A obsessão atual pelos esportes alcançou níveis alarmantes. Multidões têm feito um verdadeiro culto de certos esportes como futebol e tênis. Seus principais expoentes são cultuados como celebridades, deuses modernos. Quando se marca um gol ou um ponto, os espectadores protagonizam cenas histéricas de comemoração.
O dinheiro tem um importante papel na adoração desses heróis. Os ídolos do esporte são famosos mundialmente, cruzam as barreiras das línguas e das culturas. As campanhas de marketing usam a imagem deles para vender uma infinidade de produtos. Um fenômeno da nossa sociedade é que as igrejas estão vazias, enquanto os estádios estão repletos. Contudo, os ídolos recebem uma adoração totalmente superficial. São substituídos à medida que suas performances declinam. Isso retrata a instabilidade humana. De fato, rapidamente esses deuses e sua glória desaparecem, seus feitos são esquecidos e outros ocupam seus ‘altares’.
O que Jesus Cristo oferece não é uma emoção passageira e superficial, mas uma vida inteiramente diferente. Em contraste com a confiança que as multidões colocam nos atletas famosos, em geral distante do cotidiano dos fãs, a fé dos verdadeiros cristãos os motiva a viver perto do Salvador e a ser como Ele. Essa não é uma admiração que dura uma temporada, mas uma fé firme com consequências eternas.
http://www.apaz.com.br/todo_dia/2013/Junho24.html
25/06/2013
16/04/2013
O CUIDADO DE DEUS NÃO É FÁBULA!
O cuidado de Deus não é fábula!
Urubu alimenta familia no Sertão
(2005)
Há algumas histórias bíblicas com as quais temos uma relação ambígua: gostamos delas e delas tiramos constantes ensinamentos. Mas a verdade é que achamos meio difícil acreditar nessas histórias, pois caem muito melhor para as crianças...
Ver os olhos dos pequenos se arregalando e a adrenalina subindo, num salivar de interesse e total envolvimento, nos fascina e encanta. “E então veio um grande peixe...”, narramos, e o grito deles deixa transparecer todo o seu cativamento. Nós, os adultos, é que contamos a história; mas acreditar nela do mesmo jeito, soltando os mesmos gritos de empolgação, aí já é diferente e bem mais difícil. Dessa ponta de ceticismo e raiz de dúvida, nem nós, os pregadores da Palavra, estamos livres. Penso na minha própria experiência ministerial e nas vezes em que preguei sem sair muito convencido do que disse. “E, se Nínive se converteu, qualquer das nossas cidades pode se converter!”, declarava com eloqüência. Mas, quando as pessoas iam embora e eu, sozinho, descia as escadarias da igreja e retornava à minha casa, perguntava a mim mesmo se acreditava no que dissera. E aí me deparava com todo o meu ceticismo e minha dificuldade de crer.
Uma das dificuldades que temos com as histórias bíblicas é que elas refletem uma realidade muito diferente da nossa, com a qual temos dificuldade de nos relacionar. Acabam sendo coisa de outro tempo e de outro mundo. Tenho visto que um dos segredos é tentar trazer o relato bíblico para dentro do nosso mundo. Aí vejo que ele cabe muito bem na nossa realidade e vai tomando formas que constroem uma bonita ponte entre aquela realidade e a nossa; e o nosso ceticismo vai sendo vencido pela realidade do amor e do cuidado de Deus. E estes, por sua vez, vão tomando forma e assumindo diferentes sabores, cheiros e expressões, sempre a nos dizer que Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13.8) e cuida de nós ontem, hoje e sempre.
Vamos ver isso mais de perto?
O cuidado de Deus assume muitas formas
Cada vez mais eu me vejo envolto pelo cuidado de Deus e falando desse cuidado que expressa a natureza divina e nos cativa com seu amor. Esse cuidado assume muitas e diferentes formas e se expressa nas pequenas coisas da vida e no nosso cotidiano. Mas às vezes ele assume uma forma radical e dramática.
Quem já não ouviu falar da história de Elias e de como Deus o sustentou à beira de um riacho remoto, à base de pão e carne? Cardápio simples e suficiente, mas servido de um jeito estranho e nada apetitoso: “disk-corvo”! O problema é o corvo que, sob orientação direta de Deus, visita o profeta duas vezes ao dia: “Depois disso a palavra do Senhor veio a Elias: ‘Saia daqui, vá para o leste e esconda-se perto do riacho de Querite, a leste do Jordão. Você beberá do riacho, e dei ordem aos corvos para o alimentarem lá.’ E ele fez o que o Senhor lhe tinha dito. Foi para o riacho de Querite, a leste do Jordão, e ficou lá. Os corvos lhe traziam pão e carne de manhã e de tarde, e ele bebia água do riacho” (1 Rs 17.2-6).
Falemos cá entre adultos: nós celebramos o sustento que Deus dá ao profeta, mas seu jeito de fazê-lo não desce com tanta facilidade na garganta da nossa credibilidade. Seja porque não nos agrada a idéia de um corvo chegar carregando nosso almoço num bico que bicou sei lá onde, seja porque a nossa verve racional começa a fazer perguntas sobre este episódio. Então, preferimos contá-lo a um grupo de crianças crédulas e fascinar-nos com o seu cativamento!
Trazendo o "corvo" para mais perto
Certa vez, visitando os pais da Silêda no Maranhão, eu compartilhei com eles a minha estranheza acerca do corvo levando carne ao profeta. “Que tipo de carne?”, comentei.
Então a mãe dela, mulher de histórias e parábolas, falou: “Pois é... papai sempre nos contava daquela vez em que a família dele foi alimentada por um urubu!”
E contou uma experiência ocorrida lá pelo final do século 19, quando a família do seu pai vivia no interior do Ceará. A vida era difícil e atormentada. Às vezes, eles tinham de abandonar a casa por causa dos bandos de cangaceiros que tomavam conta de tudo. Eles chegavam e se instalavam na propriedade, sem dia marcado para ir embora. Quem não fugia, morria. E os donos acabavam debandando. A necessidade constante de fugir já fizera disso uma empreitada organizada. Suprimentos e utensílios básicos tinham de acompanhar a fuga, pois não se sabia quanto tempo a família inteira precisaria ficar escondida no mato.
Numa dessas fugas, a permanência no esconderijo prolongou-se além do previsto. Os dias passavam e nada de os bandidos irem embora. Os mantimentos estavam acabando, o nervosismo aumentando e todos vivendo a dificuldade de não saber o que fazer. E chegou o dia em que só havia feijão para cozinhar. Era o resto, e era só feijão mesmo. Nem sal havia!
Era costume na região salgar a carne e pendurá-la num varal para secar e virar carne de sol. Volta e meia os varais eram visitados por famintos urubus. Pois não é que naquele dia, enquanto o feijão cozinhava na panela, um bando de urubus sobrevoou o local e um deles, não conseguindo mais carregar o toucinho que havia roubado de algum varal, deixou-o cair justamente ali! Na pressa do roubo e sem muito tempo para fazer escolhas, ele havia agarrado um pedaço maior do que suas garras podiam transportar. Cansadas, elas se renderam e o toucinho despencou exatamente lá onde a família escondida olhava, ansiosa e faminta, para o feijão sem tempero!
Foi pura benção e absoluto cuidado de Deus! O feijão foi salgado e a refeição enriquecida pelo presente do urubu. Assim, não apenas Elias foi alimentado por um corvo. Aqueles rostos ansiosos e tensos, no indesejado esconderijo, nos confins do sertão nordestino, experimentaram o alimento trazido por um “corvo” como um providencial presente, tão inesperado e inusitado quanto necessário.
Dona Lídia me trouxe a história de Elias para perto. Para a sua própria família, ainda que para dias que já vão longe. Mas ela me ajudou a entender que a história de Elias é coisa de Deus e, sendo de Deus, é coisa para os nossos dias. A dificuldade é que muitas vezes não queremos nem conseguimos ver os corvos trazendo o nosso toucinho, expressão do cuidado e do amor de Deus. Mas que tem toucinho no feijão, isso tem.
Valdir Steuernagel é pastor luterano, trabalha com a World Vision International e com o Centro de Pastoral e Missão, em Curitiba. É autor de, entre outros, Para Falar das Flores... e Outras Crônicas.
www.juvep.com.br
08/03/2013
NÃO ESQUECER DE ONDE VIEMOS
Conta-se que certo dia Bill Gates foi ao restaurante junto com sua esposa e filhos, duas meninas e um garoto. Eles sentaram-se em mesas diferentes, mas foram atendidos pelo mesmo garçom.
Durante a janta tudo ocorreu normalmente. Depois de pedir a conta Bill a pagou na mesa, deixando para o garçom uma gorjeta de 5 dólares. O que deixou o homem com uma cara estranha, o que chamou a atenção de Bill, que perguntou: “O que houve?”
O garçom respondeu: “EU acho um pouco estranho, pois seus filhos me deram 500 dólares de gorjeta e você, sendo o homem mais rico do mundo, me deu apenas 5.”
Bill sorriu e falou: “Eles são filhos do homem mais rico do mundo, eu sou filho de um lenhador…”
Moral: Jamais devemos esquecer-nos de onde viemos.
De um email.
Durante a janta tudo ocorreu normalmente. Depois de pedir a conta Bill a pagou na mesa, deixando para o garçom uma gorjeta de 5 dólares. O que deixou o homem com uma cara estranha, o que chamou a atenção de Bill, que perguntou: “O que houve?”
O garçom respondeu: “EU acho um pouco estranho, pois seus filhos me deram 500 dólares de gorjeta e você, sendo o homem mais rico do mundo, me deu apenas 5.”
Bill sorriu e falou: “Eles são filhos do homem mais rico do mundo, eu sou filho de um lenhador…”
Moral: Jamais devemos esquecer-nos de onde viemos.
De um email.
24/02/2013
A LIÇÃO DA TAMAREIRA
Tive a oportunidade de visitar a Igreja egípcia no final de novembro do ano passado (2007). Uma das lições mais marcantes que aprendi lá foi sobre a tamareira. Ela é como uma palmeira, e as frutas ficam presas em cachos lá no alto, perto das folhas.
Só existem duas maneiras de se conseguir uma tâmara. Uma forma é subindo na árvore. Essa, entretanto, é uma tarefa bastante difícil, por causa do tronco liso, sem galhos para apoiar as mãos e os pés. Uma vez lá no alto, você ainda vai ter de separar as frutas maduras das verdes. E nem me pergunte como descer da árvore carregando as tâmaras...
