26/02/2010

A HISTÓRIA DE ERNANI

Certa vez, trabalhei em uma pequena empresa de engenharia. Foi la que fiquei conhecendo um rapaz chamado Mauro. Ele era grandalhão e gostava de fazer brincadeiras com os outros, sempre pregando pequenas pecas.
Havia tambem o Ernani, que era um pouco mais velho que o resto do grupo. Sempre quieto, inofensivo, a parte, Ernani costumava comer o seu lanche sozinho, num canto da sala. Ele nao participava das brincadeiras que faziamos apos o almoco, sendo que, ao terminar a refeicao, sempre sentava sozinho debaixo de uma arvore mais distante. Devido a esse seu comportamento, Ernani era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo. Ora ele encontrava um sapo na marmita, ora um rato morto em seu chapeu. E o que achavamos mais incrível é que ele sempre aceitava aquilo sem ficar bravo.
Em um feriado prolongado, Mauro resolveu ir pescar no Pantanal. Antes, nos prometeu que, se conseguisse sucesso, iria dar um pouco do resultado da pesca para cada um de nos. No seu retorno, ficamos todos muito animados quando vimos que ele havia pescado alguns dourados enormes. Mauro, entretanto, levou-nos para um canto e nos disse que tinha preparado uma boa pesca para aplicar no Ernani. Mauro dividira os dourados, fazendo pacotes com uma boa porção para cada um de nos. Mas, a 'pesca' programada era que ele havia separado os restos dos peixes num pacote maior, a parte. Vai ser muito engracado quando o Ernani desembrulhar esse 'presente' e encontrar espinhas, peles e visceras!, disse-nos Mauro, que ja estava se divertindo com aquilo. Mauro entao distribuiu os pacotes no horario do almoco. Cada um de nos, que ia abrindo o seu pacote contendo uma bela porção de peixe, entao dizia: Obrigado! Mas o maior pacote de todos, ele deixou por ultimo. Era para o Ernani.
Todos nos ja estavamos quase explodindo de vontade de rir, sendo que Mauro exibia um ar especial, de grande satisfacao. Como sempre, Ernani estava sentado sozinho, no lado mais afastado da grande mesa. Mauro entao levou o pacote para perto dele, e todos ficamos na expectativa do que estava para acontecer. Ernani não era o tipo de muitas palavras. Ele falava tao pouco que, muitas vezes, nem se percebia que ele estava por perto. Em tres anos, ele provavelmente nao tinha dito nem cem palavras ao todo. Por isso, o que aconteceu a seguir nos pegou de Ele pegou o pacote firmemente nas mãos e o levantou devagar, com um grande sorriso no rosto. Foi então que notamos que seus olhos estavam brilhando.
Por alguns momentos, o seu pomo de Adão se moveu para cima e para baixo, até ele conseguir controlar sua emoção.
Eu sabia que você não ia se esquecer de mim disse com a voz embargada. Eu sabia, você é grandalhão e gosta de fazer brincadeiras, mas sempre soube que você tem um bom coração. Ele engoliu em seco novamente, e continuou falando, dessa vez para todos nós. Eu sei que não tenho sido muito participativo com vocês, mas nunca foi por má intenção. Sabem... Eu tenho cinco filhos em casa, e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama. E estou ciente de que ela nunca mais vai melhorar. Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela. E a maior parte do meu salário tem sido para os seus médicos e os remédios. As crianças fazem o que podem para ajudar, mas tem sido difícil colocar comida para todos na mesa.
Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer o meu almoço sozinho, num canto... Bem, é que eu fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr no meu sanduíche. Ou, como hoje, eu tinha somente uma batata na minha marmita.
Mas eu quero que saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim. Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos...Ele limpou as lágrimas dos olhos com as costas das mãos. Hoje à noite os meus filhos vão ter, realmente, depois de alguns anos...e ele começou a abrir o pacote...
Nós tinhamos estado prestando tanta atenção no Ernani, enquanto ele falava, que nem haviamos notado a reação do Mauro. Mas agora, todos percebemos a sua aflição quando ele saltou e tentou pegar o pacote das mãos do Ernani. Mas era tarde demais. Ernani ja tinha aberto e pacote e estava, agora, examinando cada pedaço de espinha, cada porção de pele e de visceras, levantando cada rabo de peixe.
Era para ter sido tao engracado, mas ninguem riu. Todos nos ficamos olhando para baixo. E a pior parte foi quando Ernani, tentando sorrir, falou a mesma coisa que todos nos haviamos dito anteriormente: Obrigado! Em silêncio, um a um, cada um dos colegas pegou o seu pacote e o colocou na frente do Ernani, porque depois de muitos anos nós havíamos, de repente, entendido quem era realmente o Ernani.
Uma semana depois, a esposa de Ernani faleceu. Cada um de nos, daquele grupo, passou entao a ajudar as cinco criancas. Gracas ao grande espirito de luta que elas possuiam, todas progrediram muito:
Carlinhos, o mais novo, tornou-se um importante medico.
Fernanda, Paula e Luisa montaram o seu proprio e bem-sucedido negocio: elas produzem e vendem doces e salgados para padarias e supermercados.
O mais velho, Ernani Junior, formou-se em Engenharia; sendo que, hoje, e o Diretor Geral da mesma empresa em que eu, Ernani e os nossos colegas trabalhavamos.
Mauro, hoje aposentado, continua fazendo brincadeiras; entretanto, sao de um tipo muito diferente:
ele organizou nove grupos de voluntarios que distribuem brinquedos para criancas hospitalizadas e as entretem com jogos, estorias e outros divertimentos.
As vezes, convivemos por muitos anos com uma pessoa, para so então percebermos que mal a conhecemos. Nunca lhe demos a devida atenção; nao demonstramos qualquer interesse pelas coisas dela; ignoramos suas ansiedades ou seus problemas.
Que possamos manter sempre vivo, em nossas mentes, o ensinamento de Jesus Cristo: “Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. João 13:34
Repasso a história de Ernani, para que vejamos se não somos um pouco como Mauro e seus companheiros. Se formos... por favor, há tempo de mudar sem dor.

