27/08/2010

DISCURSO DE UM BÊBADO

Um vagabundo entrou num bar e pediu uma bebida. No momento em que a estava tomando, um jovem, dentre os presentes ali, lhe disse:

- Pare! Faça um discurso. Bebida que não solta a língua do homem é uma bebida muito fraca.

O bêbado tomou apressadamente a bebida, e, quando ela "esquentou" o seu sangue, se dirigiu aos presentes, erguendo-se com uma graça e dignidade que fizeram um contraste distinto com a sua sujeira e seus farrapos.

- Cavalheiros, eu lhes digo o seguinte: ao contemplá-los esta noite, parece-me contemplar os dias de minha juventude. Este rosto enrugado que vêem era, numa época, tão limpo e são como o seu. Este corpo vacilante e tremente, em outro tempo, foi tão imponente como o seu. Eu tinha também amigos e posição. Tive uma esposa tão bela como a sonhada por um artista, mas joguei fora a inapreciável pérola de sua honra e de seu respeito por um copo de vinho e, como Cleópatra, ao vê-la dissolver-se, a traguei com a transbordante bebida. Tive filhos tão puros e belos como as flores da primavera; mas os vi murchar e morrer sob a candente maldição de um pai bêbado. Tive um lugar onde o amor acendia a chama sobre o altar e oficiava defronte dele, mas eu apaguei esse fogo santo e, em seu lugar, deixei trevas e desolação. Tive ambições e aspirações que eram tão altas como a estrela da manhã, mas as afastei, por não me lembrar mais delas. Hoje, sou um esposo sem esposa, um pai sem filhos, um vagante sem lugar certo, um homem com todas as suas aspirações e seus impulsos mortos.

Aí, o vagabundo parou de falar. De suas mãos caiu o copo e, ao bater contra o solo, quebrou-se em pedaços. Quando o grupo de pessoas levantou os olhos, o vagabundo havia desaparecido.

(A Bíblia no Brasil)

24/08/2010

O COCHICHO DE DEUS

O jovem tinha perdido o emprego e estava meio perdido. Ficou sabendo de um velho senhor dito como muito sábio por suas palavras sempre conscientes. Então resolveu encontrar-se com o velho senhor.

Ao encontrá-lo, o jovem cerrou os punhos e disse em alta voz:

- Implorei à Deus para que dissesse algo para me ajudar. Diga-me, por que Deus não me responde?

O velho senhor sentou-se calmamente à sombra de uma árvore próxima e falou algo em resposta - algo tão silencioso que era inaudível. O rapaz se aproximou um pouco mais e perguntou, em voz normal:

- O que foi que o senhor disse?

O velho senhor repetiu, mas novamente num tom muito baixo, como um cochicho. Então o rapaz chegou ainda mais perto e se inclinou em direção ao senhor.

- Me desculpe, ele disse calmamente. Eu ainda não consegui escutar.

Com suas cabeças muito próximas, o velho e sábio senhor falou mais uma vez:

- Deus, às vezes, cochicha, então precisaremos estar bem perto dele para ouvi-lo.

Desta vez o rapaz escutou e entendeu.

Todos queremos a voz de Deus como um trovão pelo ar como resposta aos nossos problemas. Mas a voz de Deus, na maioria das vezes, vem-nos baixinha... um suave cochicho. Se eu estiver próximo Dele o suficiente, eu escutarei, entenderei e encontrarei minha resposta. E melhor ainda, me acharei perto de Deus.

(anônimo)

20/08/2010

PRECIOSA? SIM, E MUITO!

Ivan Espíndola de Ávila

Quem sobe o grande Rio Amazonas, a última cidade que encontra no Pará chama-se Juruti. É povoado modesto, que vai florescendo heroicamente, no meio das adversidades próprias da região.

O "Luz na Amazônia", barco que a Sociedade Bíblica do Brasil mantém com invulgar altruísmo, já alcançou, algumas vezes, em esforços de colportagem, a cidade de Juruti. Ali a preciosa semeadura foi realizada, para a glória de Deus.

Certa vez o barco estava atracado perto daquela cidade, quando uma adolescente desconhecida procurou os obreiros que ali atuavam. Aquela jovem não era crente, mas desejava, ansiosamente, possuir uma Bíblia. Ela era muito pobre. Órfã, vivia com parentes, que a abrigavam. E sua grande satisfação era ouvir, às escondidas, os hinos que os crentes cantavam, e os quais não podia esquecer. Sabedora, agora, de que o barco bíblico estava na cidade ribeirinha, a jovem resolveu tornar real seu grande e antigo sonho. Lembra-se de um anel de ouro, jóia que lhe era preciosíssima, pois era a única lembrança deixada por seus pais. E arquitetou um plano: venderia seu único tesouro, e compraria uma Bíblia.