A outra forma, mais fácil e mais usada, é jogar uma pedra na árvore e ficar embaixo dela enquanto as frutinhas maduras caem.
A lição não é sobre a arte de colher tâmaras. A lição está na árvore. Ela devolve a pedrada com o melhor que ela tem, algo doce e gostoso.
O desafio é ser como a tamareira.
Há muita gente sendo apedrejada e ainda pagando o mal com o bem. Muitos estão semeando a semente do amor, enquanto não discriminados e excluídos. São inúmeras as oportunidades de ser uma tamareira, respondendo às pedradas com palavras de amor e doçura.
(Daila Fanny, de Portas Abertas – adaptado).
Só existem duas maneiras de se conseguir uma tâmara. Uma forma é subindo na árvore. Essa, entretanto, é uma tarefa bastante difícil, por causa do tronco liso, sem galhos para apoiar as mãos e os pés. Uma vez lá no alto, você ainda vai ter de separar as frutas maduras das verdes. E nem me pergunte como descer da árvore carregando as tâmaras...
A outra forma, mais fácil e mais usada, é jogar uma pedra na árvore e ficar embaixo dela enquanto as frutinhas maduras caem.
A lição não é sobre a arte de colher tâmaras. A lição está na árvore. Ela devolve a pedrada com o melhor que ela tem, algo doce e gostoso.
O desafio é ser como a tamareira.
Há muita gente sendo apedrejada e ainda pagando o mal com o bem. Muitos estão semeando a semente do amor, enquanto não discriminados e excluídos. São inúmeras as oportunidades de ser uma tamareira, respondendo às pedradas com palavras de amor e doçura.
(Daila Fanny, de Portas Abertas – adaptado).
23/01/2013
ROSA BONHEUR E SEU LEÃO
Poucos há que não tenham visto alguns dos lindos quadros da pintora Rosa Bonheur, cuja especialidade era pintar animais.Rosa possuía um leão domesticado, ao qual deu o nome de Nero, e que lhe era muito manso e dócil. Um dia Rosa teve de ausentar-se de Paris, onde morava, e assim mandou Nero para o Jardim Zoológico, certa de que lá iria ser bem tratado.
Depois de viajar dois anos, voltou e foi ver seu querido leão. Para sua tristeza, encontrou-o muito doente e cego. Ali estava deitado sozinho a um canto, quando sua dona lhe disse: "Nero!" O pobre animal saltou imediatamente e, com grande rugido de contentamento, correu com tanta força em direção de Rosa que, batendo contra as grades da jaula, caiu atordoado.
Rosa tomou seu fiel amigo e o levou para casa, cuidando dele até à morte.
Quando o grande leão estava para morrer, nos braços de sua dona, com a língua, áspera como um ralo, lambia debilmente as mãos bondosas de Rosa, segurando-as firmemente com as garras, em sua agonia mortal.
Com essa derradeira carícia, parecia dizer: "Não me abandone!"
Assim oamor amansa até as criaturas mais ferozes. – Dumb Animals
Mil Ilustrações Selecionadas
Prof. D. PEIXOTO DA SILVA
05/01/2013
UM CRISTÃO E UM ZOMBADOR
Dois passageiros em um trem falavam sobre questões religiosas. Um deles, ferrenho opositor do cristianismo, começou a explicar sua rejeição pela fé criticando com prazer as enormes e evidentes falhas dos cristãos.
O outro passageiro, cristão experimentado e já idoso, escutou cuidadosamente tudo o que foi dito. Sabia que muitas das críticas eram verdadeiras e, portanto, legítimas. Por um momento permaneceu em silêncio. Contudo, quando o zombador quis obter o apoio de outros passageiros, o ancião falou: “Percebo que você faz questão de ver toda a impiedade que existe no meio dos cristãos. Você é bom em destacar as faltas deles. Bem, eu sou cristão e amo o Senhor Jesus Cristo e Seu povo. Não vou pronunciar uma única palavra em defesa dos cristãos, mas desafio você a falar qualquer coisa contra o próprio Senhor Jesus”.
Surpreso, o primeiro homem teve de admitir: “De fato, não posso dizer nada contra Ele”.
“Certo”, continuou o cristão, “foi isso que me atraiu para Ele. Quanto mais O conheço, mais percebo como sou diferente dEle e como minhas falhas me tornam fraco. Agora me diga: Quando eu descobri que Ele morreu por meus pecados, como poderia deixar de amá-Lo? Desde então eu O tenho servido, e toda a iniqüidade cometida por aqueles que dizem pertencer a Ele não tem o poder de me afastar de tão grande amor. Minha salvação depende do que Ele fez, não do que os cristãos fazem.”
Extraído do devocional "Boa Semente" - literatura@terra.com.br
O outro passageiro, cristão experimentado e já idoso, escutou cuidadosamente tudo o que foi dito. Sabia que muitas das críticas eram verdadeiras e, portanto, legítimas. Por um momento permaneceu em silêncio. Contudo, quando o zombador quis obter o apoio de outros passageiros, o ancião falou: “Percebo que você faz questão de ver toda a impiedade que existe no meio dos cristãos. Você é bom em destacar as faltas deles. Bem, eu sou cristão e amo o Senhor Jesus Cristo e Seu povo. Não vou pronunciar uma única palavra em defesa dos cristãos, mas desafio você a falar qualquer coisa contra o próprio Senhor Jesus”.
Surpreso, o primeiro homem teve de admitir: “De fato, não posso dizer nada contra Ele”.
“Certo”, continuou o cristão, “foi isso que me atraiu para Ele. Quanto mais O conheço, mais percebo como sou diferente dEle e como minhas falhas me tornam fraco. Agora me diga: Quando eu descobri que Ele morreu por meus pecados, como poderia deixar de amá-Lo? Desde então eu O tenho servido, e toda a iniqüidade cometida por aqueles que dizem pertencer a Ele não tem o poder de me afastar de tão grande amor. Minha salvação depende do que Ele fez, não do que os cristãos fazem.”
Extraído do devocional "Boa Semente" - literatura@terra.com.br
11/12/2012
A ORIGEM DA ÁRVORE DE NATAL
E a polêmica em torno do seu uso entre os cristãos
A Origem da Árvore de Natal
Há mais de 400 anos que a Árvore de Natal é um dos mais populares símbolos natalinos. Sua história, porém, remonta ao oitavo século d.C., quando o arcebispo e missionário católico Bonifácio (que após ser martirizado foi canonizado como São Bonifácio) criou a chamada “Árvore do Paraíso” – como os primeiros cristãos alemães a chamavam.
Os antigos germânicos, antes de serem cristianizados, acreditavam que o mundo e todos os astros estavam sustentados nos ramos de uma grande árvore chamada por eles de o “divino Idrasil” ou o “deus Odim”, a quem rendiam culto a cada ano, no período do solstício de inverno (em dezembro), época em que supunham que a vida na Terra era renovada. A celebração desse dia consistia em adornar uma grande árvore com tochas que representavam as estrelas, a lua e o sol. Em torno dessa árvore, eles cantavam e dançavam adorando ao deus pagão Odim e a seu filho Thor. Porém, no oitavo século, o missionário católico Bonifácio começou a cristianizar os pagãos germânicos e derrubou o grande carvalho em adoração a Odim e a Thor. Esse acontecimento se deu em 723 d.C. e é considerado o evento que marca oficialmente o início da cristianização dos povos germânicos. Com a madeira do grande carvalho, Bonifácio construiu uma capela que viria a ser a primeira sede do bispado católico na Alemanha. Hoje, no mesmo lugar, encontra-se a catedral de Fritzlar.
Foi Bonifácio quem ensinou aos pagãos germânicos a verdadeira origem do mundo segundo a Bíblia. Ele ensinou-lhes também a criação de Adão e Eva, a Queda do homem, e Jesus, o Filho de Deus que veio morrer para expiação dos nossos pecados. Então, após derrubar o antigo carvalho, o missionário católico resolveu plantar no mesmo lugar um pinheiro e o adornou com maçãs e velas, dando-lhe um simbolismo cristão. Assim, maçãs representavam as tentações, o pecado original, uma referência à árvore do Jardim do Éden; e as velas representavam Cristo, a luz do mundo. Dessa forma, o antigo culto a Odim no período da festa do solstício foi substituído pelo culto ao Deus cristão, o verdadeiro Criador do mundo, e o pinheiro com esses enfeites de simbolismo cristão começou a ser usado para celebrar a criação do mundo e dos primeiros seres humanos por Deus. O pinheiro adornado passou a ser chamado por eles de “Árvore do Paraíso”. Bonifácio seria martirizado em 754 d.C. na Frísia por pagãos que se opunham à evangelização naquele lugar.
Assim, do século 8 ao século 16, para os cristãos germânicos medievais, a data de 24 de dezembro, além de ser véspera de Natal, era também o dia da festa religiosa de Adão e Eva, que rememorava a criação do primeiro homem e da primeira mulher por Deus. E nessa festa, a peça usada para celebrar a data nas casas era justamente uma árvore de pinheiro com maçãs penduradas, para representar a “Árvore do Paraíso” no Jardim do Éden. Inclusive, com o passar dos anos, os católicos alemães que ainda tinham essa prática passaram a enfeitar ainda mais essas árvores para a festa. Passaram, por exemplo, a pendurar nelas também bolinhos delgados, simbolizando a hóstia, para lembrar a redenção do homem por meio do sacrifício de Cristo.
O detalhe é que, como o Natal era celebrado no dia seguinte à Festa de Adão e Eva, as casas costumavam usar, durante as comemorações das duas datas, além da “Árvore do Paraíso”, uma peça de madeira, geralmente de formato piramidal e cheia de prateleiras, para pendurar figuras de Natal decoradas com sempre-verdes e velas. Uma dessas figuras era uma estrela representando aquela que guiou os magos do Oriente a Cristo em Belém (Mt 2.1,2,9-12).