(www.profetico.com.br/portal/obras/evangelismo)

19/02/2010

A OUTRA HISTÓRIA DA FORMIGA

Todos os dias uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho
A formiga era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.
E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela
movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.
Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir? A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida..."

"PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS;
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS;
PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS."

(Noé)

12/02/2010

BILHETINHOS

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”, 1 Pe 5.7. Conta-se o caso do zelador de uma igreja que andava deveras intrigado, pois em cada semana encontrava uma folhinha azul de papel pautado, bem dobrada, no canto de um banco de trás. O zelador desdobrou um dos papéis, onde leu, escritas a lápis, palavras assim: “Clara doente...”, “O aluguel...”, “O emprego de Laura...”
Depois dessa descoberta, o zelador começou a esperar pelos papéis, semanalmente, e lá estavam, sempre no mesmo lugar, depois do culto da manhã de cada domingo. Abria-os sempre e pôs-se a observar a pessoa que costumava sentar-se ali, naquele canto do banco. Descobriu que se tratava de uma mulher de meia idade, simples e simpática, despretensiosa. Ela vinha sempre sozinha. O zelador contou o caso ao pastor e mostrou-lhe os bilhetinhos. O pastor leu as palavras enigmáticas e franziu a testa.
No domingo seguinte deu um jeito de encontrar-se com a mulher, à porta da igreja, quando ela ia saindo. Pediu-lhe, delicadamente, que esperasse um momento; mostrou-lhe os bilhetinhos e perguntou, amavelmente, o que significavam. Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas. Hesitou um pouco antes de dizer, mansamente: “O senhor pode achar que é bobagem – imagino – mas vi uma placa no meio de outros anúncios, num ônibus, que aconselhava: ‘Leve suas preocupações à igreja e deixe-as lá!’ Minhas preocupações estão escritas nesses pedaços de papel. Escrevo-as durante a semana e trago-as aqui aos domingos de manhã e as deixo. Sinto que Deus está tomando conta delas!” O pastor afirmou com brandura: “Deus está mesmo tomando conta. Por favor, continue a trazer suas preocupações à igreja e deixe-as aqui!" Portanto, para livrar-se das preocupações, entregue-as, pura e simplesmente, nas mãos de Deus e deixe-as lá!

08/02/2010

AÇÃO DE GRAÇAS PELA ENFERMIDADE

O reverendo Amantino Adorno Vassão, em seu livro Mesmo na Tempestade, fala sobre um jovem que se aproximou dele depois de dois anos internado com tuberculose no hospital, em São José dos Campos, para realizar um culto de ação de graças. O pastor, com alegria, disse-lhe:
— Que bom, meu filho, precisamos mesmo agradecer a Deus, e é justo que o façamos por causa da sua cura.
Ao que o jovem retrucou:
— Não pastor, eu quero agradecer a Deus pela minha enfermidade, porque antes de ficar doente eu não era comprometido com Deus, não lia a Bíblia, não orava, não buscava a face do Senhor. Era apenas um freqüentador da igreja. Mas quando fiquei prostrado no leito, comecei a ler a Palavra de Deus, passei a invocar seu santo nome, e o Senhor mudou a minha vida, transformou o meu coração e um glorioso milagre aconteceu em minha história. Por isso, quero oferecer um culto de ações de graças pela minha enfermidade, que me aproximou do Senhor.

