estava aqui. E como ele estava por demais doente para reconhecer que eu não era seu filho, resolvi segurar a sua mão para que se sentisse amparado. Senti que ele precisava de mim.

Nesses dias em que as pessoas caminham apressadas, sempre com muitos problemas esperando solução, não têm tempo sequer para ouvir o desabafo de um coração aflito, um jovem teve olhos de ver e ouvidos de ouvir o apelo mudo de um pai no leito de dor.

É tão triste viver na solidão...

É tão triste não ter com quem contar num leito de morte...

Se você tem um familiar enfermo, aproxime-se dele e segure firme a sua mão. Ofereça-se para lhe fazer companhia, ainda que por alguns minutos. Fique em silêncio ao seu lado para ouvir o que os ouvidos do corpo não conseguem captar.

Há tantos enfermos solitários precisando de um gesto qualquer de afeto para sentir que viver ainda vale a pena.

Autor desconhecido

24/01/2011

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO

A alguns anos atrás um casal de missionários mudou-se para Dallas, Estados Unidos, para pastorear uma pequena igreja que se formava naquela cidade. Eles recebiam um salário bastante modesto que dava apenas para pagar as despesas mais necessárias, não possuindo recursos para novas roupas e móveis para o lar. Certa vez, o missionário fez um estudo sobre a oração e mostrou que Deus sempre responde às nossas orações. Após o estudo deu a oportunidade para cada pessoa fazer seu pedido de oração em uma folha de papel. Muitas pessoas fizeram seus pedidos e na ora de serem lidos, um deles, bastante especifico e necessário despertou a atenção do pastor. Tratava-se do pedido de seu filho adolescente Pat. Ele simplesmente escreveu: Desejo que Deus me dê uma camisa nova, número sete.

A mãe ao ouvir o pedido do filho ficou muito preocupada porque eles não possuíam condições financeiras para comprar uma camisa nova para o filho adolescente. Semanalmente os crentes iam informando as soluções obtidas através das orações e Pat, cheio de fé, renovava o seu pedido. Um mês depois, a mãe de Pat, preocupada com a falta de resposta por parte de Deus, disse para o marido: "Vamos reservar um dinheiro para comprarmos a camisa de Pat, senão ele ficará muito triste por não recebe-la como presente de Deus". Ele respondeu: "Vamos continuar orando, Deus nos deu as promessas, Ele mesmo as cumprirá".

Passaram-se mais umas semanas, até que um dia, um membro da igreja de onde vieram os missionários, ligou para a mãe do menino e disse: "Eu fiz uma grande liquidação de roupas no mês passado e ainda sobraram algumas camisas, gostaria de doá-las para vocês, só que todas elas são de um mesmo número, por isso estou ligando para saber se este número atende às necessidades da família". A mãe, curiosa, imediatamente perguntou: "Qual é o número das camisas?". E ele respondeu: "Sete". A mãe logo compreendeu que esta era a resposta de Deus às orações de Pat seu filho adolescente.

Uns dias depois chegou a oferta, eram doze camisas, de número sete, de estampas diferentes. Ela aguardou o culto de oração e deu uma camisa para cada irmão que mais frequentava os cultos de oração. Quando Pat chegou à igreja, um a um foi lhe entregando uma camisa e dizendo ser esta a resposta às suas orações. Deus lhe deu doze camisas no lugar de uma em razão da sua fé.

(A Importância da Oração)

13/01/2011

A VIDA DE SÃO JORGE, DE VOLTA

A Obra Missionária Chamada da Meia-Noite publica, num de seus folhetos de evangelização, o título "A Vida de São Jorge", cujo texto (não integralmente) postei aqui no blog, em data de 31 de dezembro de 2010. Fiz a postagem por achar interessante. Remeti os links do texto aos amigos do Facebook e Twitter e recebi, do Pr. Antônio Mesquita, ao qual agradeço, uma importante informação que transcrevo abaixo:
O suposto Jorge, elevado a santo pela Igreja Católica, com o advento do ecumenismo volta à tona, mas é importante anotar que o mesmo nunca existira. Faz parte da estratégica católica de prender fiéis a partir de mitos da história antiga. No... século 20, a própria Igreja Católica excumungou mais de 1.000 santos, ao reconhecer que os mesmos nunca existiram. Dentre eles figuram São Jorge e São Cristóvão - protetor dos motoristas. O dito soldado romano Jorge é a construção do deus mitológico que vence um dragão. A hitória é bonita, bem construída, mas não passa de mito.