Então, quando chega o século 16, nasce na Alemanha, de fato, a Árvore de Natal, como uma “fusão” das duas peças: a “Árvore do Paraíso” de Bonifácio e a o móvel natalino de madeira para pendurar figuras de Natal. A tradição alemã aponta para o reformador Martinho Lutero como o grande catalisador dessa fusão. Lutero teria sido o primeiro a usar o pinheiro como peça natalina. Conta-se que, em uma noite de inverno no mês de dezembro, no século 16, Lutero teria olhado para o céu através de alguns pinheiros que cercavam a trilha no meio da neve e visto o firmamento intensamente estrelado, parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, ele arrancou um pequeno pinheiro e o levou para casa. Lá chegando, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o não apenas com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos, mas também com papeis coloridos para enfeitá-lo ainda mais. A partir daquele momento, o pinheiro passou a ser usado como símbolo do Natal em sua casa e, posteriormente, também na de outras famílias, que gostaram da ideia, fazendo nascer, de fato, o que hoje conhecemos como Árvore de Natal.
Segundo a tradição alemã, Lutero queria mostrar às crianças, por meio dessa árvore enfeitada, “como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo”. Os católicos convertidos ao protestantismo, e que antes usavam a “Árvore da Vida” de Bonifácio, substituíram os bolinhos, que representavam as hóstias, por biscoitos de formatos os mais variados. Com o passar dos séculos, a tradição da Árvore de Natal foi se espalhando pela Europa e os Estados Unidos por meio da imigração, chegando à América Latina, e ao Brasil, no século 19. E de lá para cá, algumas mudanças também aconteceram, com as maçãs sendo trocadas por bolas artificiais e as velas, com o surgimento da luz elétrica, por luzes artificiais.
Apesar da origem cristã da Árvore de Natal, muitos cristãos de hoje preferem não usá-la em suas casas, por temerem estar, de alguma forma, mesmo que indiretamente, se assemelhando aos povos pagãos do passado (como os pagãos germânicos), que usavam árvores sagradas para celebrar o solstício de dezembro. Outros cristãos, porém, não se importam em usá-las particularmente em suas casas, já que as árvores de Natal, desde sua origem no século 16, não têm e nunca tiveram o mesmo significado das árvores sagradas pagãs, pois nunca foram objetos de adoração ou sequer veneração, mas apenas um enfeite natalino com simbolismos cristãos cuja origem remonta aos primeiros cristãos alemães no século 8 e aos primeiros protestantes alemães no século 16. Seja como for, essa é uma questão de consciência, para o qual podemos aplicar o princípio de Romanos 14: Se algum irmão vê a Árvore de Natal de uma forma diferente do seu real significado, é melhor não usá-la, por questão de consciência. Além do mais, não convém usar árvores de Natal em templos, por duas razões: primeiro, em respeito à consciência dos irmãos que não a vêm como algo aceitável; e segundo, porque não se trata de uma ordenança bíblica, mas apenas de uma tradição posterior de origem cristã.
Agora, independente de se gostar ou não de Árvore de Natal, fato é que Natal não é Papai Noel, nem meros enfeites de Natal, como os do famoso pinheiro natalino alemão, mas é a celebração do nascimento de Cristo, o Verbo encarnado, que se fez homem para morrer em nosso lugar, para remissão de nossos pecados e nossa completa Salvação. A Ele a Glória, hoje e sempre.
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A Origem da Árvore de Natal
Há mais de 400 anos que a Árvore de Natal é um dos mais populares símbolos natalinos. Sua história, porém, remonta ao oitavo século d.C., quando o arcebispo e missionário católico Bonifácio (que após ser martirizado foi canonizado como São Bonifácio) criou a chamada “Árvore do Paraíso” – como os primeiros cristãos alemães a chamavam.
Os antigos germânicos, antes de serem cristianizados, acreditavam que o mundo e todos os astros estavam sustentados nos ramos de uma grande árvore chamada por eles de o “divino Idrasil” ou o “deus Odim”, a quem rendiam culto a cada ano, no período do solstício de inverno (em dezembro), época em que supunham que a vida na Terra era renovada. A celebração desse dia consistia em adornar uma grande árvore com tochas que representavam as estrelas, a lua e o sol. Em torno dessa árvore, eles cantavam e dançavam adorando ao deus pagão Odim e a seu filho Thor. Porém, no oitavo século, o missionário católico Bonifácio começou a cristianizar os pagãos germânicos e derrubou o grande carvalho em adoração a Odim e a Thor. Esse acontecimento se deu em 723 d.C. e é considerado o evento que marca oficialmente o início da cristianização dos povos germânicos. Com a madeira do grande carvalho, Bonifácio construiu uma capela que viria a ser a primeira sede do bispado católico na Alemanha. Hoje, no mesmo lugar, encontra-se a catedral de Fritzlar.
Foi Bonifácio quem ensinou aos pagãos germânicos a verdadeira origem do mundo segundo a Bíblia. Ele ensinou-lhes também a criação de Adão e Eva, a Queda do homem, e Jesus, o Filho de Deus que veio morrer para expiação dos nossos pecados. Então, após derrubar o antigo carvalho, o missionário católico resolveu plantar no mesmo lugar um pinheiro e o adornou com maçãs e velas, dando-lhe um simbolismo cristão. Assim, maçãs representavam as tentações, o pecado original, uma referência à árvore do Jardim do Éden; e as velas representavam Cristo, a luz do mundo. Dessa forma, o antigo culto a Odim no período da festa do solstício foi substituído pelo culto ao Deus cristão, o verdadeiro Criador do mundo, e o pinheiro com esses enfeites de simbolismo cristão começou a ser usado para celebrar a criação do mundo e dos primeiros seres humanos por Deus. O pinheiro adornado passou a ser chamado por eles de “Árvore do Paraíso”. Bonifácio seria martirizado em 754 d.C. na Frísia por pagãos que se opunham à evangelização naquele lugar.
Assim, do século 8 ao século 16, para os cristãos germânicos medievais, a data de 24 de dezembro, além de ser véspera de Natal, era também o dia da festa religiosa de Adão e Eva, que rememorava a criação do primeiro homem e da primeira mulher por Deus. E nessa festa, a peça usada para celebrar a data nas casas era justamente uma árvore de pinheiro com maçãs penduradas, para representar a “Árvore do Paraíso” no Jardim do Éden. Inclusive, com o passar dos anos, os católicos alemães que ainda tinham essa prática passaram a enfeitar ainda mais essas árvores para a festa. Passaram, por exemplo, a pendurar nelas também bolinhos delgados, simbolizando a hóstia, para lembrar a redenção do homem por meio do sacrifício de Cristo.
O detalhe é que, como o Natal era celebrado no dia seguinte à Festa de Adão e Eva, as casas costumavam usar, durante as comemorações das duas datas, além da “Árvore do Paraíso”, uma peça de madeira, geralmente de formato piramidal e cheia de prateleiras, para pendurar figuras de Natal decoradas com sempre-verdes e velas. Uma dessas figuras era uma estrela representando aquela que guiou os magos do Oriente a Cristo em Belém (Mt 2.1,2,9-12).
Então, quando chega o século 16, nasce na Alemanha, de fato, a Árvore de Natal, como uma “fusão” das duas peças: a “Árvore do Paraíso” de Bonifácio e a o móvel natalino de madeira para pendurar figuras de Natal. A tradição alemã aponta para o reformador Martinho Lutero como o grande catalisador dessa fusão. Lutero teria sido o primeiro a usar o pinheiro como peça natalina. Conta-se que, em uma noite de inverno no mês de dezembro, no século 16, Lutero teria olhado para o céu através de alguns pinheiros que cercavam a trilha no meio da neve e visto o firmamento intensamente estrelado, parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, ele arrancou um pequeno pinheiro e o levou para casa. Lá chegando, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o não apenas com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos, mas também com papeis coloridos para enfeitá-lo ainda mais. A partir daquele momento, o pinheiro passou a ser usado como símbolo do Natal em sua casa e, posteriormente, também na de outras famílias, que gostaram da ideia, fazendo nascer, de fato, o que hoje conhecemos como Árvore de Natal.
Segundo a tradição alemã, Lutero queria mostrar às crianças, por meio dessa árvore enfeitada, “como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo”. Os católicos convertidos ao protestantismo, e que antes usavam a “Árvore da Vida” de Bonifácio, substituíram os bolinhos, que representavam as hóstias, por biscoitos de formatos os mais variados. Com o passar dos séculos, a tradição da Árvore de Natal foi se espalhando pela Europa e os Estados Unidos por meio da imigração, chegando à América Latina, e ao Brasil, no século 19. E de lá para cá, algumas mudanças também aconteceram, com as maçãs sendo trocadas por bolas artificiais e as velas, com o surgimento da luz elétrica, por luzes artificiais.
Apesar da origem cristã da Árvore de Natal, muitos cristãos de hoje preferem não usá-la em suas casas, por temerem estar, de alguma forma, mesmo que indiretamente, se assemelhando aos povos pagãos do passado (como os pagãos germânicos), que usavam árvores sagradas para celebrar o solstício de dezembro. Outros cristãos, porém, não se importam em usá-las particularmente em suas casas, já que as árvores de Natal, desde sua origem no século 16, não têm e nunca tiveram o mesmo significado das árvores sagradas pagãs, pois nunca foram objetos de adoração ou sequer veneração, mas apenas um enfeite natalino com simbolismos cristãos cuja origem remonta aos primeiros cristãos alemães no século 8 e aos primeiros protestantes alemães no século 16. Seja como for, essa é uma questão de consciência, para o qual podemos aplicar o princípio de Romanos 14: Se algum irmão vê a Árvore de Natal de uma forma diferente do seu real significado, é melhor não usá-la, por questão de consciência. Além do mais, não convém usar árvores de Natal em templos, por duas razões: primeiro, em respeito à consciência dos irmãos que não a vêm como algo aceitável; e segundo, porque não se trata de uma ordenança bíblica, mas apenas de uma tradição posterior de origem cristã.
Agora, independente de se gostar ou não de Árvore de Natal, fato é que Natal não é Papai Noel, nem meros enfeites de Natal, como os do famoso pinheiro natalino alemão, mas é a celebração do nascimento de Cristo, o Verbo encarnado, que se fez homem para morrer em nosso lugar, para remissão de nossos pecados e nossa completa Salvação. A Ele a Glória, hoje e sempre.
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07/11/2012
GATO VOADOR
Há algum tempo alguém contou uma história que aconteceu com seu pastor. Ele viu que um gato tinha subido na árvore do quintal de sua casa. Tentou ajudá-lo a descer, mas não conseguiu. Então resolveu amarrar a ponta de uma corda na árvore e a outra ponta no para-choque do seu carro. Foi com o carro para frente tentando fazer a árvore se encurvar até o ponto que pudesse socorrer o gatinho. Quando ele achou que estava no ponto certo para agarrá-lo, a corda se rompeu, e o gato foi arremessado para fora do quintal. Ele se sentiu péssimo vendo o gato voando para longe.
