25/06/2009

A CHAMA DA ALMA

Era uma vez um rei, que apesar de ser muito rico, era um homem simples; completamente desapegado de sua riqueza e extremamente querido de seu povo.
Um dia, quando um de seus súditos perguntou-lhe como ele conseguia conciliar tanta riqueza com tamanha simplicidade, ele ordenou aos seus soldados: "Levem este homem aos meus depósitos reais. Dê-lhe uma lamparina acesa e deixe-o olhar e até tocar todo o meu tesouro, para que ele possa avaliá-lo para mim; porém, se ele deixar a lamparina se apagar, dê-lhe dez fortes chibatadas.
Duas horas depois o homem voltou à presença do rei com a lamparina ainda acesa, e o rei lhe perguntou: "Então, quanto vale o meu tesouro?". "Senhor, eu estava tão preocupado em não deixar a lamparina se apagar que nem consegui avaliar direito o seu tesouro; desculpe-me, senhor", respondeu o homem. "Este é o meu segredo", confidenciou-lhe o rei, "fico tão ocupado em manter acesa a chama da minha alma que nem reparo direito nestas coisas".

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