08/01/2011

JORGE MÜLLER, HOMEM DE FÉ E ORAÇÃO

Cada século produz homens e mulheres de fé. Sem dúvida, o exemplo digno de ser seguido, do século XIX, foi Jorge Müller, um alemão (1805 - 1898), cujo amor e compaixão pelas crianças abandonadas da Inglaterra o levaram a construir orfanatos naquele país. Em 1836 ele abriu um educandário para 26 crianças. Quarenta anos depois seus orfanatos cuidavam de duas mil crianças. Jorge Müller vivia pela fé, pois nunca falou das necessidades materiais sentidas pelos orfanatos, nem pediu dinheiro, mas somente orava, dependendo única e exclusivamente de Deus.

Certa ocasião, as crianças perceberam que não existia algo para comer. Entretanto, todas sentaram à mesa, quando Müller agradeceu a Deus pela refeição que viria. Terminada a oração a campainha tocou. Era um leiteiro ofertando diversos litros de leite, porque seu carro quebrara ali perto e ele sabia que o leite azedaria antes de terminar o conserto do veículo. Após Müller receber o leite e fechar a porta, a campainha tocou novamente. Era um funcionário da padaria que conduzia diversos pães, pois o padeiro, percebendo que os fregueses não os comprariam, porque estavam um pouco queimados, ofertou-os ao educandário.

Jorge Müller uma vez escreveu: “Certamente, do meu coração eu desejava ser útil a Deus em beneficiar crianças pobres”. Ele não só realizou esse desejo, mas também efetuou um trabalho que perdura até o dia de hoje. Em 12 “lares” 130 crianças vivem aos cuidados de “pais” cristãos. Desde 1936, quando Müller abriu o primeiro orfanato, 18 mil crianças têm sido abrigadas e educadas com muito carinho e proteção de Deus.

31/12/2010

A VIDA DE SÃO JORGE

Recebi folhetos da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite e hoje publico aqui um especial sobre a vida de São Jorge

Conta-se que por volta do 3º. século depois de Cristo, quando Diocleciano era Imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu Salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido à sua dedicação e habilidade, qualidades que levaram o Imperador a lhe conferir o título de conde.

Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma exercendo altas funções. E por essa época o Imperador planejava matar todos os cristãos. No dia marcado, quando o Senado confirmaria o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses; e, defendendo a fé evangélica, afirmou que Cristo é Deus e Senhor, e que pelo Espírito Santo todas as coisas são regidas e conservadas. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro daquela suprema corte romana que, com grande ousadia, defendia a fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador dos homens, sem a necessidade de mediação e veneração de ídolos.

Indagado por um cônsul sobre a origem de sua grande ousadia, Jorge, prontamente, respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: O QUE É VERDADE? Jorge logo respondeu: "A VERDADE É MEU SENHOR JESUS CRISTO, A QUEM VÓS PERSEGUIS, E EU SOU SERVO DE MEU REDENTOR JESUS CRISTO, E NELE CONFIADO ME PUS NO MEIO DE VÓS PARA DAR TESTEMUNHO DA VERDADE". O Imperador Diocleciano, então, disse a Jorge que se ele venerasse e sacrificasse aos ídolos lhe daria muitas honras e muitos bens. E só havia um jeito de Jorge continuar vivo - negar a sua fé em Jesus e passar a adorar as imagens dos deuses romanos. Deuses de que a Bíblia declara o seguinte no livro de Salmos 135:15 a 17: "Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem". E certamente firmado nas palavras bíblicas registradas em Jeremias 10:5, onde lemos que "os ídolos (...) necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal e não está neles fazer o bem", Jorge, com uma fé inabalável, disse assim ao Imperador: "NENHUM DESSES BENS QUE ME PROMETES PODERÁ DE ALGUMA MANEIRA APARTAR-ME DO MEU DEUS, NEM ALGUM GÊNERO DE TORMENTOS QUE INVENTARES PODERÁ TIRAR DE MIM O AMOR DE MEU REDENTOR, NEM CAUSAR EM MIM TEMOR ALGUM DA MORTE TEMPORAL ".

Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus Cristo, foi torturado de vários modos. E após cada tortura era levado perante o Imperador que lhe perguntava se renegaria Jesus para prostrar-se diante das imagens fabricadas por mãos humanas. Jorge sempre respondia:

"NAO, IMPERADOR! EU SOU SERVO DE UM DEUS VIVO. SOMENTE A ELE EU TEMEREI E ADORAREI!" E Deus honrou a fé de seu servo Jorge de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar somente em Jesus por intermédio da sua pregação. Finalmente, o Imperador Diocleciano, vendo que nenhum dos seus planos macabros tinha êxito, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus Cristo no dia 23 de abril de 303.

OBRA MISSIONÁRIA CHAMADA DA MEIA-NOITE

20/12/2010

NINGUÉM DOS SANTOS

Era uma vez um grupo de quatro homens esquisitos. Eles se chamavam:

Alguém da Costa, Todomundo da Igreja, Qualquer da Turma e Ninguém dos Santos.

Mais esquisito do que os nomes era o comportamento dos quatro, que pertenciam à mesma igreja crista. Vou explicar agora e depois você me diga se não há outros iguais a eles. Seu comportamento era o seguinte: Aos domingos, Todomundo da Igreja ou passeava ou ficava em casa assistindo TV. Qualquer da Turma iria às reuniões, mas Alguém da Costa não ligava para ele. Mais e mais, era Ninguém dos Santos quem ia para a casa de oração.

Dos quatro irmãos da mesma igreja, era Ninguém dos Santos quem manifestava mais brio e mais coragem. Por exemplo Ninguém fazia as visitas. Ninguém fazia a limpeza da casa de oração. E quando era necessário um professor para a Escola Dominical, então Todomundo achava que Alguém tomaria o cargo, mas Alguém achava que Qualquer da Turma poderia ensinar. Será que você já adivinhou quem era, afinal, que lecionava na Escola Dominical? Claro que era Ninguém dos Santos.

Aconteceu que um novo vizinho apareceu no bairro, e foi morar perto dos quatro irmãos. Para Todomundo, era Qualquer que devia fazer amizade com o recém-chegado. Talvez você já saiba quem foi, dos quatro, que conseguiu ganhar a alma do vizinho para Cristo. Se não me engano, foi Ninguém.

Esta estória tem uma falsa moral: Se você não quer fazer o trabalho do Senhor, "deixa pra lá", Ninguém dos Santos vai fazê-lo em seu lugar.

(adaptação de Roberto Eduardo - revista Vigiai e Orai)

12/12/2010

BIBLIA - LEIA DE NOVO

AS AVENTURAS DE UMA BÍBLIA

Certa ocasião uma jovem viúva olhava pela janela de sua casa. Ela residia próxima a uma importante praça da cidade de Dublin. A sala estava elegantemente mobiliada, tudo respirava conforto e até opulência, porém aquela mulher parecia ser...

Continue lendo esta história real, publicada aqui no Páginas em 2009.

06/12/2010

TU ÉS FIEL, SENHOR!

Título de um famoso hino cristão. Foi escrito por um pregador que depois tornou-se repórter de um jornal, Thomas O. Chisholm, Nova Jersey; e a música foi composta por William M. Runyan.

A história começou em 1941. Dois homens estavam revendo a lista dos membros dos Gideões Internacionais, quando viram, de repente, um nome que lhes era familiar. Descobriram que era o nome do Sr. Thomas O. Chisholm e com a seguinte anotação ao lado: “Cancelado por falta de pagamento”.

Eles se lembraram de que o Sr. Chisholm era o autor de um hino que muito impressionou o missionário John Stam, que fora martirizado. Este mesmo hino fora o tema da vida de Stam durante os seus estudos no Instituto Bíblico Moody, quando se preparava para o serviço missionário e que, finalmente, levou-o a entregar a sua vida, juntamente com a da sua querida esposa, a fim de que outros pudessem ter vida...