Alguns dias mais tarde, o pastor viu um pacote enorme de ração para gatos no carrinho de uma senhora da sua igreja. Ele sabia que ela odiava gatos, então perguntou-lhe porque estava comprando aquela ração. A senhora respondeu: "Pastor, o senhor não vai acreditar! Minha filhinha estava me implorando para ter um gatinho. Então eu disse que se Deus lhe desse um, ela poderia ficar com ele. Ela se ajoelhou no quintal e orou pedindo um gatinho a Deus. Enquanto ela estava ajoelhada, um gato veio voando pelo ar e caiu em pé bem na frente dela!"
Nunca subestime o valor da oração, nem a habilidade de Deus em responder.
(BBN)
Alguns dias mais tarde, o pastor viu um pacote enorme de ração para gatos no carrinho de uma senhora da sua igreja. Ele sabia que ela odiava gatos, então perguntou-lhe porque estava comprando aquela ração. A senhora respondeu: "Pastor, o senhor não vai acreditar! Minha filhinha estava me implorando para ter um gatinho. Então eu disse que se Deus lhe desse um, ela poderia ficar com ele. Ela se ajoelhou no quintal e orou pedindo um gatinho a Deus. Enquanto ela estava ajoelhada, um gato veio voando pelo ar e caiu em pé bem na frente dela!"
Nunca subestime o valor da oração, nem a habilidade de Deus em responder.
(BBN)
26/10/2012
O PEQUENO HERÓI DA HOLANDA
A Holanda é um país cuja maior parte do território fica abaixo do nível do mar. Enormes muralhas chamadas diques são o que impede o Mar do Norte de invadir a terra, inundando-a completamente. Há séculos o povo se esforça para manter as muralhas resistentes, a fim de que o país continue seco e em segurança. Até as crianças pequenas sabem que os diques precisam ser vigiados constantemente e que um buraco do tamanho de um dedo pode ser algo extremamente perigoso.Há muitos anos, vivia na Holanda um menino chamado Peter. Seu pai era uma das pessoas responsáveis pelas comportas dos diques. Sua função era abrí-las e fechá-las para que os navios pudessem sair dos canais em direção ao mar aberto.
Numa tarde do início do outono, quando Peter tinha oito anos, a mãe o chamou enquanto brincava: – Venha cá, Peter. Vá levar esses bolinhos do outro lado do dique para o seu amigo cego. Se você andar ligeiro e não parar para brincar, vai chegar em casa antes de escurecer.
O menino gostou da tarefa e partiu feliz da vida. Ficou um bom tempo com o pobre cego, contando-lhe sobre o passeio da vinda e o sol e as flores e os navios lá do mar.
De repente, lembrou-se da mãe dizendo para voltar antes de escurecer, despediu-se do amigo e tomou o rumo de casa.
Quando passava pelo canal, percebeu como as chuvas tinham feito subir o nível da água e que elas estavam batendo forte contra o dique, e pensou nas comportas do pai.
“Que bom que elas são tão fortes! Se quebrassem, o que seria de nós? Esses campos lindos ficariam inundados. Meu pai sempre diz que as águas estão “zangadas”. Parece que ele acha que elas estão zangadas por ficarem presas tanto tempo”.
O menino parava a toda hora para pegar umas florzinhas azuis que cresciam à beira do caminho, ou para escutar os coelhos andando pela relva. Mas, com maior freqüencia, sorria ao pensar no pobre cego que tão poucos prazeres tinha e tanto apreciava suas visitas.
De repente, percebeu que o sol estava se pondo e escurecia rápido e voltou correndo para chegar logo em casa.
Nesse exato momento, ouviu um barulho. Parecia água respingando! O menino parou e foi procurar de onde vinha. Encontrou um pequeno buraco no dique por onde corria um fio de água.
Qualquer criança na Holanda morre de medo só de pensar num vazamento dos diques. Peter compreendeu o perigo imediatamente. Se a água passasse por um buraco qualquer, de pequeno ele logo se tornaria grande, e todo o país seria inundado. O menino prontamente percebeu o que deveria fazer. Jogou fora as flores, desceu a encosta lateral do dique e enfiou o dedo no furo.
A água parou de vazar! E Peter ficou pensando com seus botões: “Ahá! As águas zangadas vão ficar presas. Posso contê-las com meu dedo. A Holanda não vai ser inundada enquanto eu estiver aqui”.
Correu tudo bem no início, mas logo escureceu e esfriou. O menino começou a gritar bem alto: "Socorro! Alguém, venha até aqui!"
Mas ninguém ouviu; ninguém veio ajudar.
Foi fazendo cada vez mais frio; o braço começou a doer e a ficar dormente. Ele tornou a gritar: "Será que ninguém virá aqui? Mãe! Mãe!"
Mas ela já tinha procurado pelo menino muitas vezes desde que o sol se fora, olhando pelo caminho do dique até onde a vista alcançava, e decidiu voltar para casa e fechar a porta, achando que ele havia decidido passar a noite com o amigo cego, e estava disposta a ralhar com ele no dia seguinte por ter ficado fora de casa sem sua permissão.
Peter tentou assobiar, mas os dentes batiam de frio. Pensou no irmão e na irmã, aconchegados no calor de suas camas, e no pai e na mãe. ”Não posso deixá-los afogar. Preciso ficar aqui até que alguém venha, mesmo que passe a noite inteira”.
A lua e as estrelas brilhavam, iluminando o menino recostasdo numa pedra junto ao dique. A cabeça pendeu para o lado, os olhos fecharam, mas Peter não adormeceu, pois a toda hora esfregava a mão que estava detendo o mar zangado.
“De alguma forma, eu vou agüentar!”, pensava ele. E passou a noite inteira ali, contendo as águas.
De manhã, bem cedinho, um homem a caminho do trabalho achou ter ouvido um gemido enquanto passava por cima do dique. Inclinou-se na borda e encontrou o menino agarrado à parede da muralha.
- O que aconteceu? Você está machucado?
- Estou segurando a água do mar!, gritou Peter. Mande vir socorro logo!
O alerta foi dado imediatamente. Chegaram várias pessoas com pás, e logo o furo estava consertado.
Peter foi levado para casa, ao encontro dos pais, e rapidamente todos ficaram sabendo que ele lhes havia salvo as vidas naquela noite. E até hoje, ninguém esquece do corajoso pequeno herói da Holanda.
(Adaptação do original de Etta Austin Blaisdell e Mary Frances Blaisdell)
(Fonte: www.linkdobebe.com.br)
http://www.sermao.com.br/ilustracoes/o-pequeno-heroi-da-holanda/
17/09/2012
"HATYKVA" CANTO DE ESPERANÇA
Um jovem poeta, comovido com a criação, após dois mil anos, do primeiro assentamento judaico em Eretz Israel (a Terra de Israel), escreveu um poema em hebraico. Quando um fazendeiro de Rishon LeZion o ouviu, emocionou-se e compôs a melodia. A canção se tornou o hino nacional de Israel, Hatikva – A Esperança.
Suas palavras calam fundo na alma judaica. Falam da esperança imortal do povo judeu ao longo dos anos de exílio, do acalentado sonho de um dia retornar, soberano e independente, à sua terra ancestral.
Hatikva é um hino relativamente curto. Na realidade, é composto de apenas duas estrofes. A letra foi tirada do primeiro verso e da rima do poema “Tikvatenu” (“Nossa Esperança”), escrito por Naftali Herz Imber. Este o compôs, com apenas 22 anos, por volta de 1878. A fundação, naquele ano, de Petach Tikva (em hebraico, Portal da Esperança), o primeiro assentamento judaico em Israel, emocionou-o profundamente e, influenciado por um capítulo do profeta Ezequiel, escreveu as palavras que refletem a lembrança, a dor e, principalmente, a esperança de um futuro para o povo judeu.
Hatikva fala dos anseios dos judeus de um dia retornar à terra de seus antepassados – Eretz Israel. Expulso de sua terra no ano 70 d.C. pelo exército romano de Tito, que também destruiu o Templo de Jerusalém, o povo judeu jamais deixou de reverenciar e lembrar a terra que Deus prometera a seus ancestrais. Durante os dois mil anos de exílio, o desejo de retornar nunca deixou o coração judaico. Todos os dias, ele lembra de Sião nas preces e se volta de corpo e alma para Jerusalém, “o Oriente”. As suas comemorações religiosas são estipuladas de acordo com o calendário e as estações do ano em Israel. Essa é a essência da mensagem da primeira estrofe do Hatikva, pois “Sião” é o outro nome atribuído a Jerusalém e Israel.
Mesmo durante os longos anos em que Eretz Israel esteve nas mãos de povos estrangeiros e os judeus viveram sob seu domínio, a esperança de independência e o anseio por liberdade jamais feneceram. Esse é o tema da segunda estrofe do hino, que canta o desejo do povo judeu, de geração em geração – espalhado pelo mundo ou oprimido na terra de seus ancestrais.
A origem do hino Hatikva é tema de debate entre estudiosos. Originalmente foi vinculado à “Sinfonia Boêmia”, do compositor checo Bedrich Smetana (1824-1884). Porém, Zwi Mayerowitch, músico e estudioso da liturgia judaica, afirma que a música foi composta pelo sefaradita Henry Busato, ou Russoto. Ele teria se inspirado na melodia usada em certas sinagogas do rito sefaradi, quando se entoa o Salmo 117, durante o Halel.
Mayerowitch afirmou que a música foi publicada em 1857, vinte anos antes que Smetana compusesse a “Sinfonia Boêmia”. A composição apareceu na obra “Melodias antigas para a liturgia dos judeus espanhóis e portugueses: Harmonizadas por Emanuel Aguilar”.
Durante o 8º Congresso Sionista, em 1907, o hino foi cantado pelos participantes em uma manifestação espontânea, mas precisou enfrentar uma disputa acirrada com outras obras, como, por exemplo, Sham Makom Arozim, que possuía um “fã-clube” maior. Hatikva foi oficialmente adotado como hino do Movimento Sionista, juntamente com a bandeira azul e branca, apenas durante o 18º Congresso Sionista, em 1933.