29/01/2010

O BARQUINHO DE PAPEL

Certa vez, um menino brincava na beira de um lago com um barquinho de papel. De repente, o vento levou seu bar­quinho para o meio do lago e ele começou a chorar. Logo, aproximou-se dele um rapaz que lhe perguntou:
— Por que você está chorando? O garoto, então respondeu:
— O vento levou meu barquinho e não consigo mais apanhá-lo.
O jovem se dispôs a ajudá-lo, e logo começou a atirar algumas pedras na direção do barquinho, o que gerou uma imediata revolta do garoto. Mas o rapaz sabiamente lhe dis­se: "Fique sossegado! Estou jogando estas pedras porque, ao caírem perto do seu barquinho, as ondas vão se forman­do, e essas ondas empurrarão o seu barquinho para perto de você".
Minutos depois, o garoto, sorridente, tinha seu barqui­nho de volta.7 Na verdade, as pedras que caem à beira da nossa vida podem levar-nos para mais perto de Deus. Quan­do o Senhor permite uma provação em nossa vida, não é para nos derrotar, mas para nos tornar mais fortes e nos colocar mais perto dele. Tiago diz que devemos ter por motivo de toda alegria o fato de passar por várias prova­ções (Tg 1:2). As provas são inevitáveis, passageiras e pe­dagógicas. São as nuvens escuras que trazem a chuva que faz o campo florescer e frutificar, e os prados se tornarem repletos de flores.
(Colaboração de Eliana)

22/01/2010

O MILAGRE DAS MÃOS


Há muitas mãos neste mundo: mãos adornadas, mãos de veludo, mãos caridosas, mãos carinhosas, mãos que ajudam. Há também dentre as mãos - brancas, pretas e amarelas - mãos calejadas, enrugadas, trêmulas, cansadas; mãos agradecidas, postas, santas, boas, prodigiosas. Essas são as mãos que pelejam, embora feitas de finos nervos, veias minúsculas, ossinhos e sangue - que sendo sensíveis fazem a guerra, e ainda acenam a vitória, a bênção sonhada! Elas entram em combate! Elas pelejam em batalhas! Elas lutam, ainda que trementes, horrorizam-se, mas se tornam invencíveis! Tudo por um ideal. Por fim se mostram triunfantes!
Estas são as mãos que estão postas em Deus! Nossas mãos nas dEle é que nos fazem admiráveis, quando podemos, com um longo sorriso de triunfo, notar que há nelas um milagre: o milagre das mãos fortes de Deus presentes nas nossas mãos, a cada dia. (I. R.)

15/01/2010

PALAVRAS, REGRAS, SABEDORIA

ÚLTIMAS PALAVRAS DE PESSOAS INCRÉDULAS

Vou morrer e vou para o inferno (Voltaire);
Daria uma fortuna, se pudesse crer que não existe o inferno (Charters);
Ai de mim! Estou morrendo sem estar preparado! (César Bórgia);
Estou sofrendo os tormentos dos condenados (Aene);
Venceste, ó Galileu! (Juliano, o Apóstata);
Eu estou perdido, vejo claramente isto (Karl IX);
Eis que eu estou prestes a dar um terrível salto para as trevas (Hobbs);
Eis que Satanás me está puxando para o inferno (Perigord);
Ficai comigo, pois eu tenho medo de permanecer só (Rabelais);
Oh! Como são insuportáveis as agonias do inferno! (Neioprot).

REGRA DE TRÊS

3 coisas que há de governar: Gênio, língua, conduta.
3 coisas que há de amar: valor, mansidão, afeto.
3 coisas que há de odiar: crueldade, arrogância, ingratidão.
3 coisas que há de gozar: franqueza, liberdade, beleza.
3 coisas que há de desejar: saúde, amigos, espírito jovial.
3 coisas que há de evitar: ociosidade, loquacidade, palavras impuras.
3 coisas pelas quais há de lutar: honra, pátria, família.
3 coisas em que meditar: vida, morte, eternidade.
3 coisas que há de vencer: pecado, ignorância, timidez.
3 coisas que há de abraçar: amor, bondade, pureza.

SABEDORIA DIVINA

Pediu forças para poder vencer. Foi feito débil para que pudesse obedecer.
Pediu poder para ter louvor dos homens. Foi-lhe dada enfermidade para que pudesse fazer melhores coisas.
Pediu riquezas para poder ser feliz. Foi-lhe dada pobreza para que pudesse ser sábio.
Pediu todas as coisas para poder desfrutar da vida. Foi-lhe dada vida para poder desfrutar de todas as coisas.