Os dois homens ficaram sensibilizados com o achado. Pensaram que eles mesmos é que deviam pagar a dívida ao Sr. Chisholm.

Ao mesmo tempo em que o Senhor estava tocando também no coração de um homem de negócios, na cidade de Nova Iorque, o qual não podia dormir porque lhe passava pela mente o pensamento de que o Sr. Chisholm, a quem ele não conhecia pessoalmente, mas apenas através dos hinos sacros que escreveu, estava em grande aperto financeiro. Mas, como poderia fazer chegar a ele qualquer importância em dinheiro? Não sabia nem onde morava!

“Estou certo de que o procurador Jacob Stam sabe do seu endereço”, pensou ele. “Pedirei a ele para levar este dinheiro ao Sr. Chisholm”.

Assim fez, mas a história não termina aqui. Pela primeira vez em sua vida a família Chisholm estava enfrentando uma necessidade desesperadora que, do ponto de vista humano, jamais poderia ser solucionada. Naquela noite, quase como simples crianças, eles levaram aquele problema à presença do Pai celestial, não sabendo, contudo, que o Senhor já havia respondido. Na manhã seguinte o correio trouxe ao casal Chisholm uma única carta, era do Sr. Jacob Stam, e dentro se encontrava a importância de que necessitavam, enviada pelo homem de negócios de Nova Iorque, que jamais conheceram!

Alguém poderia dizer que foi uma coincidência. Mas devemos dizer como disse o Sr. Chisholm: “Foi a fidelidade de Deus!” Pois, numa carta escrita em 1949, ele disse: “Estou próximo dos meus oitenta e três anos de idade, mas a força do alto tem sido sempre suprida, juntamente com o cumprimento da Sua promessa: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades” (Filipenses 4.19). Não somente o suprimento das necessidades, mas as ocasiões desse suprimento, têm assinalado os marcos do Seu cuidado providencial, cada dia, cada momento”.

(Histórico dos hinos, Edgard de Almeida, revista Vigiai e Orai, 47).

25/11/2010

NOTA DE FALECIMENTO

Faleceu na Igreja dos Negligentes e Frios na Fé, dona Reunião de Oração, que já estava enferma desde os primeiros séculos da Era Cristã. Foi proprietária de grandes avivamentos bíblicos e de grande poder e influência no passado. Os médicos atestaram que sua doença foi motiva pela Frieza de Coração, devido à falta de circulação do sangue da Fé. Constataram ainda: dureza de joelhos - não dobravam mais - fraqueza de ânimo, muita falta de boa vontade e de leitura bíblica.

Foi medicada, mas erradamente, pois lhe deram grandes doses de Administração de Empresa, xarope de Reuniões Sociais, injeções de Competições Esportivas, o que provocou intoxicação e má circulação nas amizades, trazendo ainda, os males da carne, como rivalidades e ciúmes, principalmente entre os jovens. Administraram-lhe muitos Acampamentos, comprimidos de Clube de Campo, e até cápsulas de Gincana e Maratona lhe deram para tomar. Resultado: morreu dona Reunião de Oração. A autópsia revelou falta de alimentação do Pão da Vida, carência de Água Viva e ausência de vida espiritual.

Em sua memória, a Igreja dos Negligentes, situada na rua do Mundanismo, nº 666, estará fechada às quartas e quintas, e aos domingos haverá cultos só pela manhã, assim mesmo quando não chover e quando não houver feriados emendando o lazer de sexta e segunda-feira.

Uma pergunta: Será que o irmão não ajudou a matar a dona Reunião de Oração?

(Revista A Seara)

14/11/2010

POUCOS LEÕES

Bill Crowder

Quando minha esposa e eu passeávamos pelo shopping, chegamos a um quiosque de camisetas. Enquanto olhávamos as camisetas e suas frases, muitas vezes engraçadas, reparei numa peça com uma mensagem perturbadora. Estava escrito: “Tantos cristãos, tão poucos leões.” Aquela camiseta fazia referência à prática do primeiro século de jogar cristãos aos leões no Coliseu de Roma, e não tinha graça alguma.