Com o passar do tempo, algumas das palavras originais foram alteradas; mas, indubitavelmente, o texto carregado de emoção e a melodia suave haviam conquistado o coração das massas judias. Em 1945, Hatikva, o Canto da Esperança, foi entoado cinco dias após a libertação dos sobreviventes do campo de concentração de Bergen-Belsen, quando celebravam o primeiro shabat novamente como homens livres.
Hatikva foi adotada de forma oficiosa como Hino Nacional em 1948, cantado a plenos pulmões por uma multidão, durante a cerimônia de assinatura da Declaração de Independência do Estado de Israel. Já tinha a letra atual e foi executada pela Orquestra Filarmônica de Israel. A oficialização, no entanto, veio em novembro de 2004, com a confirmação pelo Knesset, o Parlamento israelense.
Hatikva é único hino, no mundo, que é cantado por um número maior de pessoas na Diáspora (Dispersão), do que em seu próprio solo. É também o único que, em geral, é entoado por pessoas cujo idioma nativo não é o do hino. Ao cantar Hatikva, na Diáspora ou em Israel, os judeus não estão apenas entoando uma linda melodia ou cumprindo um dever cívico. Eles estão, de fato, renovando a promessa de jamais esquecer o sonho de independência e reafirmando que sempre farão o impossível para ajudar o Estado de Israel a prosperar e conquistar o seu lugar no palco das nações. Estão confirmando e reconfirmando, vez após vez, a centralidade de Medinat Israel na vida dos judeus e unindo os dispersos do povo com o Estado de Israel. (extraído de www.morasha.com.br - http://www.beth-shalom.br)
Bibliografia:
– “The Man Behind Hatikvah ”, publicado no livro The Jewish People Almanac, compilado por David C Gross.
– http://www.jewishvirtuallibrary.org.
Assista a um slideshow com a música Hatikva numa versão instrumental, por André Paganeli »
http://www.beth-shalom.com.br/videos/hat.html
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, novembro de 2007.
http://www.chamada.com.br/
Suas palavras calam fundo na alma judaica. Falam da esperança imortal do povo judeu ao longo dos anos de exílio, do acalentado sonho de um dia retornar, soberano e independente, à sua terra ancestral.
Hatikva é um hino relativamente curto. Na realidade, é composto de apenas duas estrofes. A letra foi tirada do primeiro verso e da rima do poema “Tikvatenu” (“Nossa Esperança”), escrito por Naftali Herz Imber. Este o compôs, com apenas 22 anos, por volta de 1878. A fundação, naquele ano, de Petach Tikva (em hebraico, Portal da Esperança), o primeiro assentamento judaico em Israel, emocionou-o profundamente e, influenciado por um capítulo do profeta Ezequiel, escreveu as palavras que refletem a lembrança, a dor e, principalmente, a esperança de um futuro para o povo judeu.
Hatikva fala dos anseios dos judeus de um dia retornar à terra de seus antepassados – Eretz Israel. Expulso de sua terra no ano 70 d.C. pelo exército romano de Tito, que também destruiu o Templo de Jerusalém, o povo judeu jamais deixou de reverenciar e lembrar a terra que Deus prometera a seus ancestrais. Durante os dois mil anos de exílio, o desejo de retornar nunca deixou o coração judaico. Todos os dias, ele lembra de Sião nas preces e se volta de corpo e alma para Jerusalém, “o Oriente”. As suas comemorações religiosas são estipuladas de acordo com o calendário e as estações do ano em Israel. Essa é a essência da mensagem da primeira estrofe do Hatikva, pois “Sião” é o outro nome atribuído a Jerusalém e Israel.
Mesmo durante os longos anos em que Eretz Israel esteve nas mãos de povos estrangeiros e os judeus viveram sob seu domínio, a esperança de independência e o anseio por liberdade jamais feneceram. Esse é o tema da segunda estrofe do hino, que canta o desejo do povo judeu, de geração em geração – espalhado pelo mundo ou oprimido na terra de seus ancestrais.
A origem do hino Hatikva é tema de debate entre estudiosos. Originalmente foi vinculado à “Sinfonia Boêmia”, do compositor checo Bedrich Smetana (1824-1884). Porém, Zwi Mayerowitch, músico e estudioso da liturgia judaica, afirma que a música foi composta pelo sefaradita Henry Busato, ou Russoto. Ele teria se inspirado na melodia usada em certas sinagogas do rito sefaradi, quando se entoa o Salmo 117, durante o Halel.
Mayerowitch afirmou que a música foi publicada em 1857, vinte anos antes que Smetana compusesse a “Sinfonia Boêmia”. A composição apareceu na obra “Melodias antigas para a liturgia dos judeus espanhóis e portugueses: Harmonizadas por Emanuel Aguilar”.
Durante o 8º Congresso Sionista, em 1907, o hino foi cantado pelos participantes em uma manifestação espontânea, mas precisou enfrentar uma disputa acirrada com outras obras, como, por exemplo, Sham Makom Arozim, que possuía um “fã-clube” maior. Hatikva foi oficialmente adotado como hino do Movimento Sionista, juntamente com a bandeira azul e branca, apenas durante o 18º Congresso Sionista, em 1933.
Com o passar do tempo, algumas das palavras originais foram alteradas; mas, indubitavelmente, o texto carregado de emoção e a melodia suave haviam conquistado o coração das massas judias. Em 1945, Hatikva, o Canto da Esperança, foi entoado cinco dias após a libertação dos sobreviventes do campo de concentração de Bergen-Belsen, quando celebravam o primeiro shabat novamente como homens livres.
Hatikva foi adotada de forma oficiosa como Hino Nacional em 1948, cantado a plenos pulmões por uma multidão, durante a cerimônia de assinatura da Declaração de Independência do Estado de Israel. Já tinha a letra atual e foi executada pela Orquestra Filarmônica de Israel. A oficialização, no entanto, veio em novembro de 2004, com a confirmação pelo Knesset, o Parlamento israelense.
Hatikva é único hino, no mundo, que é cantado por um número maior de pessoas na Diáspora (Dispersão), do que em seu próprio solo. É também o único que, em geral, é entoado por pessoas cujo idioma nativo não é o do hino. Ao cantar Hatikva, na Diáspora ou em Israel, os judeus não estão apenas entoando uma linda melodia ou cumprindo um dever cívico. Eles estão, de fato, renovando a promessa de jamais esquecer o sonho de independência e reafirmando que sempre farão o impossível para ajudar o Estado de Israel a prosperar e conquistar o seu lugar no palco das nações. Estão confirmando e reconfirmando, vez após vez, a centralidade de Medinat Israel na vida dos judeus e unindo os dispersos do povo com o Estado de Israel. (extraído de www.morasha.com.br - http://www.beth-shalom.br)
Bibliografia:
– “The Man Behind Hatikvah ”, publicado no livro The Jewish People Almanac, compilado por David C Gross.
– http://www.jewishvirtuallibrary.org.
Assista a um slideshow com a música Hatikva numa versão instrumental, por André Paganeli »
http://www.beth-shalom.com.br/videos/hat.html
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, novembro de 2007.
http://www.chamada.com.br/
15/08/2012
O MELHOR SIGNIFICADO DA PAZ
"O mundo atual assemelha-se a um circo, é divertido, as vezes assusta, e para ser feliz é preciso ser um bom malabarista." Marcio Kühne
CERTA vez um professor lançou um concurso numa renomada universidade de artes plásticas dando a um grupo de alunos a seguinte tarefa: Fazer algum trabalho de arte que expressasse o melhor significado da paz. Lançado o desafio, cada aluno buscou em alguma forma de arte algo que pudesse descrever esse estado de espírito, tanto na natureza, como nas formas e cores de suas obras de arte.
Passado algum tempo, chegou o grande dia da apresentação para a plateia inteira da universidade. Curiosamente um aluno trouxe um vídeo que se tornou o grande vencedor do concurso. Durante algumas semanas esse aluno acompanhou um casal de pássaros construírem um ninho e chocar seus filhotes, num lugar que seria a última opção para um ser humano imaginar que se encontraria paz para um tão delicado e harmonioso trabalho. O lugar escolhido pelo casal de pássaros era embaixo de uma queda dágua muito forte e turbulenta, ventos e pingos da cachoeira balançavam o pequeno ninho de um lado para o outro tirando a aparente paz necessária do determinado casal.
Passaram-se algumas semanas, e as imagens gravadas registraram todo o difícil e delicado trabalho daqueles dois pássaros, mas, enfim, ao amanhecer de um lindo dia de sol, pela primeira vez as imagens registram dois pequenos filhotes que barulhentos que haviam nascido, e os ventos e pingos daquela água fria não tiraram a paz do feliz casal.
Paz em meio à turbulência! O ambiente era o mais impróprio para tentar descrever a paz, mas acontece que a paz não estava na condição do inóspito lugar e sim na convivência daqueles dois passarinhos com toda condição contrária. Uma valiosa lição para todos nós.
---
Em 21 anos, Marcio Kühne já palestrou para mais de 540 mil pessoas em mais de 120 cidades.
Palestras Motivacionais em Congressos Empresariais, Educacionais, Semanas Acadêmicas, Convenções de CDL, Sindicatos e Associações Comerciais.
www.marciokuhne.com.br
CERTA vez um professor lançou um concurso numa renomada universidade de artes plásticas dando a um grupo de alunos a seguinte tarefa: Fazer algum trabalho de arte que expressasse o melhor significado da paz. Lançado o desafio, cada aluno buscou em alguma forma de arte algo que pudesse descrever esse estado de espírito, tanto na natureza, como nas formas e cores de suas obras de arte.
Passado algum tempo, chegou o grande dia da apresentação para a plateia inteira da universidade. Curiosamente um aluno trouxe um vídeo que se tornou o grande vencedor do concurso. Durante algumas semanas esse aluno acompanhou um casal de pássaros construírem um ninho e chocar seus filhotes, num lugar que seria a última opção para um ser humano imaginar que se encontraria paz para um tão delicado e harmonioso trabalho. O lugar escolhido pelo casal de pássaros era embaixo de uma queda dágua muito forte e turbulenta, ventos e pingos da cachoeira balançavam o pequeno ninho de um lado para o outro tirando a aparente paz necessária do determinado casal.
Passaram-se algumas semanas, e as imagens gravadas registraram todo o difícil e delicado trabalho daqueles dois pássaros, mas, enfim, ao amanhecer de um lindo dia de sol, pela primeira vez as imagens registram dois pequenos filhotes que barulhentos que haviam nascido, e os ventos e pingos daquela água fria não tiraram a paz do feliz casal.