11/01/2010

PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO

Numa certa congregação aconteceu um impressionante fato que veio servir de exemplo às demais igrejas. Os membros daquela pequena igreja eram do tipo das pessoas que cumprem com os seus deveres levianamente. Compareciam aos cultos quando desejavam. Uns amavam o pastor, outros não. Sempre criando sérios problemas. Tinham seus erros e pecados, e com eles estavam acostumados. Havia brigas entre eles, contendas e murmurações. O pastor se esforçava pregando, para que arrumassem a vida espiritual e se colocassem no altar do temor, no ser-viço de uma causa justa. Parecia inútil convidá-los para o culto de oração. Alguns concordavam que alguma coisa tinha que ser feita. Outros esperavam pelo pastor que, ao transformar-se num super-homem, resolvesse o problema de todos. Ninguém queria mudar as suas próprias atitudes.
Um dia, porém, Deus veio sobre essa congregação. Ele tocou no co-ração de um grupo de pessoas, cerca de 20, as quais foram ao templo para passarem um dia de oração e jejum. Foi uma reunião normal, na qual nem todos oraram. O ambiente parecia pesado demais para orarem com fervor. Não havia jeito para o fervor. Nisto, uma mulher saiu de seu lugar; veio correndo até onde estava o pastor. Ela estava aflita. “Pastor, ajuda-me! Eu não sei o que eu tenho e estou me sentindo mal! Sinto-me pecadora! Oh! Meus pecados! Meus pecados!” A isto seguiu-se uma confissão de várias coisas que haviam pesado sobre o seu coração. As lágrimas corriam sobre as faces. Deus a estava quebrantando.
Não demorou muito para que o restante dos irmãos levantasse suas vozes em fortes orações, pedindo a Deus misericórdia e perdão. Vidas foram postas em ordem, contendas foram desfeitas e todos resolveram fazer um novo começo com Deus, consagrando-Lhe as suas vidas.
Como resultado, toda a igreja recebeu um poderoso impulso. Houve grande transformação. Todos passaram a orar. Todos passaram a trabalhar. Todos se envolveram com os ensinos da Palavra de Deus. E aquela igreja partiu para a realização de uma nova etapa.
O exemplo ficou. Até quando coxearemos entre dois pensamentos? Que sejam feitas decisões! Que haja consagrações! Mas tudo isso tem um princípio: o coração de cada irmão.
(Revista Boas Novas, Porto Alegre, RS)

22/12/2009

O PRIMEIRO CARTÃO DE NATAL

O primeiro postal de Natal surgiu na Inglaterra, pelas mãos do pintor John Callcott Horsley (1817-1903), em Dezembro de 1843, a pedido de Sir Henry Cole (1808-1882), director do South Kensington Museum (rebaptizado, em 1899, de The Victoria and Albert Museum).
No Natal, Sir Henry escrevia cartas aos seus familiares, amigos e conhecidos, desejando-lhes Boas Festas. Contudo, devido ao seu trabalho, este tinha pouco tempo para escrever tantas cartas. Assim , ele (tal como todas as outras pessoas que escreviam cartas de Boas Festas)
Perante isto, Sir Henry pediu a Horsley para lhe criar um postal com uma única mensagem que pudesse ser duplicada e enviada a todas as pessoas da sua lista.
A primeira edição destes postais foi colorida à mão, nestes podia ver-se uma família a festejar com a legenda "Merry Christmas and a Happy New Hear to You" (Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para ti). Estes foram impressos num cartão por Jobbins de Warwick Court, Holborn, Londres, sendo, posteriormente, pintados à mão por um profissional de nome Manson. Estes foram publicados no "Summerly's Home Treasury Office, 12 Old Bond Street, Londres", pelo seu amigo e sócio Joseph Cundall.
Os postais que não foram utilizados por Sir Henry, venderam-se na Summerly's por 1 xelim. Segundo Cundall venderam-se muitos postais, cerca de 1000. Atualmente, só existe por volta de uma dúzia destes postais originais, um desses foi leiloado em 24/11/2004, sendo vendido por £22,500 (foi enviado por Sir Henry Cole para "Granny and Auntie Char"), como estava assinado pelo próprio Sir Henry Cole, este postal é extremamente raro e valioso.
Estes postais ilustravam uma família em festa durante o Natal e brindavam ao seu amigo ausente (ao qual o postal era dirigido) com um copo de vinho tinto. Em cada um dos lados do postal tinha imagens de atos de caridade "vestir os desnudados" e "alimentar os pobres". Contudo, a imagem central da família brindando causou grande controvérsia, sendo alvo de várias críticas já que ver crianças a beber um pouco de vinho era considerado como um fomentar da corrupção moral nas crianças. Perante isto, os postais foram retirados de venda.
Segundo a lenda, no ano seguinte, Sir Henry não usou o método dos postais para fazer os seus votos de Boas Festas aos amigos, mas mesmo assim o hábito de enviar postais de Natal rapidamente se espalhou não só por toda Inglaterra, mas também um pouco por todo o mundo.
(lukafree.blogspot.com)

18/12/2009

QUEM SOU?

Sou a melhor amiga da humanidade. Para o homem que preza a pureza, a pacificação, o pensamento casto, a estabilidade social e longe-vidade – sou uma necessidade. Sou memorada com doces e lembranças – pelas esposas, mães, jovens e pelos mais velhos. Sou adornada com lágrimas amorosas e coroada com mãos e corações queridos. Na mente dos mais conspícuos homens da terra, encontro constante abrigo. Vivo na existência dos jovens e nos sonhos dos velhos. Defendo o homem com simpatia, sem distinguir o rico do pobre. Concedo dádivas que não podem ser compradas com ouro nem tomadas pelos reis. Vou ao encon-tro com os braços estendidos e com cânticos de alegria. Algum dia, em algum lugar e em uma determinada hora, numa época bem próxima ou num futuro remoto, nutrireis o desejo de sentir o contacto de minha mão amiga. Sou a vossa melhor confortadora e amiga. Eu vos chamo. Sou a Igreja! (Anônimo)

