21/09/2009

A SÍNDROME DO SAPO FERVIDO

Uma recente pesquisa científica constatou um curioso comportamento dos sapos. Os estudos biológicos efetuados provaram que quando um sapo é colocado em um recipiente com a mesma água da sua lagoa, permanece estático durante todo o tempo, mesmo que a água seja aquecida. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura e morre quando a água ferve. Por outro lado, ao jogar-se um outro sapo no recipiente já com a água fervendo, ele de imediato, pula para fora, queimado, porém, vivo.
Qual o motivo que o leva a não perceber a mudança do ambiente? Por que ele não reage a essas mudanças? Sobremodo intrigante essa conduta, pois, enquanto permanece escondido em seu ambiente natural, fica despercebido das profundas alterações que estão ocorrendo ao seu redor, alterações essas que o levarão à morte.
Esse estranho procedimento ficou conhecido como a Síndrome do Sapo Fervido. O sapo inexplicavelmente não reage à radical mudança do meio ambiente em que vive. É extraordinariamente espantoso esse comportamento do sapo. Entretanto, observa-se que idêntica postura é tomada por muitos dos humanos que permanecem omissos aos acontecimentos que ocorrem em torno de si.

16/09/2009

MOSTRANDO NOSSAS CORES

“Durante uma viagem turística pela Noruega, há alguns anos, nosso guia nos levou para o norte de Gergen para vermos uma geleira, um vasto rio de brancura plena sob um céu cheio de nuvens escuras. Não havia árvores, a terra quase mal dava para alimentar umas poucas ovelhas que pastavam, e nós tremíamos de frio. Enquanto outras pessoas tiravam fotos da geleira, por acaso olhei para baixo. Ali, nas laterais de um fosso raso, vi um flash de cores. Ele vinha de uma dúzia de pequenas e delicadas florezinhas, menores que a ponta do meu dedo. Elas se curvavam sob o vento gelado e depois se levantavam outra vez, fazendo brilhar suas cores, numa atitude de desafio. Eram minúsculas e não perguntei a ninguém que flores eram aquelas. A não ser por um observador casual, elas provavelmente não seriam notadas durante todo aquele dia, e talvez nunca. Pequenas como eram, levavam beleza àquele espaço enorme e vazio, expressando o que Deus queria que expressassem.
Muitos podem se sentir pequenos e imperceptíveis neste mundo agitado. As flores que damos podem ser encurvadas pela indiferença do mundo. No entanto, podemos mostrar nossas cores, mesmo que ninguém note. O resto fica por conta Dele”. (No Cenáculo)

13/09/2009

O AMOR, A RIQUEZA E O ÊXITO

Uma mulher regava o jardim da sua casa e viu três homens idosos, com muitos anos de experiência, em frente ao seu jardim. Ela não os conhecia e disse-lhes:
- Eu não vos conheço, mas devem ter fome. Por favor, entrem em minha casa para comer algo. Eles perguntaram:
- O homem da casa está?
- Não, respondeu ela, não está.
- Então não podemos entrar, disseram eles.
Ao fim do dia, quando o marido chegou, ela contou-lhe o sucedido.
- Então, diga-lhes que já cheguei e convida-os a entrar. A mulher saiu e convidou os homens a entrar em sua casa.
- Não podemos entrar numa casa os três juntos, explicaram os velhos.
- Por quê? - quis saber ela. Um dos homens apontou para outro dos seus amigos e explicou:
- O seu nome é Riqueza.
Depois apontou para o outro:
- O seu nome é Êxito e eu chamo-me Amor. Agora vai para dentro e decide com o teu marido qual de nós três desejam convidar para a sua casa. A mulher entrou em casa e contou ao seu marido o que eles lhe disseram. O homem ficou muito feliz.
- Que bom! Já que é assim, então convidemos a Riqueza, que entre e encha a nossa casa. A sua esposa não estava de acordo.
- Querido, por que não convidamos o Êxito?
A filha do casal estava escutando na outra sala da casa e veio correndo.
- Não seria melhor convidar o Amor? O nosso lar ficaria então cheio de amor.
- Escutemos o conselho da nossa filha, disse o esposo à sua mulher. Vai lá fora e convida o Amor para que seja nosso hóspede. A esposa saiu e perguntou-lhes:
- Qual de vocês é o Amor? Por favor, entre e seja nosso convidado.
O Amor começou a avançar para a casa. Os outros dois também se levantaram e seguiram-no. Surpreendida, a mulher perguntou à Riqueza e ao Êxito:
- Eu só convidei o Amor, porque vêm vocês também? Os homens responderam juntos:
- Se tivesses convidado a Riqueza ou o Êxito os outros dois permaneceriam cá fora, mas, já que convidaste o Amor, aonde ele vá, nós também vamos com ele. (Contos que Encantam)