Paz em meio à turbulência! O ambiente era o mais impróprio para tentar descrever a paz, mas acontece que a paz não estava na condição do inóspito lugar e sim na convivência daqueles dois passarinhos com toda condição contrária. Uma valiosa lição para todos nós.
---
Em 21 anos, Marcio Kühne já palestrou para mais de 540 mil pessoas em mais de 120 cidades.
Palestras Motivacionais em Congressos Empresariais, Educacionais, Semanas Acadêmicas, Convenções de CDL, Sindicatos e Associações Comerciais.
www.marciokuhne.com.br
03/08/2012
OS PESCADORES
Ora, aconteceu que existia um grupo de pessoas que se chamava "Os Pescadores". Eles organizaram um clube. E eis que havia um grande número de peixes nos rios da região.
Mês após mês e ano após ano, esses pescadores se reuniam em seu clube para falar acerca da vocação para pescar. Falavam também da abundância de peixes e da metodologia apropriada para pescar.
Faziam também contínuas pesquisas em busca de novos e melhores modos de pescar. Patrocinavam dispendiosas conferências e congressos para discutir a arte de pescar, para promover a pesca e para debater o tema da pescaria.
Grandes centros foram criados e cursos eram oferecidos a respeito das necessidades dos peixes, a cultura dos peixes e onde encontrar peixes.
Os que ensinavam nesses cursos tinham doutorados em Peixologia, mas tinham pouca experiência em matéria de pescar peixes. Eles somente ensinavam aos outros como pescar com técnica.
E aqueles que eram enviados para pescar faziam exatamente o mesmo que faziam os que os tinham enviado. Organizavam mais clubes.
Analisavam o peixe e discutiam o que era necessário para apanhar peixes. Mas uma coisa eles não faziam: Pescar.
(www.sfnet.com.br/~central/)
Mês após mês e ano após ano, esses pescadores se reuniam em seu clube para falar acerca da vocação para pescar. Falavam também da abundância de peixes e da metodologia apropriada para pescar.
Faziam também contínuas pesquisas em busca de novos e melhores modos de pescar. Patrocinavam dispendiosas conferências e congressos para discutir a arte de pescar, para promover a pesca e para debater o tema da pescaria.
Grandes centros foram criados e cursos eram oferecidos a respeito das necessidades dos peixes, a cultura dos peixes e onde encontrar peixes.
Os que ensinavam nesses cursos tinham doutorados em Peixologia, mas tinham pouca experiência em matéria de pescar peixes. Eles somente ensinavam aos outros como pescar com técnica.
E aqueles que eram enviados para pescar faziam exatamente o mesmo que faziam os que os tinham enviado. Organizavam mais clubes.
Analisavam o peixe e discutiam o que era necessário para apanhar peixes. Mas uma coisa eles não faziam: Pescar.
(www.sfnet.com.br/~central/)
24/07/2012
O FILÓSOFO E A CRIANÇA
O filósofo Sintenis imaginou que, se o homem não recebesse instrução religiosa, não teria idéia da divindade e que, coisa enfadonha, passaria a vida sôbre a terra sem ter idéia de um Deus Criador.
Então procurou uma linda criança, apenas sabendo balbuciar seu nome, e que, por conseqüência, jamais ouvira falar de Deus. Uma vez na posse do objeto de seus desejos, afastou-a de todo o mundo, deu-lhe um palácio e um jardim cheio de encantadores prados, fora dos quais não poderia pôr os pés. Velou com cuidado que nenhuma pessoa lhe viesse falar de Deus; tirou tôdas as imagens, tôdas as estátuas, todos os livros que pudessem entranhar esta idéia nela. Em uma palavra, de sua casa de campo, fêz um deserto.
A criança só teve então por mestre a natureza. Mais tarde, o filósofo Sintenis constituiu-se seu professor e intérprete da natureza. Esta educação seguiu-se, durante muitos anos, sem nenhum perigo. À medida que a criança crescia, sua inteligência robustecia; mas ela jamais ouviu falar de Deus, e isto fazia a alegria de seu mestre. Logo, dizia consigo mesmo, eu poderia apresentar, à Academia de Paris, um jovem que jamais imaginou que houvesse um Deus.
Um dia, muito cedo, logo que o sol principiou a clarear o céu, o filósofo fazia um passeio solitário no bosque que, e viu, de repente, o jovem descer ao jardim. “Aonde irá com tanta pressa? Por que sai êle a esta hora matinal?", dizia consigo mesmo. E, escondido por trás das árvores do bosque, seguiu com a vista e viu-o subir a uma elevação que dominava um lago no cristal do qual se refletiam todos os resplendores do sol nascente.
Era a hora do despertar das aves, era o momento em que, alegremente e batendo asas, elas saudavam a volta do sol com seus cantos harmoniosos. Era o momento em que as flores cravejadas de orvalho e abrindo suas corolas, exalavam para o céu seus mais delicados perfumes.
De joelhos, no meio das flores, com as quais êle rivalizava em beleza, o jovem misturou sua voz harmoniosa aos concertos das aves, e, vendo o sol nascente: "Ó sol! quanto és belo! Êle te fêz esplêndido, o Criador que te enviou ao mundo. Ó sol, vês, por acaso, o Criador de tôdas as coisas? Se o vês, dize-lhe que eu muito o amo, e que muito desejaria conhecê-lo; se o vês, dá-lhe de minha parte um beijo sôbre a sua eterna fronte." Calou-se e, levando a mão aos lábios, enviou-lhe beijos para levar a êste Deus que amava de todo o coração.
Escondido nas árvores, Sintenis tudo ouviu. Comoveu-se quase até às lágrimas, e, tremendo, correu até ao montículo e, abraçando o jovem com transporte, exclamou: "Quem te disse que havia no céu um Criador?" "Quem mo disse? Foi êsse sol, que não podíeis colocar no alto, porque sois muito pequeno para isso. Quem mo disse? Foram estas plantas, que sobem da terra sem que vosso dedo esteja aí para as lançar para fora; foi este coração, que nem vós nem eu fazemos bater dentro do peito”. O jovem, falando, estava encantador. Seu semblante era tão brilhante, que semelhava o mesmo sol.
O filósofo, perante esta linguagem sublime, que estava bem longe de esperar, pôs-se a chorar, bateu com a mão na fronte e exclamou: Ó incrédulos, vós sois uns impostores!"
Afonso Celso
(Quarto Livro de Leitura, 1945 - pagina 13 - 17ª ed - Ed Vozes)
12/07/2012
O PASTOR DAS OVELHAS
Uma senhora idosa, enferma, enfrentava sérias dificuldades financeiras, além de passar por constantes injustiças e ingratidão por parte de alguns familiares, que usufruíam de boa situação sócio-econômica.
A despeito dos percalços, a senhora mantinha uma impassível atitude de serenidade e discrição; semblante risonho, demonstrando uma cativante bondade. Jamais confidenciava ou reclamava, a quem quer que fosse acerca das aflições ou da penúria do seu viver diário.
Membro fiel de uma igreja evangélica, em uma zona rural, procurava ser assídua aos cultos, sendo igual e carinhosamente estimada pelos membros da comunidade.
Certa vez o ministro de sua igreja foi visitá-la, e após a habitual assistência pastoral, com leitura da Bíblia e oração, indagou:
- Diante das inúmeras dificuldades a senhora consegue dormir bem?
- Na verdade não consigo dormir muito bem, respondeu ela com humildade.
- Acho que a irmã fecha os olhos e começa a contar as ovelhas, pulando a cerca, até que o sono chegue!, brincou o ministro.
- Não, disse ela. Apenas fecho os olhos e procuro conversar com o Grande Pastor das Ovelhas!
A. Dudley Dennison Jr.
Revista Círculo de Oração 19 / Abr a Jun, 87 - CPAD
A despeito dos percalços, a senhora mantinha uma impassível atitude de serenidade e discrição; semblante risonho, demonstrando uma cativante bondade. Jamais confidenciava ou reclamava, a quem quer que fosse acerca das aflições ou da penúria do seu viver diário.
Membro fiel de uma igreja evangélica, em uma zona rural, procurava ser assídua aos cultos, sendo igual e carinhosamente estimada pelos membros da comunidade.
Certa vez o ministro de sua igreja foi visitá-la, e após a habitual assistência pastoral, com leitura da Bíblia e oração, indagou:
- Diante das inúmeras dificuldades a senhora consegue dormir bem?
- Na verdade não consigo dormir muito bem, respondeu ela com humildade.
- Acho que a irmã fecha os olhos e começa a contar as ovelhas, pulando a cerca, até que o sono chegue!, brincou o ministro.
- Não, disse ela. Apenas fecho os olhos e procuro conversar com o Grande Pastor das Ovelhas!
A. Dudley Dennison Jr.
Revista Círculo de Oração 19 / Abr a Jun, 87 - CPAD
15/06/2012
O POTE QUEBRADO
Conta-se a história de um trabalhador pobre que ganhava a vida transportando água para os seus vizinhos. Para isto ele usava dois potes, que pendurava nas pontas de uma vara. Um dos potes , contudo, tinha uma pequena rachadura, de maneira que quando o carregador chegava ao lugar onde devia entregar a água, uma grande parte dela se perdera pelo caminho.
Isto durou muito tempo, até que, um dia, o pote rachado ficou tão envergonhado por perder tanta água, que falou ao seu dono: “Sinto-me tão incompetente e tão incapaz por perder tanta água. Estou frustrado e humilhado por não ser como o outro pote e prestar a você um serviço completo. Sempre que você chega ao destino só consigo fornecer metade da água que tinha ao começar a viagem. Sinto-me tão inútil!”.
Ao ouvir estas palavras, o carregador de água disse ao pote rachado: “Infelizmente você tem estado tão preocupado em reter a água, lutando contra o problema da rachadura, que não tem reparado numa coisa maravilhosa que aconteceu durante todo este tempo. Mas venha, que eu lhe mostrarei”.
O carregador de água foi com o pote até a fonte onde apanhava água diariamente, e começou a percorrer lentamente o caminho que fazia todos os dias, mostrando-lhe as belíssimas flores que ficavam à margem do caminho. Finalmente disse-lhe: “Está vendo estas flores? Elas são regadas várias vezes ao dia pela água que vasa da sua rachadura, por isso estão tão bonitas! Se não fosse essa rachadura, não haveria flores à beira da estrada, a alegrar a vida dos que passam por aqui.”