11/12/2009

ÂNDROCLES E O LEÃO

(Esta é uma das histórias da infância. Escutei-a pelo rádio, até que a encontrei na Rede mesmo - www.mundodesbravador.com)

Há muitos séculos vivia em Roma um pobre escravo que se chamava Ândrocles. Seu amo era um homem cruel e o tratava tão mal que um dia Ândrocles fugiu.
Ândrocles escondeu-se na selva durante muitos dias. Nada encontrava para comer, entretanto, e ficou tão fraco que pensou que iria morrer. Depois de andar à procura, refugiou-se numa caverna. Deitou-se no chão e adormeceu.
Depois de certo tempo, um grande ruído o despertou. Um leão havia entrado na caverna e rugia alto. Ândrocles ficou petrificado porque achava que a fera o atacaria. Logo se deu conta de que o leão não queria devora-lo e que ele mancava como se tivesse a pata ferida.
Ândrocles perdeu o medo. Pegou a pata ferida para ver o que havia. O leão ficou quieto e encostou a cabeça no ombro de Ândrocles. Parecia estar dizendo: " Eu sei que você vai me ajudar."
O escravo fugitivo ergueu a pata do leão e viu que ali estava encravado um espinho agudo e grande. Pegando a extremidade do espinho, tirou-o com um rápido puxão. O leão ficou aliviado e saltou como um cãozinho, labendo as mãos e os pés de seu novo amigo.
Depois disso, Ândrocles sentiu-se completamente confiante, e quando chegou a noite, ele e o leão dormiram um ao loado do outro. por muito tempo o leão lhe trazia diariamente o alimento, e os dois chegaram a se tão bons amigos que Ândrocles ficou contente por sua nova vida.
Um dia, alguns soldados estavam passando pela selva e encontraram Ândrocles na caverna. Eles sabiam quem era aquele homem e, usando de força, o levaram de volta a Roma. Naquele tempo havia uma lei que dizia que todo escravo que escapasse de seu amo teria que lutar contra um leão faminto. Assim que puseram o leão feroz na jaula e o deixaram sem comer durante certo tempo, fixou-se a data da luta.
Quando chegou o dia, milhares de pessoas ajuntaram-se para ver o combate. Ândrocles estava quase morto de medo, porque podia escutar os rugidos do leão faminto. O escravo agora condenado olhou a multidão, porém não encontrou nenhum gesto de piedade naqueles milhares de rostos.
Entra então na arena o predador. Com um simples salto, aproximou-se do pobre escravo. Ândrocles deu um tremendo grito, mas não foi de medo e sim de alegria, porque o leão era seu velho amigo da caverna.
O público que estava esperando ver o leão despedaçar o escravo ficou em silêncio. Viram Ândrocles abraçar o leão, enquantoo grande felino se abaixava e lambia os pés do escravo. A enorme fera esfregava a cabeça contra o rosto de Ândrocles em carinho. A multidão não entendia nada.
Logo estavam pedindo a Ândrocles que explicasse o que estava ocorrendo. Assim que ele se colocou de pé com seus braços envolvendo o pescoço do leão, contou que ele e a fera haviam vivido juntos numa caverna. "Eu sou um homem", disse, "porém, nunca ninguém me protegeu. Esse leão tem sido bondoso comigo e nos queremos como irmãos."
O povo não queira ser cruel com o pobre escravo. Começaram a compadecer-se dele. "Que o deixem em liberdade para viver!", gritavam, "que o libertem", seguiam gritando.
Assim libertaram Ândrocles, permitiram que ele conservasse a fera como seu amigo. eles viveram juntos em Roma por muito tempo.

04/12/2009

SABÃO QUE NÃO LIMPA

Um pastor e um incrédulo fabricante de sabão caminhavam por uma rua.
Disse o fabricante de sabão:
- Olha, pastor, o Evangelho que o senhor prega não parece ter trazido grandes resultados. Existe ainda muito pecado e há muitos pecadores no mundo.
Por um momento o pastor não lhe deu resposta alguma.
Adiante, os dois passaram por um grupo de crianças sujas que brincavam na lama.
- O sabão, observou o ministro, não tem trazido muitos benefícios ao mundo. Ainda existe muita sujeira e muita gente enlameada...
O fabricante de sabão foi rápido em dar a resposta:
- Exato! O sabão é um produto muito bom, mas tem que ser usado!
- Exatamente, disse o pastor; o mesmo se dá com o Evangelho; ele tem que ser aplicado à vida!
O fabricante de sabão tratou de ir embora.