09/09/2009

O PREGADOR E O FAZENDEIRO

Certo pregador visitou um fazendeiro para fazer-lhe um convite para o culto evangélico na igreja. “Nunca irei à sua igreja”, disse o fazendeiro. “Por que não?”, quis saber o pregador.
Foi então que o fazendeiro apresentou a seguinte razão: “Eu sei que alguns membros de sua igreja não vivem uma vida melhor que a minha”.
Algum tempo depois o pregador visitou-o novamente, não para convidá-lo para o culto, mas para comprar dele um porco. O pregador escolheu o porco menor e o pior, dos suínos que havia na fazenda. Disse ao fazendeiro: “Quero mostrar este porquinho a todos e dizer de quem comprei”. O fazendeiro protestou: “Isto não é justo! Não vês que tenho porcos melhores que este?” O pregador replicou: “Se é justo em relação à igreja, daquilo que falas dela, então é justo em relação aos porcos”.
Quão injusto é que muitas pessoas julguem a Igreja por um de seus membros mais fracos! (Novas de Alegria)

02/09/2009

QUARENTA MÁRTIRES, QUARENTA COROAS

Da história da Igreja dos primeiros séculos existe um relato que veio impressionar os cristãos ao longo dos tempos. Um grupo de soldados crentes, numa das legiões do Império Romano, foi condenado à morte por sua conversão ao Cristianismo, ora poderosamente difundido e perseguido. Esses soldados foram colocados no meio de um lago congelado, para que morressem. Antes lhes deram a palavra do imperador de que se abandonassem a fé e se arrependessem de terem sido convertidos, poderiam ser libertos, passando antes pelo oficial em serviço.
Naquela noite, porém, o guarda teve uma visão. Ele via anjos pairando sobre os condenados, que iam coroando os que morriam e eram de imediato levados ao Céu. Ele escutou um cântico, como de um grande coral, nos céus, cuja letra dizia: “Quarenta mártires, quarenta coroas”. Num dado momento o guarda notou que um dos cristãos aproximava-se, e logo viu que ele iria demonstrar o seu arrependimento. Chegou-se e renunciou a sua fé diante do oficial, pois estava vendo seus companheiros caírem mortos um por um. O guarda anotou seus dados pessoais. Fixou seu olhar no rosto disforme e infeliz e disse pausadamente: “Louco, se tu tivesses visto o que eu vi nesta noite, tu terias morrido e ganhado tua coroa! Como renunciaste, mostrando-te arrependido, ela ficou e está lá suspensa e será minha! Toma o meu lugar aqui e minhas armas e eu tomarei a tua coroa”.
Aquele guarda romano, desfazendo-se de sua armadura, rumou para junto dos mártires onde acabou morrendo por ter tido um encontro com o Senhor Jesus. Da sua legião terrestre embrenhou-se na legião dos combatentes celestiais e galgou a glória da vida eterna.

28/08/2009

PILOTO: "NÃO CONSIGO! NÃO CONSIGO!"