A perseguição não é um assunto divertido. Pouco tempo antes daqueles cristãos corajosos enfrentarem a morte no cruel esporte romano, Paulo escreveu: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). A perseguição é inevitável e deve ser um tema de muita preocupação para todos os cristãos. Na verdade, neste exato momento, irmãos e irmãs em Cristo estão sofrendo em nome de Jesus ao redor do mundo.

O que podemos fazer a respeito disso? Em primeiro lugar, podemos orar para que Deus os console em seus sofrimentos. Em segundo, podemos ajudar as famílias que ficam desamparadas enquanto os seus entes queridos estão encarcerados e em terceiro, podemos orar agora por coragem caso enfrentemos perseguição. Quando o apóstolo Paulo foi preso por sua fé, a coragem dele levou outros a serem mais ousados em seu testemunho (Filipenses 1:14).

Você quer encorajar a igreja perseguida? Ore e proclame a mensagem pela qual os cristãos sofrem.

http://ministeriosrbc.org/

07/11/2010

REFLEXOS

Durante umas curtas férias em uma cabana perto de um rio de água salgada, eu me divertia observando os seus diversos comportamentos. A cada manhã o rio estava calmo – refletindo claramente a margem oposta, onde um solitário pinheiro parecia notável em sua majestade. Com o passar do dia, o vento, o sol e as nuvens afetavam o rio. A brilhante luz do sol dava ao rio um verde ou azul faiscante. Quando as nuvens obscureciam o sol, a água tornava-se ameaçadora, de um cinza escuro. Se começava uma brisa, a superfície do rio se tornava agitada. Os reflexos não eram mais imagens perfeitas.

Quão semelhantes ao rio são as nossas vidas! O riso e a alegria algumas vezes acrescentam brilho à nossa existência. Outras vezes, as nuvens do pesar e da preocupação obscurecem o nosso caminho. As pressões diárias sopram sobre nossas vidas, agitando a ira, o medo e o ressentimento.

Quando separamos algum tempo para estar a sós com Deus, Ele nos dá a calma para o espírito e nos ajuda a agüentar as pressões diárias da existência. Com um espírito calmo podemos refletir a imagem de Cristo.

(Boa Semente)

06/11/2010

O VALOR DA ORAÇÃO

Algumas reflexões

“O missionário João Pedro Kollenda sempre observou seu pai orar ao lado de uma enorme pedra, num bairro de Porto Alegre. Trinta nos mais tarde, Kollenda foi procurar aquele local de oração. Para a sua surpresa, em vez de encontrar ali a tal pedra, encontrou um belo templo de adoração, suntuosamente erigido naquele mesmo lugar”.

“Disse o pregador G. Campbell Morgan: “Somente aqueles que oram em meio dos soluços e suspiros da raça humana, é que oram com poder prevalecente”.

“A principal preocupação do diabo é esta: evitar que os crentes orem. Ele não teme quando estudamos a Palavra, ou quando praticamos uma religião, sem o acompanhamento da oração. Ele se ri de todo esforço, zomba da nossa sabedoria..., mas treme quando oramos”.

“A oração faz com que Deus venha do seu esconderijo para operar maravilhas na terra, realizando, por meio do crente, a Salvação de almas num mundo perdido”.

“Como um vasto mar sem limites, assim é a vontade de Deus em responder ao fraco sussurro do mais débil santo, uma vez que saia de um coração contrito e purificado, e que seja inteiramente apoiado no irresistível nome do Senhor Jesus Cristo”.

“Alguém disse que a oração opera em três direções. Para o alto – orações de culto, louvor, e adoração. Para o lado – orações de combate. Para baixo – orações de intercessão e petição, nas quais pedimos coisas específicas a Deus”, (Ted A. Hegre).

“Queremos entrar no reino da fé confiante e possuir fé criativa. Contudo, para isso, precisamos de desejo – desejo pela coisas autorizadas por Deus e por Ele prometidas em sua Palavra”, (idem).