(anônimo)
Isto durou muito tempo, até que, um dia, o pote rachado ficou tão envergonhado por perder tanta água, que falou ao seu dono: “Sinto-me tão incompetente e tão incapaz por perder tanta água. Estou frustrado e humilhado por não ser como o outro pote e prestar a você um serviço completo. Sempre que você chega ao destino só consigo fornecer metade da água que tinha ao começar a viagem. Sinto-me tão inútil!”.
Ao ouvir estas palavras, o carregador de água disse ao pote rachado: “Infelizmente você tem estado tão preocupado em reter a água, lutando contra o problema da rachadura, que não tem reparado numa coisa maravilhosa que aconteceu durante todo este tempo. Mas venha, que eu lhe mostrarei”.
O carregador de água foi com o pote até a fonte onde apanhava água diariamente, e começou a percorrer lentamente o caminho que fazia todos os dias, mostrando-lhe as belíssimas flores que ficavam à margem do caminho. Finalmente disse-lhe: “Está vendo estas flores? Elas são regadas várias vezes ao dia pela água que vasa da sua rachadura, por isso estão tão bonitas! Se não fosse essa rachadura, não haveria flores à beira da estrada, a alegrar a vida dos que passam por aqui.”
(anônimo)
16/05/2012
A ÚLTIMA VIAGEM DE JOHN HARPER
Em 10 de Abril de 1912, John Harper, um conhecido pregador do evangelho da Escócia, começou sua última jornada na terra. Ele embarcou no RMS Titanic em Southampton em direção aos Estados Unidos para pregar o evangelho em Chicago. Para ele e para mais de 1.500 almas, a jornada terminou quando o navio, que havia sido declarado inafundável, afundou depois de colidir com um iceberg a cerca de 400 milhas da costa do Canadá. Muitos daqueles que pereceram naquela terrível manhã de 15 de Abril de 1912 não estavam prontos para morrer pois não tinham se preparado para a eternidade.
Entretanto, John Harper estava pronto para morrer, pois ele era salvo.Sua última perguntaEnquanto o navio começava a afundar, a maioria das pessoas pensou apenas nelas mesmas e em como sobreviveriam, mas John Harper pensou nos outros e na salvação de suas almas. Ele recusou ao menos uma oportunidade de ser resgatado e logo se viu nas águas geladas do oceano Atlântico. Enquanto ele lutava com as águas sombrias que logo levariam sua vida, ele percebeu um colega de viagem se segurando em um pedaço de madeira. Ele fez ao homem a pergunta mais importante na vida, “Você está salvo?” O estranho respondeu, “Não.” Como você teria respondido?
A última mensagem do pregador
John Harper era um conquistador de almas, então com simplicidade e objetividade características dele, respondeu com um trecho da Bíblia, “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”. (Atos 16:31) Os dois homens se separaram pelas ondas mas se encontraram novamente mais tarde. A mesma pergunta veio dos lábios do pregador que se afogava, “Você está salvo?” De novo o outro homem teve que responder honestamente, “Não.” A mensagem da Bíblia foi repetida, “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.”Seu último convertidoPoucos momentos depois o nobre pregador mergulhou nas águas geladas pela última vez e imediatamente sua alma foi ter com Cristo. John Harper estava no céu. Enquanto isso, em algum lugar naquelas mesmas ondas congelantes seu último contato se tornou seu último convertido, pois o estranho de fato pôs sua confiança no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador e sua alma foi salva. Algum tempo depois, ele foi resgatado ao quase se afogar e, chegando ao Canadá, testemunhou da sua conversão.Você está salvo?
Esta simples pergunta decisiva é realmente o ponto chave de toda a pregação do evangelho. Precisa ser dirigida para toda alma na terra. Deve ser respondida individualmente e sua resposta revela onde a sua alma estará depois que vida na terra acaba. A Bíblia ensina que cada um de nós é uma alma a caminho da eternidade. Deus criou o homem à sua própria imagem e cada um é uma alma vivente (Gênesis 2:7) que nunca deixará de existir. Também cada um é uma alma culpada e condenada diante de Deus. A palavra de Deus diz, “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.” (Romanos 5:12) O Senhor Jesus Cristo ensinou que para ir para o céu, um indivíduo deve ser salvo ou nascido de novo. “Aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3)
Como você pode ser salvo?
Como os passageiros do Titanic que se afogaram, nenhum de nós pode salvar nossa própria alma mas a boa notícia é que Deus proveu salvação através de nosso Senhor Jesus Cristo. O apóstolo Paulo anuncia as boas novas em 1 Timóteo 1:15. “Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores.” A morte do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário foi planejada por Deus para que os pecadores pudessem ser salvos. “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.” (Romanos 5:6) Os 705 passageiros do Titanic que sobreviveram, tiveram de pôr sua confiança nos botes salva-vidas providos. Todos que desejarem ser salvos de perecer eternamente no inferno e no lago de fogo devem pôr sua confiança, como pecadores perdidos, no Senhor Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou por nossos pecados (1 Coríntios 15:3,4).Visto que todos nós caminhamos para a eternidade, qual é a sua resposta para a última pergunta de John Harper? Você está salvo? “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” (Atos 16.31).
http://editoraverdade.com.br/folhetos/o-titanic-voce-esta-salvo
Entretanto, John Harper estava pronto para morrer, pois ele era salvo.Sua última perguntaEnquanto o navio começava a afundar, a maioria das pessoas pensou apenas nelas mesmas e em como sobreviveriam, mas John Harper pensou nos outros e na salvação de suas almas. Ele recusou ao menos uma oportunidade de ser resgatado e logo se viu nas águas geladas do oceano Atlântico. Enquanto ele lutava com as águas sombrias que logo levariam sua vida, ele percebeu um colega de viagem se segurando em um pedaço de madeira. Ele fez ao homem a pergunta mais importante na vida, “Você está salvo?” O estranho respondeu, “Não.” Como você teria respondido?
A última mensagem do pregador
John Harper era um conquistador de almas, então com simplicidade e objetividade características dele, respondeu com um trecho da Bíblia, “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”. (Atos 16:31) Os dois homens se separaram pelas ondas mas se encontraram novamente mais tarde. A mesma pergunta veio dos lábios do pregador que se afogava, “Você está salvo?” De novo o outro homem teve que responder honestamente, “Não.” A mensagem da Bíblia foi repetida, “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.”Seu último convertidoPoucos momentos depois o nobre pregador mergulhou nas águas geladas pela última vez e imediatamente sua alma foi ter com Cristo. John Harper estava no céu. Enquanto isso, em algum lugar naquelas mesmas ondas congelantes seu último contato se tornou seu último convertido, pois o estranho de fato pôs sua confiança no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador e sua alma foi salva. Algum tempo depois, ele foi resgatado ao quase se afogar e, chegando ao Canadá, testemunhou da sua conversão.Você está salvo?
Esta simples pergunta decisiva é realmente o ponto chave de toda a pregação do evangelho. Precisa ser dirigida para toda alma na terra. Deve ser respondida individualmente e sua resposta revela onde a sua alma estará depois que vida na terra acaba. A Bíblia ensina que cada um de nós é uma alma a caminho da eternidade. Deus criou o homem à sua própria imagem e cada um é uma alma vivente (Gênesis 2:7) que nunca deixará de existir. Também cada um é uma alma culpada e condenada diante de Deus. A palavra de Deus diz, “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.” (Romanos 5:12) O Senhor Jesus Cristo ensinou que para ir para o céu, um indivíduo deve ser salvo ou nascido de novo. “Aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3)
Como você pode ser salvo?
Como os passageiros do Titanic que se afogaram, nenhum de nós pode salvar nossa própria alma mas a boa notícia é que Deus proveu salvação através de nosso Senhor Jesus Cristo. O apóstolo Paulo anuncia as boas novas em 1 Timóteo 1:15. “Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores.” A morte do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário foi planejada por Deus para que os pecadores pudessem ser salvos. “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.” (Romanos 5:6) Os 705 passageiros do Titanic que sobreviveram, tiveram de pôr sua confiança nos botes salva-vidas providos. Todos que desejarem ser salvos de perecer eternamente no inferno e no lago de fogo devem pôr sua confiança, como pecadores perdidos, no Senhor Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou por nossos pecados (1 Coríntios 15:3,4).Visto que todos nós caminhamos para a eternidade, qual é a sua resposta para a última pergunta de John Harper? Você está salvo? “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” (Atos 16.31).
http://editoraverdade.com.br/folhetos/o-titanic-voce-esta-salvo
13/04/2012
TRÊS SONHOS DE UMA CRIANÇA
Quero deixar aqui a história de uma das crianças de um dos povoados acompanhados pelo Ministério SOS Sertão que já visitei junto com o grupo de Missionários do projeto.
Prestem bem a atenção e veja qual como é a situação das crianças do Sertão.
Os missionários estavam saindo de um vilarejo do sertão chamado Lagoa Cumprida no município de São paulo do Potengi/RN depois de uma obra social. Todos estavam entrando na kombi do grupo até que uma menina de 9 anos chamada Camila foi correndo até a missionária Isaura. A missionária já conhecia a menina e ela era muito apegada ao grupo.
- Oi, Camila, o que foi?
- Missionária, eu queria pedir uma coisa pra senhora. Será que a senhora pode realizar 3 sonhos meus?
No meio daquela pobreza do sertão, imagine os sonhos de uma criança de 9 anos? Uma casa grande? Algo de valor? Ela ficou com medo de prometer para a menina algo que não estivesse ao alcance dela.
- Olha, Camila, nem tudo eu posso fazer mas o que eu puder fazer para realizar seus 3 sonhos eu vou fazer.
Nessa hora estavam todos curiosos para saber os 3 sonhos.
- O meu primeiro sonho é uma coisa que eu quero usar. Mas aqui ninguém tem, só uma moça mas ela não empresta mais pra gente porque diz que temos muito piolho.
- Mas o que é, Camila?
- Eu queria um pente cor-de-rosa.
- Um pente?!
- É. Aqui a gente precisa pentear o cabelo mas não temos um pente.
- Tudo bem, Camila, eu posso te dar um pente cor-de-rosa. Qual é o segundo?
Agora, foi a menina que hesitou. Pareceu envergonhada.
- Não precisa ser novo, pode ser usado, seu mesmo.