Diálogo entre pilotos e torre de comando minutos antes do avião, o Airbus A320 da TAM, cair em Congonhas, em 17 de julho de 2007, deixando 199 pessoas mortas.
Os diálogos entre os pilotos do Airbus revelam o desespero dos momentos que antecederam o maior acidente da história da aviação brasileira. Os comandantes sabiam que a aeronave operava apenas com um reverso e que os pilotos não conseguiram desacelerar o avião no momento do pouso.
O gravador pegou os últimos 30 minutos, na parte da aproximação final do vôo. Começou-se a degravação dos últimos 12 minutos antes da colisão, quando foi feito o primeiro contato com a torre de vôo. Os diálogos mostram os pilotos verificando a velocidade do avião.
Às 18h43, o comandante do Airbus avisa que o avião opera apenas com um reverso. "Lembre-se, nós só temos um reverso", alerta ao co-piloto, que responde, "sim, nós só temos o esquerdo". Os minutos finais da gravação mostram que o piloto tentou desacelerar a aeronave. Co-piloto: “Olha isso! Desacelera! Desacelera! Desacelera!”.
De acordo com os registros da caixa-preta, a aeronave aterrissou em velocidade padrão – entre 220 e 240 km/h – e foi desacelerando até sair da pista. Segundo pilotos, em uma aterrissagem normal, um Airbus A320 com o spoiler armado e o procedimento de frenagem normal, a velocidade seria reduzida para algo em torno de 60km/h até o final do segundo terço da pista. 18h48m35 - Piloto: Não consigo! Não consigo!
Logo depois, a situação fica ainda mais dramática na cabine do avião. Ouve-se os pilotos gritarem "Acelera! Vira, vira, vira! Pára... Vira, vira...".
Pilotos afirmam que neste momento, os pilotos teriam tentado um cavalo de pau para evitar que o avião saísse da pista para fora do aeroporto. Há também explicações de que com a assimetria entre uma turbina que empurrava o avião para frente e a outra para trás pôs o Airbus na grama e foi tentada uma manobra para voltar ao asfalto.
Em seguida, ouve-se um som de batida e a torre lamenta o acidente. As gravações da caixa-preta de voz do Airbus da TAM também registram gritos e estrondos no momento da batida do avião contra o prédio da TAM Express, na Avenida Washington Luis, São Paulo.
A Brevidade da Vida
Embora lamentando a morte de quase 200 pessoas nesse trágico acidente, não podemos esquecer do que a Bíblia Sagrada nos ensina:
1) Que a vida é breve nesta terra. Veja com que é comparada: à presa da águia, Jó 9.26. Erva, 1Pe 1.24. Neblina, Tg 4.14. Peregrinação, Gn 47.9. Sombra, Jó 14.2; Ec 6.12. Sono, Sl 90.5. Vapor, Tg 4.14.
2) Que a vida foi dada por Deus. Sem Deus podemos nos perder. Que precisamos de certeza de vida eterna. Precisamos ser fiéis a Deus até à morte e receber a coroa da vida, Ap 2.10. Nos conservarmos no amor de Deus esperando a misericórdia para a vida eterna, Jd 1.21. Deus nos fez uma promessa: a vida eterna, 1Jo 2.25, dada, por Jesus Cristo, aos que crerem, 1Jo 5.11. Jesus Cristo é a maior expressão da vida eterna, pois quem tem o Filho de Deus tem a vida, 1Jo 5.12.

23/08/2009

PONCE DE LEON E A FONTE DA VIDA

O explorador espanhol Ponce de Leon, viajava pela América do Norte, certa feita, à procura da fonte da vida. Tanto andou, descobrindo cenários de rara beleza, não conseguindo, porém, encontrar a tal fonte. O tempo passou, Ponce de Leon morreu e foi sepultado no vale do rio Mississipi.
Sua vida ficou marcada pela esperança de encontrar a fonte da vida, ainda que tivesse achado em Atlanta uma fonte que pensou ser a que procurava.
Pelo esforço humano jamais conseguiria descobrir tal fonte, porque a verdadeira fonte de águas da vida é Jesus Cristo. Uma certa mulher tirava água de um poço e Jesus lhe disse: “Qualquer que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4.13,14). Não façamos o que Ponce de Leon tentou fazer, mas o que a mulher fez: “Senhor, dá-me dessa água” (verso 15). Jesus é a Fonte da vida eterna! “Ó, vós todos os que tendes sede, vinde às águas” (Isaias 55.1).

