16/09/2009

MOSTRANDO NOSSAS CORES

“Durante uma viagem turística pela Noruega, há alguns anos, nosso guia nos levou para o norte de Gergen para vermos uma geleira, um vasto rio de brancura plena sob um céu cheio de nuvens escuras. Não havia árvores, a terra quase mal dava para alimentar umas poucas ovelhas que pastavam, e nós tremíamos de frio. Enquanto outras pessoas tiravam fotos da geleira, por acaso olhei para baixo. Ali, nas laterais de um fosso raso, vi um flash de cores. Ele vinha de uma dúzia de pequenas e delicadas florezinhas, menores que a ponta do meu dedo. Elas se curvavam sob o vento gelado e depois se levantavam outra vez, fazendo brilhar suas cores, numa atitude de desafio. Eram minúsculas e não perguntei a ninguém que flores eram aquelas. A não ser por um observador casual, elas provavelmente não seriam notadas durante todo aquele dia, e talvez nunca. Pequenas como eram, levavam beleza àquele espaço enorme e vazio, expressando o que Deus queria que expressassem.
Muitos podem se sentir pequenos e imperceptíveis neste mundo agitado. As flores que damos podem ser encurvadas pela indiferença do mundo. No entanto, podemos mostrar nossas cores, mesmo que ninguém note. O resto fica por conta Dele”. (No Cenáculo)

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