27/11/2009

A BÍBLIA COZIDA

Talvez com razão, João Huss pode ser considerado como profeta e reformador, sendo também mártir na Boêmia. Através de seu testemunho fervoroso, milhares de pessoas reconheceram o sublime valor da Obra da Redenção consumada por Cristo. Mas a pregação pública do Evangelho, nessa região, não perdurou por muito tempo. João Huss foi queimado vivo, feito mártir dentre muitos cristãos. O sangue vertia a torrentes. Buscava-se Bíblias por toda a parte, com o fim de serem destruídas.
Uma mulher, cujo maior tesouro para ela a sua Bíblia, estava diante do forno para assar pães, quando naquele instante soube que os homens da Inquisição estavam revistando a aldeia, prendendo pessoas, com o fim de encontrarem Bíblias. Apreensiva e resolutamente tomou a sua Bíblia e envolveu-a numa grande porção de massa de pão e colocou-a no forno entre os demais pães. Momentos depois sua casa era invadida e revista, desde o porão (a cave) ao sótão. Não encontrando nada, os inquisidores abandonaram a casa. O pão já estava pronto e a Bíblia reapareceu do forno quente, para a sua grande alegria.
Os descendentes dessa mulher guardaram a Bíblia como uma herança preciosa. O último descendente, um agricultor chamado Schebold, também natural da Boêmia, residente nos Estados Unidos, guardava essa herança familiar com muito carinho e grande apreço.

20/11/2009

A LIÇÃO DO BAMBU CHINÊS

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, durante cinco anos, pois todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Um escritor americano escreveu:
“Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês”. Você trabalha, investe tempo, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará, e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava.
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de sonhos, especialmente em nosso trabalho, (que é sempre um grande projeto em nossas vidas). Devemos lembrar-nos do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Não adianta crescermos de maneira superficial, mas o melhor, e maior crescimento é a maturidade que ninguém vê, seja na vida secular ou na espiritual, principalmente.
Tenha sempre dois bons hábitos:
Persistência e Paciência, pois você merece alcançar todos os sonhos!!!
É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.
Autor desconhecido, com adaptações de Calebe Ibaldo Moreno (gideões.com.br)

13/11/2009

JOIAS ETERNAS

Um certo rei prometeu recompensar a pessoa que fosse mais útil em seu reino. Cavou um buraco no centro da estrada principal e ali colocou uma caixa contendo algumas jóias de inestimável valor. Escondeu-se o rei ali por perto para ver qual dos seus súditos seria capaz de parar e arredar a grande pedra colocada no caminho pela majestade. Surgiu na estrada o Primeiro Ministro. Seu carro era uma carruagem muito bela, puxada por belos cavalos; mas o Ministro passou de largo. Veio o general dos exércitos reais, mas não parou. Vieram pessoas e mais pessoas; pareciam, todas, mais interessadas em resolver outros problemas que nem davam a mínima importância para a pedra que servia de tropeço a elas mesmas.
O rei começou a desanimar e a cansar. Seus auxiliares o deixavam triste. De repente ele viu um pobre camponês a aproximar-se e a dizer: “Quem sabe o rei passará hoje aqui e isso poderá fazê-lo tropeçar?” Encontrou um galho de árvore que fez de alavanca e tirou para um lado aquela pedra. Parecia ter findado sua obrigação quando notou no buraco uma caixa colocada cuidadosamente. Fez uma expressão de grande admiração, abriu a caixa e deslumbrou-se com as pedras preciosas, reluzentes e coloridas, que ali estavam. Nisto o rei apareceu. O camponês assustou-se com sua presença e temeu. Mas o rei falou: “Meu caro lavrador, sofrido e pobre, essas jóias seriam daquele que primeiro movesse a pedra para eu ver quem eram os que por mim tinham alguma estimação. São suas, pelos seus esforços e principalmente por sua atenção”. A vida eterna é assim! Está ao alcance de todos, mas poucos a encontram.

04/11/2009

SALVO, OBSERVANDO AS FORMIGAS

Muitos anos atrás, na Índia, um professor universitário desejava encontrar satisfação plena para a sua alma cansada. Estudou as religiões existentes, sem conseguir o que queria. Ele, todavia, notava que os cristãos eram alegres, e resolveu descobrir o motivo. Eles lhe explicaram que o motivo da alegria de coração era por terem recebido a mensagem da encarnação de Jesus.
No entanto, ele não creu no que tinha acabado de ouvir. Fora ensinado, segundo a doutrina de sua religião, que o Ser infinito e puro não pode unir-se ao homem, um ser finito e impuro. Ele interrogava: “Como crer que Deus entre no corpo?” E a sua angústia aumentava.
Um dia o professor saiu para meditar e postou-se junto de um formigueiro para observar o trabalho intenso das formigas. Num dado momento sua sombra alterou o trabalho das formiguinhas, que começaram a correr de um lado para outro, atônitas e assustadas. Aquele homem, observando o estrago que tinha feito, condoído em seu coração por prejudicá-las, falou: “Ah, se eu pudesse falar a você o que penso, se me entendessem! Não tenham medo de mim, eu não mato ninguém! Eu amo você e como poderei fazer para que compreendam?”.
Preocupado como estava, continuou pensando: “Se eu pudesse me comunicar com elas! Se eu pudesse me transformar numa delas e andar entre elas, e dizer que eu as respeito e as amo, a fim de lhes dizer que eu não as prejudiquei intencionalmente...”.
Nesse exato momento o seu coração ardeu. Era o Espírito Santo que começava a trabalhar em sua alma sequiosa, fazendo-a compreender todo o mistério da Encarnação do Jesus que os cristãos falavam. Agora ele acabava de fazer uma grande descoberta! “Sei!”, gritou ele, “é Jesus! É Jesus tomando a minha forma humana para me dizer tudo que Ele pensava a meu respeito! Agora eu me torno feliz!” Assim, aquele professor universitário encontrou a grande Salvação.