19/08/2009

VENTOS QUE FORÇAM

A experiência do Pastor Carlos Paiva, Presidente da Missão Evangélica Betânia e editor da conhecida revista Mensagem da Cruz ilustra muito bem como se dá o aumento da nossa fé quando passamos por tempestades.
Tendo ele plantado uma árvore, no Estado do Rio Grande do Sul, onde as temperaturas são menores no inverno que no restante do Brasil, ele a protegeu do forte vento Minuano, muito conhecido dos gaúchos, erguendo uma pequena cerca de madeira ao redor.
Esperou o crescimento da planta, mas ficou desapontado, já que o crescimento não acontecia. Finalmente, cansou da espera e tirou a cerca de proteção. Logo em seguida a planta deu sinais de vida, pois o vento a forçava a fincar as raízes mais firmemente no solo, conseguindo assim a nutrição de que precisava para crescer.
Assim os ventos também nos forçam a fincar as raízes da nossa fé no Senhor para alcançarmos o crescimento desejado. Deus nos leva para a tempestade com a finalidade de aumentar a nossa fé. O aumento da nossa fé pode se dar em quatro situações: quando a fé é alimentada, quando a fé é acionada, quando a fé é provada, e quando a fé é premiada com a Sua resposta.
Infelizmente, nem sempre alimentamos a fé como deveríamos, e nem sempre a acionamos. Por isso Deus a põe à prova, pois "a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma" (Tiago 1.3,4 - NVI).
Pedro acrescenta: "Assim acontece [a provação] para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado" (1 Pedro 1.7 - NVI).
Assim como os músculos crescem quando forçados contra resistência, nossa fé cresce quando lutamos para vencer as provações. (MDC).
Quando a dificuldade vem, não murmuremos.
Aceitemos com gestos de louvor e gratidão a forma como Deus nos molda, para crescermos em graça e conhecimento.

13/08/2009

O MENINO ALEX E A POLÍCIA

Alex esperava o trem. Tinha uma missão difícil para cumprir: levar Bíblias a uma cidade, onde a Palavra de Deus era totalmente proibida. Temeroso, embarcou no trem e colocou a mala no bagageiro. De repente, teve um pensamento como se Deus estivesse falando com ele: “Desça do trem na próxima estação!” Ele pensou: “Por que descer agora?” Ele tinha certeza de que devia obedecer àquela ordem. Então desceu do trem e começou a andar.
Repentinamente um carro surgiu e Alex fez sinal de carona. O carro parou. Para seu espanto, era o carro da polícia, mas disfarçou seu medo. “Para onde você vai, jovem?” – “Eu estou indo para a próxima cidade”. – “Entre rápido, estamos com pressa!”.
Alex sentou no banco de trás apertando bem sua mala. Os policiais conversavam. Alex escutava, agradecido por não fazerem perguntas para ele. Um deles disse: “Acelera ou não iremos chegar a tempo de alcançar o trem”, - “Tens razão. Eu não quero perder a oportunidade de ver a cara daquele jovem quando for preso com a mala cheia de Bíblias”. Sem olhar para trás, o motorista perguntou: “Aqui estamos. Onde você quer ficar?” – “No próximo semáforo, por favor”.
Alex desceu, observou o carro desaparecer, e agradeceu ao Senhor pelo maravilhoso livramento. (Boa Semente)
Tem momentos da vida que nós, seres humanos, nos encontramos em situações muito delicadas, sem chance de livramento, sem saída alguma. Observamos que o próprio Deus nos leva por esses caminhos difíceis de entender, mas também descobrimos que Ele comanda todas as situações. Ele nos abre nossos olhos para vermos quão impossível é a nossa situação, e espera que tenhamos total confiança Nele. Não desfaleçamos, continuemos a confiar!