02/11/2010

OBEDEÇA AO CHAMADO

O Capitão Ray Baker foi um piloto do Comando Aéreo Estratégico durante a guerra do Vietnã. A Força Aérea treinou-o, juntamente com outros pilotos, para sair de suas barracas ao som de uma sirene. Muitas vezes durante o jantar ele tinha que largar tudo e correr para o seu avião, pois tinha sido treinado para reagir ao chamado obedecendo imediatamente. Estava tão bem treinado, que, um dia, quando estava de férias, saiu correndo do restaurante quando ouviu uma sirene.

Quando Jesus chamou Seus primeiros seguidores, eles foram rápidos em responder ao Seu chamado. O chamado para estes pescadores foi repentino. Mesmo assim, “eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram” (Marcos 1:18). O autor deste relato, Marcos, talvez quisesse impressionar seus leitores sobre a autoridade de Jesus. Quando Ele estendeu o chamado, estes homens obedeceram prontamente porque ajudar outros a entrar no reino de Deus era uma aventura mais atraente e gloriosa do que apanhar peixes.

Quando Jesus lança o chamado para segui-Lo, Ele não quer que demoremos. Ele espera obediência imediata quando o assunto é levar aos outros as boas-novas de salvação.

ministeriosrbc.org

29/10/2010

A HUMILDADE DE YANG PEIYI

“A humildade precede a honra", (Provérbios 15.33)

Yang Peiyi. Seu rosto não foi visto por mais de 90 mil pessoas ou por milhões de telespectadores de todo o mundo. As manchetes dos principais jornais chineses do ano de 2008 não estamparam sua foto na primeira página. Sua face gordinha e seus dentes levemente tortos não foram capa das revistas chinesas mais lidas daquele mesmo ano. Na verdade, pouco se sabe sobre ela. Sabemos somente que sua bela voz foi capaz de arrebatar os corações de todos que acompanharam, maravilhados, a abertura dos Jogos Olímpicos, na China.

Yang foi a vencedora de um concurso que escolheria a criança perfeita para cantar na abertura dos Jogos. O conceito de perfeição, entretanto, mostrou-se relativo para os organizadores do evento. No lugar de Yang, uma outra menina, de nove anos, apenas dois anos mais velha que ela, fez sua apresentação. Magistral. Brilhante. Impecável. Porém um único detalhe faria toda a diferença: a voz que todos ouviram não lhe pertencia. Era a voz da pequena Yang.

O “anjo sorridente”, nome que recebeu Lin Miaoke após sua belíssima apresentação, ganhou notoriedade. Lin já possuía certa fama em seu país, por já ter feito alguns comerciais para televisão. Mas quando você ganha um título (e, por sinal, um título lindo como “anjo sorridente), o estrelato acaba sendo inevitável.

Nada de holofotes para a pequena Yang Peiyi. Sem sessões de fotos ou horas sentadas na cadeira do maquiador. Seus cabelos não precisaram de um belo penteado. Suas unhas não foram pintadas, ou sua pele cuidada. Afinal, ela não iria ser o centro das atenções.

Sem luzes, flashes, ou espelhos por toda parte. Yang não queria isso. Yang não fez questão disso. Sua belíssima voz foi capaz de ultrapassar os muros do preconceito e da falsa noção de beleza, discretamente presente no mundo oriental.

Nada de jantares com famosos ou distribuição de autógrafos na escola para Yang.

A propósito, quando perguntada por jornalistas acerca do ocorrido e sobre como estava se sentindo, Yang Peiyi apenas disse que se sentia feliz por ter sido a voz ouvida pela multidão. Em outra ocasião, a pequena Yang disse ao jornal chinês “China Daily” que não estava arrependida de ter emprestado a voz a Lin e que ficara feliz por ter participado da cerimônia.

Você participou, Yang. Muito mais do que imagina.

A pequena Yang nos ensinou uma preciosa lição. A verdadeira beleza está na humildade. Não está simplesmente nos olhos de quem vê, mas na emoção de quem transmite o que é verdadeiramente belo.

Blog do Renato: http://renatocollyer.blogspot.com/
Via: http://olharcristao.blogspot.com/

28/10/2010

IGREJA NÃO É...