27/10/2009

O ESPORTE E A ORAÇÃO

Uma certa jovem atleta, praticante de natação e outros esportes, procurou, num certo dia, o pastor de sua igreja e lhe declarou que não sentia nenhum poder especial como resultado da oração. Parecia-lhe que o exercício físico era o de maior valor, pois sentia o corpo forte e disposto; porém, nada lucrava em orar.
“Praticas esporte diariamente, não é verdade?”, perguntou o pastor.
“Seis dias por semana”, disse ela.
“E quanto tempo por dia?”
“Cerca de duas horas”, respondeu.
“E diariamente tomas tempo para orar?”
Um pouco embaraçada a jovem respondeu:
“Nem todos os dias”.
“E quando oras, quanto tempo leva?”
“Varia. Às vezes menos de um minuto. Outras vezes levo quase cinco minutos em oração”.
O pastor prosseguiu:
“Suponhamos que você fosse uma menina fraca, fisicamente, você poderia tornar-se forte fazendo exercícios de um a cinco minutos, de vez em quando?”
Depois de meditar, ela respondeu:
“Compreendo. Um pouco de exercício físico não me daria forças. Com um pouco de oração também não me tornaria espiritualmente forte. Eu precisaria de muito exercício".
O pastor então, deu-lhe conselhos sobre a oração.
Passado algum tempo, a jovem voltou e disse:
“O exercício da oração me trouxe maiores e benéficos resultados, que foram mais rápidos para a alma do que o exercício físico para o corpo”.
Ela então, demonstrou sua gratidão e contentamento.
(Anônimo)

16/10/2009

NUMA ALDEIA VIETNAMITA

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário buscar ajuda por um rádio e ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local. Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e a perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como?
Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali possuía o tipo de sangue necessário. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar o sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Heng. Ele foi preparado às pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico lhe perguntou se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a perguntar, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando... Minutos depois ele estava novamente tranqüilo. A enfermeira então explicou aos americanos: "Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer". O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou: "Mas, Heng, se era assim, porque então você se ofereceu a doar seu sangue? E o menino respondeu com muita simplicidade: "Ela é minha amiga".
(Colaboração enviada por Noé P. Campos - jornal Gazeta Cristã)

09/10/2009

SACOLINHA DE PEDRAS

Certa vez, uma mulher caminhava pela praia numa noite de lua cheia. Pensava desta forma:
- Se tivesse um carro novo, eu seria feliz. Se tivesse uma casa grande, eu seria feliz. Se tivesse um excelente trabalho, eu seria feliz. Se tivesse um bom salário, eu seria feliz. Se tivesse um marido perfeito, eu seria feliz...
Tropeçou então em uma sacolinha cheia de pedras. Ela começou a jogar as pedrinhas uma a uma no mar... Cada vez que atirava uma das pedrinhas, ela dizia:
- Seria feliz se tivesse um carro novo... Assim ela fez, pedrinha por pedrinha, até que ficou somente com uma delas na sacolinha e decidiu guardá-la.
Ao chegar em casa percebeu que aquela pedrinha tratava-se de um diamante muito valioso.
Você imagina quantos diamantes ela jogou ao mar sem parar para pensar? E sem ver o tesouro que havia naquela sacolinha! Ela ficou desesperada, sentiu-se muito infeliz.
Assim são as pessoas. Jogam fora seus preciosos tesouros por estarem esperando e desejando aquilo que elas pensam que pode trazer felicidade e paz. Aquilo que elas acreditam ser perfeito, ou sonhando e desejando o que não têm, sem dar valor ao que tem perto delas. Se olhassem ao redor, parando para observar, perceberiam quão ricas e afortunadas são.
Muito perto de você, está a sua felicidade. Cada pedrinha observada pode ser um diamante valioso. Cada um de nossos dias pode ser considerado um diamante precioso, valioso e insubstituível. Depende de cada um aproveitá-lo ou lançá-lo ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-lo.
E você, onde está jogando suas pedrinhas? Elas podem ser pessoas de sua família: seus filhos, esposo ou esposa, seus amigos, seu humilde trabalho, até mesmo seus sonhos ou sua chamada para a OBRA DE DEUS. Não jogue fora os diamantes que Deus colocou em suas mãos. Você tem um valioso tesouro! "O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos e seus ideais para honra de nosso Senhor Jesus Cristo".
(Gazeta Cristã, colaboração de Noé P. Campos)