07/08/2009

PODER DA LÍNGUA

Esopo era um escravo inteligente e filósofo que servia como cozinheiro na casa de um homem rico. Mas tarde Esopo tornou-se o grande fabulista que a História registra. Quando servia ao patrão, êste ordenou-lhe que fôsse ao mercado e comprasse a melhor iguaria que encontrasse. Ao mesmo tempo o patrão ordenou que a preparasse para serví-Ia em um jantar aos convidados importantes. Esopo foi ao mercado e comprou línguas de vaca, de porco, de carneiro e de cabra. Preparou as línguas de várias maneiras: ensopadas, fritas, assadas e cozidas. Os convidados saborearam a sopa de línguas, elogiaram o bom gosto do cozinheiro, enquanto aguardavam os outros pratos. Vinham porém pratos e mais pratos de línguas. Enfurecido, o patrão chamou-o e, encolerizado, disse: "Não te disse que preparasses as melhores iguarias que hovesse no mercado? Como é que me apresentas línguas, só línguas?" "Pois foi exatamente o que fiz", respondeu Esopo. "A língua é indispensável em qualquer momento. Sem ela o patrão não poderia fazer negócios, não ganharia dinheiro, não faria discursos para os seus convidados, não falaria a seus pais. Sem a língua não se ouviriam as doces canções, nem se poderia comer". "Está bem, aceito a tua explicação. Entretanto amanhã comprarás o que existir de pior, pois foi isso que prometi aos meus convidados". No dia seguinte Esopo foi ao mercado e comprou línguas de vaca, de porco, de carneiro e de cabra. Quando os convidados provaram a sopa de língua, estranharam que se estivesse repetindo o prato do dia anterior. "Que fizeste, Esopo perverso?", gritou o patrão. "Queres me humilhar ante os meus convidados?". "Não, patrão ...". "Não tens desculpa; ontem pedi-te a melhor iguaria que houvesse no mercado e comprastes línguas. Hoje pedi a pior e compraste línguas". "Perdão, patrão, mas comprei o pior que havia. Acaso a língua não é uma arma perversa que semeia discórdias? A língua não é um membro capaz de desfazer as mais sólidas amizades? Não serve ela para caluniar o próximo? Não é ela que declara guerras?". O patrão de Esopo compreendeu que o cozinheiro filósofo queria ensinar a ele e aos seus convidados que a língua tanto pode ser instrumento de paz, como instrumento de guerra, de bênção ou de maldição. A Bíblia declara que a língua é: "como um mundo de iniqüidade... e é inflamada pelo inferno". Guarda pois a tua língua de falar enganosamente. (revista Lições Bíblicas para crianças, anos 50)

03/08/2009

NUM CAMPO DE PRISIONEIROS

Aconteceu no campo de prisioneiros de Chungkai. Em determinada noite, depois de um dia de trabalhos forçados, um guarda japonês anunciou que uma pá havia desaparecido. O oficial mandou que os soldados aliados formassem filas, insistindo que alguém tivesse roubado a ferramenta. Gritando com péssimo inglês, ele exigiu que o culpado desse uma passo à frente. Em seguida, pegou o rifle e assumiu posição de tiro, pronto para matar um prisioneiro de cada vez até que alguém confessasse o roubo.
Um soldado escocês saiu da fila, assumiu posição de sentido e declarou: "Fui eu que roubei". O oficial descarregou sua raiva e espancou o homem até à morte. Quando o guarda ficou exausto de tanto bater, os prisioneiros pegaram o corpo do soldado morto, suas ferramentas e voltaram ao campo. Só então as pás foram recontadas. O soldado japonês havia cometido um erro. Ninguém havia roubado pá alguma.
Quem faz uma coisa assim? Que tipo de pessoa seria capaz de assumir a culpa por algo que não fez?
Jesus fez isso e continua a fazer..." (Max Lucado - Livro: Gente como a gente)
(foto: cemitério de Chungkai, Tailândia)
- Colaboração da Eliana.