(Billy Graham)

A igreja não é o lugar para se promoverem programas, mas professar a fé.
A igreja não deve ser maleável, mas fundada em princípios.
A igreja não é para estar preocupada, mas viver em vigor.
A igreja não é perfeita, mas predestinada.
A igreja não é filosófica, mas pré-determinada.
A igreja não faz pressão ou conspurca, mas pronuncia e protege.
A igreja não espolia os perdidos, mas ora pelos que estão perecendo.
A Igreja não polui a mente, mas provê alimento para a alma.
A igreja não profana a verdade; ela possui a Palavra de Deus.
A igreja não é passiva ou progressiva; ela é purificante e possessiva.
A igreja não deve refletir a cultura pop, mas retratar bons atributos.
A igreja não deve procurar os prazeres, mas buscar a Deus.
A igreja nada deve promover, mas pregar apenas a Cristo.
A igreja não deve ser arrogante, mas principesca – somos filhos do Rei.
A plataforma do púlpito não é um playground, mas um lugar de proclamação.
A igreja não deve refletir o mundo, mas ser um retrato de Jesus Cristo.
A igreja não é uma instituição pública – Cristo a comprou com o seu sangue purificador.
A igreja não trabalha para o seu próprio lucro; ela é possessão inestimável de Cristo.
O púlpito da igreja não é suporte para um político, mas o lugar do pregador.
E, finalmente, a igreja é um lugar para orar por aqueles que não conhecem Cristo e adorar o Salvador por abrir um caminho para a salvação se eles apenas crerem.
Via blog do Pr. Geremias do Couto.

22/10/2010

A XÍCARA DE CHÁ

Havia um casal que costumava fazer compras em belas lojas. Ambos gostavam muito de atiguidades de cerâmicas e entraram numa loja para apreciar um conjunto de chá.

Quando viram uma xícara muito bonita disseram: "Nunca vimos algo tão bonito assim. Podemos ver aquela xícara?"

Quando a vendedora entregou a xícara para o casal, a xícara falou: "Vocês não sabem: Eu não fui sempre uma xícara de chá. Houve uma época em que era vermelha e de pura argila, mas um dia meu mestre me apanhou e me deu repetidas palmadas, até que gritei: "Deixe-me em paz!" Porém, sorrindo respondeu: "Ainda não!" Depois fui em uma roda e fiquei girando, girando...E quando pedia para ele parar, ele repetia: "Ainda não!" E para piorar a situação colocou-me no forno. Eu nunca senti tanto calor, por isso quis saber porque ele queria me queimar, então gritei, bati na porta. Mas, podia vê-lo através de uma abertura e podia ler seus lábios, enquanto balançava a cabeça: "Ainda não!"

Finalmente abriu aporta, colocou-me sobre a prateleira, e quando comecei a me refrescar ele me escovou e me pintou com uma tinta de cheiro horrível. Então gritei: "Pára, pára!" "Mas ele apenas disse: "Ainda não!" E levou-me para o forno mais quente ainda. Então implorei, supliquei, gritei, mas podia vê-lo repetindo a mesma frase: "Ainda não!" Eu começava a perder as esperanças quando ele abriu a porta do forno, me removeu e me colocou na prateleira, e uma hora mais tarde entregou-me um espelho que me causou espanto: Eu estava muito linda!

Depois de todo esse processo o mestre me disse: "Eu sei que lhe feri, que lhe dei palmadas, mas se eu a tivesse deixado no seu canto você teria secado até esfarelar. Todavia eu sei que lhe deixei tonta fazendo girar, mas se eu tivesse parado no meio do processo e não tivesse colocado você no segundo forno você não sobreviveria por muito tempo, pois não teria resistência. No entanto, agora está pronta, e foi transformada no que eu havia planejado.

Deus tem um plano para cada um de nós, e, apesar de algumas vezes não compreendermos os propósitos que Ele tem para nossa vida, devemos crer que somos pessoas abençoadas, pois Ele não permitirá que nossas tribulações durem para sempre.

Apenas aceite que o tempo de nosso Deus não é o nosso tempo porque Ele não dá o refrigério quando nós queremos, todavia no momento certo nos proporciona a vitória, porquanto Deus não tarda nem falha e escreve certo por linhas perfeitamente traçadas.