01/10/2009

A ROSA BRANCA

A história passou-se com um evangelista de Londres. Ele comenta: “Uma noite, no fim do verão, eu caminhava ao longo do rio Tâmisa, em direção ao local onde deveria pregar.
Um estranho pressentimento fazia-me andar com lentidão, e detive-me um momento a contemplar a água tranqüila, pensando nos séculos de história e drama de que esse rio havia sido testemunha. Quantos, de entre os milhares que têm passado ao longo desse rio, teriam conhecido a paz com Deus?, disse a mim mesmo.
Dispunha-me a continuar o meu trajeto, quando a minha atenção subitamente foi despertada pelos movimentos de uma jovem que avançava com determinação para a margem do cais em direção da água.
Qualquer coisa na sua atitude deu-me mau pressentimento, e por isso dirigi-me a ela.
“Desculpe”, disse eu tranqüilamente. A jovem deu um sobressalto e olhou assustada em redor de si, como se procurasse fugir. Estava vestida de preto, e o seu rosto apresentava-se terrivelmente pálido. Os olhos, cheios daquela profunda dor das desilusões, impressionavam até mesmo qualquer pessoa habituada a encontrar todos os dias os náufragos da vida nas salas da missão em Londres.
“Queira perdoar que um estranho lhe fale”, acrescentei. “Mas sou um ministro do Evangelho, e vou à sala de reuniões que fica na primeira rua. Vejo que está abatida e perturbada. Não quer acompanhar-me esta noite? Poderá achar descanso Naquele que está pronto a ser seu Amigo”.
Quando articulei a palavra “ministro”, a expressão do seu rosto alterou-se, e ela disse: “Não; não quero ir à sua reunião. Não quero nada com a sua religião. Deixe-me”.
Um pouco depois do meio-dia, a minha hospedeira havia-me oferecido uma linda rosa branca. Embora nunca usasse uma flor na lapela, senti que devia aceitá-la e usá-la. Agora, agindo sob um impulso que não compreendia, tirei a rosa da banda do casaco e ofereci à jovem. Era um gesto estranho, mas eu não ousava desobedecer àquilo que sentia ser a direção do Espírito.
“Quer aceitar esta rosa branca?”, perguntei com bondade. “Talvez uma lembrança, para lhe recordar que há, naquela sala, pessoas amigas que gostariam de ajudá-la, se viesse”.
Ela desviou-se como se eu lhe tivesse batido. As emoções eram evidentes no seu rosto.
“Não! Oh! Não!, disse ofegante. Em seguida estendeu a mão, pegou a rosa, e eu vi que as lágrimas deslizavam pelo seu rosto.
Eu tinha de partir, mas falei-lhe ainda outra vez da reunião e pedi-lhe para vir.
Quando acabava de pregar, vi à retaguarda, em um ângulo da sala, a jovem a quem havia falado no cais. De súbito, ela levantou-se e veio para a frente. Começou a falar, hesitou, depois continuou indiferente aos olhares de curiosidade do auditório.
“Ouvi as exortações em vir a Jesus, e quero vir. Acham que Ele pode salvar uma pecadora como eu?”, perguntou com voz embargada. “Ia acabar comigo esta noite, no rio, porque não podia continuar por mais tempo a vida que tenho vivido há cinco anos. Estava pronta para atirar-me na água quando aquele senhor me falou e me convidou a vir aqui. Recusei indelicadamente. E então ele deu-me esta rosa branca. À primeira vista não a queria. Depois a peguei. Era semelhante à rosa que minha mãe me deu quando abandonei a casa há cinco anos. Era a sua flor preferida. Quando peguei esta rosa, esta noite, ouvi de novo a sua voz quando ela me dizia adeus: Helena, minha filha, deixas a tua pobre mãe contra o seu desejo, para ires para um mundo de pecado. Quando estiveres longe e vires uma rosa branca, lembra-te de que o meu compromisso para contigo na tua partida foi seguir-te com minhas orações pelo seu regresso ao lar. Não cessarei de orar a Deus dia e noite para que tu possas regressar, salva. Esta rosa branca me fez voltar a mim mesma esta noite. Compreendi que devia retomar o caminho aberto por mim. O senhor disse que há Alguém que me ajudaria. Crê que Deus poderá aceitar uma pecadora como eu?”
Não era difícil responder a essa pergunta. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, Jo 3.16. Li ainda Isaias 1.18 e outros versículos.“
A jovem escutou atentamente, depois desatando em soluços, ajoelhou-se. Quando se levantou era “uma nova criatura em Cristo Jesus”. O seu primeiro desejo foi regressar para casa e ver sua mãe.
Os anos se passaram, mas aquela jovem, assim, arrancada do suicídio, regozija-se em Cristo e é zelosa em dar testemunho do poder de Cristo para salvar os pecadores”.
(De um folheto)