02/08/2009

OS SINOS NÃO DOBRARAM

O juiz de uma antiga província americana decretou a sentença de morte para um dos seus cidadãos, julgado culpado por determinado crime. A execução foi marcada para quando os sinos da igreja local retinissem, anunciando às 6 horas da tarde.
Tudo já estava preparado. O cadafalso pronto, erguido bem na praça pública, de fronte à própria igreja, de cujos sinos as autoridades aguardavam o repicar, a fim de verem executada a sentença. O condenado, emudecido, sem nenhuma esperança de continuar com vida, humilhado, permanecia passivo, esperando a morte.
Ele não se conformava com aquela execução, uma vez que a julgava injusta e desproporcional ao próprio crime.
Ademais, temia não só pelo fato de ter que deixar a esposa e filhos a quem amava, mas também pelo futuro deles, cujo destino ninguém poderia prever. Que seria dos seus filhos sem os cuidados e a proteção do pai? Que seria da esposa, num mundo hostil, e ainda sem nenhum meio de subsistência? Tudo era assustador.
Na medida em que se aproximava das 18 horas, mais aumentava o medo e a tensão. O tempo corria implacavelmente. Logo os temíveis e sinistros sinos da matriz soariam, anunciando o fim. Verificou-se, no entanto, que embora os relógios já estivessem marcando 6 horas da tarde, os tais sinos não tocavam. Esperaram ainda alguns minutos, e nada.
Afinal, a mando das autoridades, o carrasco foi verificar por que os sinos permaneciam mudos. Chegando no campanário, observou que o homem encarregado de puxar as cordas dos badalos estava trabalhando normalmente, puxando as ditas cordas com toda a força, porém, os sinos não repicavam.
Por fim, subindo ele à torre, até junto dos sinos, qual não foi a sua surpresa ao verificar que lá se encontrava a esposa do condenado, que, desesperada para salvar o marido, estava agarrada ao pesado badalo de um dos sinos, e com a corda do outro, enrolada em seu próprio corpo. Suas mãos, já ensangüentadas, ficaram maceradas pelas batidas do badalo. Assim, ferindo-se voluntariamente, impedindo que os sinos repicassem, aquela mulher fez um grande sacrifício, com a única intenção de salvar o marido.
Tão logo soube dos fatos, bem assim comovido pela demonstração de amor daquela esposa, o governador resolveu conceder o perdão e dar a liberdade para o apenado. Ainda abalada, porém, solidária com a decisão do governador, a multidão que aguardava ansiosa por uma execução em praça pública, agora, saindo às ruas, comemorava o amor que tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Com efeito, contundindo-se passivamente, num ato de automortificação, bem como demonstrando um grande amor, aquela mulher acabava de promover um grande bem por aquele a quem ela dedicava a sua vida. Na verdade, um condenado foi salvo da execução, porque por ele os sinos não dobraram.
Sem dúvida, nós também admiramos o grande amor daquela mulher para com seu esposo. Contudo, esse amor não foi tão grande quanto o amor de Jesus por nós. Ele foi transpassado com pregos pelas mãos e pés, encravados num rude madeiro, a fim de dar a sua vida por nós. Atingido impiedosamente por diversas espécies de ferimentos físicos, ele foi moído, dilacerado, perfurado, cortado e quebrantado. "O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados". Is 53.5.
Embora, sendo ele o Filho de Deus, diante do qual até os anjos se curvam, ele deixou a sua glória e "... a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai". Fp 2.6-11.
(Extraído do livro: Casos e contos que edificam a alma, da editora Reviva).