Se reagirmos com fé durante as tribulações, junto à vitória, chegará também o aperfeiçoamento espiritual, e, consequentemente, a intimidade profunda com Deus.

"Os olhos do Senhor estão sobre os justos; e os seus ouvidos, atentos ao seu clamor", (Salmos 34.15).

Mis. Sandra Moura, via blog http://m-evangelisticas.blogspot.com/

18/10/2010

MAGNANIMIDADE

O grande estadista cristão, W. E. Gladstone, era ministro das Finanças e, um dia, mandou procurar na Tesouraria algumas estatísticas que queria apresentar ao Parlamento. Aconteceu que, ao compilar aquelas estatísticas, o funcionário encarregado fez um erro que prejudicou a situação toda. O erro não foi descoberto senão depois de ter o Sr. Gladstone apresentado as suas propostas num discurso na Câmara dos Deputados. No dia seguinte os jornais imediatamente apontaram o erro e o ministro ficou totalmente envergonhado. Aquilo ficou ridículo perante toda a nação. Ele comunicou-se com a Tesouraria e ordenou que o funcionário fosse imediatamente à sua presença. Este chegou, todo trêmulo de susto, e, esperando pela demissão imediata, começou a apresentar as suas desculpas e a rogar o perdão.

O Sr. Gladstone interrompeu-o, dizendo: "Mandei chamá-lo porque poderia imaginar a tortura dos seus sentimentos. Por muitos anos o senhor tem lidado com as complicações das contas nacionais e tem feito o seu trabalho tão conscienciosamente que este foi o seu primeiro erro. Foi por causa dos seus constantes bons serviços no passado que não cuidei de verificar a estatística. Mandei chamá-lo para felicitá-lo pelo seu serviço durante os anos passados e para tranqüilizar o seu espírito". (F. W. Boreham Transcrito de Biblioteca Evangélica).

12/10/2010

AS CHAVES DO PALÁCIO

(de uma antiga revista da Escola Bíblica Dominical para crianças)

Conta-se que certa vez o rei de um país organizou uma festa com o objetivo de apresentar o jovem príncipe à sociedade, e, naturalmente, para que o príncipe encontrasse a que mais tarde seria sua esposa.

Todas as fidalgas se prepararam para o dia da grande representação. Duas moças, filhas de importantes famílias, combinaram ir juntas, na certeza que uma delas conquistaria a simpatia do príncipe.

Na data marcada uma delas vestiu um caríssimo vestido de brocado e cingiu riquíssima coroa de diamantes. A outra ostentava um modelo rico e vistoso, não havendo nada igual.

Na hora da festa as duas se dirigiram para o palácio, num vistoso carro puxado por quatro cavalos. Atravessaram o bosque, subiram as escadas e tocaram a campainha.

O porteiro perguntou o que desejavam. "Que desejamos? Admirável!", exclamaram elas. "Viemos para a festa! Queremos entrar!" E forçavam a entrada. O porteiro as interrompeu: "Desculpem, se vêm para a festa do príncipe, precisam trazer vestidos limpos". "Vestidos limpos? Então os nossos estão sujos?", diziam, olhando-se. "Amiga, veja...!, disse uma delas observando seu vestido sujo. "Quem me sujou?"

Na verdade os vestidos de ambas estavam sujos, não se sabe como. Uma luz que se projetava do palácio, pela porta principal, fez com que se revelasse através das faces das moças orgulho e ambição.

Nesse momento surgiu uma outra moça, sem aparência alguma, vestindo trajes que não indicavam qualquer aparência. "Quem será?", perguntou uma delas. "Deve ser a filha da cozinheira", respondeu a outra. Era a filha de um pastor de ovelhas, que também fora convidada. Logo que se aproximou, a mesma luz do palácio fez resplandecer o seu vestido como se fosse de finíssimo linho e também simplicidade e pureza de coração. O porteiro, abrindo a porta, convidou-a a entrar. Ficaram de fora as orgulhosas e ambiciosas.

Assim, as chaves que garantem a entrada no Palácio são os corações limpos. Aqueles que se apresentarem com os corações manchados ficarão de fora. Outros trajes e outras chaves não abrem as portas do Palácio do Rei.