- Mas Camila, o quê que dá em mim pode dar em você?
- Meus pais me falaram que é muito cheiroso e eu queria saber como é.
- E o que é, Camila?
Deu um aperto no coração antes dela dizer o que era.
- Um sabonete. Queria saber como é tomar banho com um.
- Ai, meu Deus, um sabonete…
Aquilo deu um choque. Como assim existe gente no Brasil que nunca VIU um sabonete?
A realidade é bem pior do que muitas pessoas imaginam.
Perto desse povoado existe uma auto-estrada em que raramente passa alguém mas de vez em quando uns caminhoneiros param lá e deixam restos de alimentos para as crianças: quentinhas estragadas, garrafas de água pela metade, outros restos de comida.
- Teve um dia que um moço deu uma coisa para um garoto, mas como era pouco ela não conseguiu dividir com todo mundo. Então esse menino deu pra pelo menos todas as crianças sentirem o cheiro. Era o melhor cheiro do mundo! Nunca senti um cheiro tão bom.
- O quê era, Camila?
- Quando eu ia dormir, eu sonhava que alguém me dava aquilo também e eu acordava pensando que o tinha.
A menina muitas vezes mastigava o vento sonhando com o que o garoto tinha ganhado.
- Esse é o meu terceiro sonho: um biscoito de chocolate.
Um biscoito de chocolate?
Um pente, um sabonete e um biscoito. Com menos de 10 reais dava pra comprar os 3 sonhos da menina.
E não era só a Camila, aquele povoado todo de lá deve estar passando por isso. A Camila foi a porta voz de todas as outras crianças que teve vergonha de pedir o mesmo. Estamos indo lá levando Jesus à essas pessoas e envolvendo todos por uma obra social. Se quem tem que fazer não faz, alguém ter que por a mão na massa.
Missionário Renato Magnus
http://www.missoesnosertao.com/2011/09/os-3-sonhos-de-camila.html
Prestem bem a atenção e veja qual como é a situação das crianças do Sertão.
Os missionários estavam saindo de um vilarejo do sertão chamado Lagoa Cumprida no município de São paulo do Potengi/RN depois de uma obra social. Todos estavam entrando na kombi do grupo até que uma menina de 9 anos chamada Camila foi correndo até a missionária Isaura. A missionária já conhecia a menina e ela era muito apegada ao grupo.
- Oi, Camila, o que foi?
- Missionária, eu queria pedir uma coisa pra senhora. Será que a senhora pode realizar 3 sonhos meus?
No meio daquela pobreza do sertão, imagine os sonhos de uma criança de 9 anos? Uma casa grande? Algo de valor? Ela ficou com medo de prometer para a menina algo que não estivesse ao alcance dela.
- Olha, Camila, nem tudo eu posso fazer mas o que eu puder fazer para realizar seus 3 sonhos eu vou fazer.
Nessa hora estavam todos curiosos para saber os 3 sonhos.
- O meu primeiro sonho é uma coisa que eu quero usar. Mas aqui ninguém tem, só uma moça mas ela não empresta mais pra gente porque diz que temos muito piolho.
- Mas o que é, Camila?
- Eu queria um pente cor-de-rosa.
- Um pente?!
- É. Aqui a gente precisa pentear o cabelo mas não temos um pente.
- Tudo bem, Camila, eu posso te dar um pente cor-de-rosa. Qual é o segundo?
Agora, foi a menina que hesitou. Pareceu envergonhada.
- Não precisa ser novo, pode ser usado, seu mesmo.
- Mas Camila, o quê que dá em mim pode dar em você?
- Meus pais me falaram que é muito cheiroso e eu queria saber como é.
- E o que é, Camila?
Deu um aperto no coração antes dela dizer o que era.
- Um sabonete. Queria saber como é tomar banho com um.
- Ai, meu Deus, um sabonete…
Aquilo deu um choque. Como assim existe gente no Brasil que nunca VIU um sabonete?
A realidade é bem pior do que muitas pessoas imaginam.
Perto desse povoado existe uma auto-estrada em que raramente passa alguém mas de vez em quando uns caminhoneiros param lá e deixam restos de alimentos para as crianças: quentinhas estragadas, garrafas de água pela metade, outros restos de comida.
- Teve um dia que um moço deu uma coisa para um garoto, mas como era pouco ela não conseguiu dividir com todo mundo. Então esse menino deu pra pelo menos todas as crianças sentirem o cheiro. Era o melhor cheiro do mundo! Nunca senti um cheiro tão bom.
- O quê era, Camila?
- Quando eu ia dormir, eu sonhava que alguém me dava aquilo também e eu acordava pensando que o tinha.
A menina muitas vezes mastigava o vento sonhando com o que o garoto tinha ganhado.
- Esse é o meu terceiro sonho: um biscoito de chocolate.
Um biscoito de chocolate?
Um pente, um sabonete e um biscoito. Com menos de 10 reais dava pra comprar os 3 sonhos da menina.
E não era só a Camila, aquele povoado todo de lá deve estar passando por isso. A Camila foi a porta voz de todas as outras crianças que teve vergonha de pedir o mesmo. Estamos indo lá levando Jesus à essas pessoas e envolvendo todos por uma obra social. Se quem tem que fazer não faz, alguém ter que por a mão na massa.
Missionário Renato Magnus
http://www.missoesnosertao.com/2011/09/os-3-sonhos-de-camila.html
16/01/2012
O PODER DO EXEMPLO
Respondeu-me com espontaneidade: "Havia um soldado raso em minha companhia, que já fora punido várias vezes pelo uso imoderado de álcool e por envolver-se em distúrbios nos bairros suspeitos. Todavia, pacientemente aconselhado pelo capelão que dava assistência espiritual à tropa, converteu-se ao Senhor Jesus algumas semanas antes do embarque do nosso regimento para o Egito.
A transformação de sua vida, conduta e costumes, foi na verdade impressionante e radical. Mas, em consequência de decisão tão suprema e corajosa, passou a ser molestado pelos antigos e ímpios companheiros, que o tornaram alvo de constantes zombarias. Numa noite chuvosa, ao voltar de seu posto de sentinela, exausto e com a farda encharcada, mudou o uniforme e, antes de deitar ajoelhou-se ao lado da tarimba para orar. Enquanto orava, fiquei irritado com aquela atitude serena e reverente e, então, para provocá-lo, joguei minhas botinas enlameadas em sua cabeça; porém ele prosseguiu em sua oração. Pela manhã, ao acordar, deparei-me surpreso com as botas, junto à cabeceira de minha cama, impecavelmente polidas. Essa foi a sua generosa resposta ao meu torpe gesto. Desse procedimento tão inusitado e comovente teve reflexos intensos e imediatos sobre o meu comportamento pecaminoso, e, nesse mesmo dia, entreguei sem reservas a minha vida a Cristo.
S. Holden
Revista Círculo de Oração 19 / Abr a Jun, 87 - CPAD
07/01/2012
A TRANSFORMAÇÃO DA PIPOCA
Autor: Rubem Braga (o Sabiá das crônicas)
A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens.
O milho de pipoca não é o que deve ser.
Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice, uma dureza assombrosas.
Só elas não percebem.
Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos – Dor.
Pode ser o fogo de fora: perder um amor, um filho, um amigo ou o emprego.
Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, doenças e sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio, uma maneira de apagar o fogo.
Sem fogo, o sofrimento diminui.
E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pipoca dentro da panela, ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer!
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não consegue imaginar destino diferente.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: Bum!
E ela aparece completamente diferente, como nunca havia sonhado.
Já o piruá é o milho que se recusa a estourar.
São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura.
O destino delas é triste.
Ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca e macia.
Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada.
O seu destino você já sabe…
E você,o que é?
Uma pipoca estourada ou um piruá?
http://sucesso.powerminas.com
24/12/2011
FIDELIDADE A JESUS
Houve, em tempos passados, uma localidade denominada Sebastes. Situava-se entre a Judeia e a Síria. Foi ali que quarenta legionários da Décima Segunda Legião romana deram sua vida por amor à verdade.
Presos por professarem o Cristianismo, os quarenta jovens marcharam saindo da cidade, escoltados por outros tantos soldados.
À frente se desenhava o lago de águas tristes e frias. O sol se afundava na direção do poente e o vento soprava gelado.
Os tambores soavam, ditando o ritmo da marcha. E os prisioneiros foram entrando no lago. Um passo, dois, três, dez, vinte. Os pés foram agitando a água e eles entrando mais e mais. Só ficaram as cabeças descobertas fora d'água.
Os superiores haviam lhes decretado uma terrível forma de morrer. Ali parados, impassíveis e silenciosos, iriam morrer enregelados.
As luzes do crepúsculo se envolveram num manto dourado e se retiraram, deixando que a noite se apresentasse com seu cortejo de estrelas.
Ao redor do lago, nas margens, familiares e amigos oravam silenciosos. E silenciosos permaneciam os jovens dentro d'água.
Então, em nome de César, falou um oficial. Eles eram jovens e, levando em conta a sua inexperiência, seriam perdoados se jurassem fidelidade aos deuses protetores do Império.
Era tudo muito simples. Bastaria queimar algumas ervas, perante o improvisado altar a Júpiter Olímpico, na outra margem.
Dentro do lago, nem um mínimo movimento. O ar foi se fazendo mais frio e uma névoa começou a se erguer das águas.
Os guardas acendiam fogueiras nas margens, batiam as mãos, andavam para se aquecer. Mas os quarenta legionários permaneciam imóveis.
Então, eles começaram a cantar e mais forte do que o vento, o hino se ergueu como um grito vitorioso.
Era como uma cascata de esperanças feita de fé, ternura e renúncia.
Um a um, no transcorrer das horas, aquelas chamas foram se apagando na Terra, para tremeluzirem na Espiritualidade.
Quando nasceu o dia, somente um vivia. Um guarda se aproximou de uma mulher e lhe disse que seu filho vivia. Como ele vivera até então, teria sua vida poupada. Que ela o retirasse das águas e, em nome dele, oferecesse sacrifício aos deuses romanos.
Nunca. Foi a resposta dela. Se ele consciente não o fez, como poderia me aproveitar da sua agonia para traí-lo?
Firmemente, avançou para as águas e ali esteve com o filho até que o coração dele parasse de bater. Depois, apertando-o firmemente nos braços, tomou o seu corpo e o veio depositar aos pés do oficial da guarda.
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