30/07/2009

MARIPOSA-IMPERIAL

Há um fato curioso a respeito da mariposa imperial: ela sai do casulo por uma abertura que nos parece pequena demais para o seu corpo. É interessante. Não deixa vestígio de sua passagem: um casulo vazio é tão perfeito como um casulo ocupado. Vim, a saber, que segundo se supõe, a exígua abertura desse casulo é uma provisão da natureza para forçar a circulação dos humores nas asas da mariposa, asas que ao tempo da eclosão são menores que as de outros insetos congêneres.
Certa vez guardei por bom tempo um desses casulos, que têm interessante forma cilíndrica. Estava ocupado. Eu anelava por ver chegar o dia da saída do inseto. Finalmente o dia esperado chegou: e lá fiquei eu uma manhã inteira. Interrompendo a todo o momento o meu serviço, para observar a trabalhosa saída da mariposa.
Mas, no meu entender, aquela saída estava trabalhosa demais! Pensei que talvez fosse por ter o casulo ficado tanto tempo fora de seu habitat, quem sabe se em condições desfavoráveis. Podia ser que suas fibras se tivessem ressecado ou enrijecido. E agora o pobre inseto não teria condições de sair dali.
Depois de muito pensar, arvorando-me em mais sábio e compassivo que seu Criador, resolvi dar-lhe uma pequena ajuda. Tomei uma tesoura e dei um pique no fiozinho que lhe embaraçava a saída. Pronto! Sem mais dificuldade, lá saiu a minha mariposa, arrastando um corpo intumescido. Fiquei atento e curioso para ver a expansão de suas asas encolhidas, o que é um espetáculo admirável aos olhos do observador. Olhava curiosamente aqueles minúsculos pontos coloridos, ansioso por vê-las dilatarem-se, formando os desenhos que fazem da mariposa imperial a mais bela de sua espécie. Mas, nada... E o fenômeno nunca se deu!
Em minha pressa de ver o inseto em liberdade, eu havia, sem o saber, impedido que se completasse o laborioso processo que estimularia a circulação nos minúsculos vasos de suas asas! E a minha mariposa, criada para voar livremente pelos ares, atravessou sua curta existência arrastando um corpo disforme, com asas atrofiadas.
Muitas e muitas vezes tenho-me lembrado desta mariposa quando observo, com olhos compassivos, pessoas que se estão debatendo em meio a sofrimento, angústias e dores. Eu de bom grado lhes cortaria a disciplina e daria liberdade. Homem sem visão! Qual dessas dores poderia sem dano ser poupada? A perfeita visão, o perfeito amor, que deseja a perfeição de seu objeto, não recua por uma fraqueza sentimental diante do sofrimento presente e transitório. O amor de nosso Pai é muito verdadeiro para fraquejar. Porque Ele ama a Seus filhos. Ele os corrige, a fim de fazê-las participantes da Sua santidade. Com este glorioso fim em vista, Ele não nos poupa o pranto. Aperfeiçoados através do sofrimento, como seu Irmão mais velho, os filhos de Deus são exercitados na obediência e trazidos à glória, através de muita tribulação. (Mananciais no Deserto-Betânia)

24/07/2009

TRIGO MILAGROSO

A colheita fora muito boa. O bom tempo ajudara o labor dos dois irmãos. Um, casado, vivia com a família numa boa casa. O outro, solteiro, tinha sua pequena casa ali ao lado.
A divisão da abençoada colheita obedeceu à regra do meio-a-meio; em partes iguais. Cada um recolheu sua metade no seu celeiro.
Alegres, despediram-se para o repouso da noite. O travesseiro, enquanto o sono não chega, abre possibilidade à meditação, como que dialogando conosco. E o nosso irmão solteiro pensou: "Meu irmão é casado, tem dois filhos, a esposa... Naturalmente sua necessidade é maior que a minha...".
Levantou-se, foi ao celeiro, encheu um saco de trigo e, sorrateiramente, foi despejá-lo no monte de trigo do irmão. Sentia-se alegre.
O casado, mal o casal se deitou, conversou com a esposa e ambos concluíram que o solteiro havia trabalhado mais, livre que estava de compromissos caseiros e familiares e, mais ainda, precisava preparar-se para formar família. Logo o esposo deixou o leito, ia ao celeiro, enchia um saco de trigo e despejava no monte de trigo do irmão. Isto deixou o casal mais feliz.
Por várias noites o gesto foi repetido. Cada um se sentia bem pelo fato de seu monte não diminuir. Montes milagrosos? Ou seria o trigo que crescia?
Uma noite veio o encontro: os horários coincidiram. A meio caminho, ambos com o saco de trigo às costas, deram de frente um com o outro.
Abraçaram-se. Reuniram os montes de trigo num monte só.
E assim, o fato deixou uma valiosa lição: O amor fraternal ainda é capaz de maravilhosos milagres.
(Amantino Adorno Vassão – Mensagem da Cruz)

21/07/2009

PASTEUR E A BÍBLIA

Fato ocorrido em 1892
Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim. Mas não é um livro de crendices é a Palavra de Deus. Estou errado?
- Claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a história geral. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus criou o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os cientistas dizem sobre isso.
- É mesmo? E o que dizem os cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, vou descer na próxima estação, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó, e deu o cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito saiu cabisbaixo se sentindo pior que uma ameba. O cartão dizia:
"Louis Pasteur, Diretor do Instituto de Pesquisas Científicas da École Normale de Paris".

RETORNANDO

Voltemos à nossa jornada, após problemas com a Rede, aqui no sul do Brasil!

10/07/2009

UMA CARTA DE AMOR

Uma certa princesa, no dia do seu aniversário, ganhou de seu noivo um pacote em forma de uma bola. Ela abriu-o e assustou-se. Era um enorme projétil de canhão! Desapontada e zangada atirou a bala preta num canto do quarto. Nessa altura, mediante o impacto, rompe-se a camada externa e aparece um volume arredondado todo de prata. Sem hesitar ela o ajunta e nisto o envoltório rompe-se e se desprende. Surpreendida, depara-se com um envelope de ouro. Sem demorar-se ela o abre e eis uma outra surpresa: sobre um veludo preto, um anel reluzente cravejado de diamantes, de grande valor. Em anexo seguia uma breve dedicatória: Por amor a você!
Muitos pensam assim: a Bíblia não lhes agrada. Um livro de capa preta, com letras miúdas e dizeres incompreensíveis. Todavia, quem nele penetrar, descobrirá belezas de eterno valor e achará, por fim, a maior mensagem da graça divina: que Deus o ama.

03/07/2009

PERIGO NO CÁLICE DE OURO

Na antigüidade, uma das formas mais comuns de livrar-se de um inimigo político era o envenenamento, especialmente com arsênico. No entanto, talvez por acaso, alguém descobriu que, quando o arsênico era colocado em um cálice feito de uma liga de ouro, o cálice emitia sons como o de uma serpente sibilante e formava um pequeno arco-íris. Não há nada de mágico nesse fato. A ciência explica que isso é o resultado da reação química entre o arsênico e algumas impurezas na liga do ouro.
Podemos extrair uma boa aplicação espiritual disso. Na Bíblia, o ouro representa a natureza de Deus, da qual nos tornamos co-participantes pela regeneração, 2 Pe 1.4. Essa natureza divina em nós é sensível a qualquer sinal de morte – se temos contato com qualquer coisa que possa nos trazer morte espiritual - imediatamente a natureza de Deus em nós dará aviso. Nenhum cristão jamais poderá dizer que Deus não o avisou do perigo. Precisamos, sim, é desenvolver nossa submissão aos avisos de Deus. Desse modo, nosso viver manifestará a natureza de ouro de Deus.

30/06/2009

O SOLDADO FERIDO

Um soldado na guerra foi atingido por uma granada. Sente que vai morrer e manda chamar alguém que lhe mostre o Caminho da Salvação. Ninguém possuía uma mensagem de última hora, até que o enviado encontrou alguém que estava manejando um canhão. “Um soldado está morrendo e quer que alguém lhe aponte o Caminho da Salvação”. O que estava trabalhando no canhão tirou um Novo Testamento do bolso. Abriu em Jo 3.16 e disse: “Leia este texto para ele”. O soldado enviado voltou e leu para o soldado ferido: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira..., para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna”. “Todo aquele que nele crê? Repita!”. “Para todo aquele que nele crê...”. “Ah, sim!, para que TODO aquele que nele crê! Já entendi tudo; podes ir”. E o soldado ferido partiu para todo o sempre, na presença do Senhor.

25/06/2009

A CHAMA DA ALMA

Era uma vez um rei, que apesar de ser muito rico, era um homem simples; completamente desapegado de sua riqueza e extremamente querido de seu povo.
Um dia, quando um de seus súditos perguntou-lhe como ele conseguia conciliar tanta riqueza com tamanha simplicidade, ele ordenou aos seus soldados: "Levem este homem aos meus depósitos reais. Dê-lhe uma lamparina acesa e deixe-o olhar e até tocar todo o meu tesouro, para que ele possa avaliá-lo para mim; porém, se ele deixar a lamparina se apagar, dê-lhe dez fortes chibatadas.
Duas horas depois o homem voltou à presença do rei com a lamparina ainda acesa, e o rei lhe perguntou: "Então, quanto vale o meu tesouro?". "Senhor, eu estava tão preocupado em não deixar a lamparina se apagar que nem consegui avaliar direito o seu tesouro; desculpe-me, senhor", respondeu o homem. "Este é o meu segredo", confidenciou-lhe o rei, "fico tão ocupado em manter acesa a chama da minha alma que nem reparo direito nestas coisas".