E, sem perder tempo, a adolescente percorre a vizinhança oferecendo o anel de ouro, sua herança, sua fortuna. Consegue quem lhe dê Cr$ 2,00 pela jóia, que valeria tanto, tanto mais... Mas não havia tempo a perder... O barco ia zarpar no dia seguinte...

Agora, de posse dos Cr$ 2,00, ela bate às portas do "Luz na Amazônia". Consegue a Bíblia sonhada. Recebe o livro com olhos cheios de emoção, com a alma em incontida alegria. Aperta a Palavra de Deus de encontro ao coração. Depois beija o volume. E volta para sua casa. Não era mais dona do anel de ouro, única herança que seus pais lhe legaram, mas agora, ó alegria!, a Bíblia era sua! Uma era riqueza da terra: passaria. A outra era riqueza divina: permaneceria para sempre. Jamais lhe seria arrebatada...

Evocando a figura humilde e frágil da pequenina de Juruti, ressaltamos seu grande amor pela Palavra de Deus. Seu testemunho é lição que precisa ser divulgada e encarecida, com seriedade e homenagem, hoje.

Porque muitos esqueceram o verdadeiro sentido das Escrituras, e permanecem em trevas. Porque muitos perderam o amor pela Palavra de Deus, e não a buscam. Porque muitos não estão considerando, como deveriam, a revelação divina, e não seguem seus ensinos, e não ouvem a voz de Deus.

Para a jovem pobrezinha de Juruti, para milhares e milhões, hoje, no Brasil e no mundo, tempos novos, de valores novos, são chegados. Sim. E o tempo referido pelo profeta, de fome e de sede. Mas não fome de pão, nem sede de água materialmente concebidos. Mas fome e sede de ouvir a Palavra de Deus!

(Revista A Seara, Nº 102 – Setembro de 1972)

17/08/2010

UM PREGO NA LATA DE FEIJÃO

"Lembro-me de uma história antiga, que ouvi quando criança, de um missionário na África. Ele tentava explicar a uma tribo a morte de Jesus na cruz. O povo não encontrou nenhum problema para entender uma cruz feita de madeira. Mas o conceito de cravos de aço que causassem sofrimento terrível lhe era totalmente estranho, pois aquelas pessoas nunca tinham visto nada assim. Desesperado, o missionário pediu a Deus que resolvesse o impasse, dando um jeito de lhe fornecer um cravo. Não demorou muito e chegou um pacote, enviado alguns meses antes pela igreja dele no exterior. Dentro do embrulho, entre os demais itens, havia uma lata de feijão doce. Para o espanto dele, quando abriu a lata para utilizar o alimento, encontrou no meio do feijão um prego, posto ali, ninguém sabe como. Agradeceu a Deus a resposta da sua oração, pegou o prego e deixou cada um deles experimentar a dor que sentiriam ao tentar furar a mão. Depois, era só imaginar um cravo dez vezes maior. O Pai Celeste, vendo a necessidade de seu filho para comunicar o evangelho a um povo primitivo, proveu uma resposta antes mesmo de receber o pedido".
(Mensagem da Cruz)

paginasmissionarias.blogspot.com

13/08/2010

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O AMENDOIM?

Em 1943, ao morrer, Carver (George Washington Carver) ainda realizava experiências com o amendoim, conseguindo extrair dessa planta mais de 300 substâncias diferentes.

Certo dia ele foi chamado para dar informações sobre suas pesquisas no Senado norte-americano.

“Eu aprendi tudo num velho livro”, disse ele.

“Que livro?”, respondeu o Presidente da Comissão.

“A Bíblia”, disse Carver.

“Mas o que a Bíblia diz sobre o amendoim?”

“Senhor senador, nada”, respondeu ele. “Mas a Bíblia fala sobre o Deus que fez o amendoim. Pedia a Ele para me mostrar o que fazer com o amendoim e Ele mostrou-me!”

10/08/2010

TEMOS SEDE

A água que temos em nosso organismo possui uma enorme quantidade de sódio dissolvido. Quando perdemos líquido pela urina, pelo suor ou ainda na forma de vapor, pela respiração, aumenta a concentração desse mineral no sangue. O cérebro, ao notar o excesso de sódio, estimula a produção de certos hormônios pela glândula hipófise, que desencadeiam a inconfundível e desagradável sensação de sede.

A falta da água desencadeia a sede. Precisamos desse precioso líquido que a natureza oferece gratuitamente. Porém, muitas vezes a usamos mal.

A Água Espiritual

A água possui uma simbologia muito preciosa. Fala do suprimento de Deus para a alma humana. Fala da Palavra de Deus, fala do Espírito Santo.

Aquele que disse “Tenho sede” (Jo 19.28) é o mesmo que disse: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios d’água viva correrão do seu ventre” (Jo 7.37,38).

“E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida”, Ap 22.17.

Desde que o homem caiu da graça de Deus, suas necessidades se multiplicaram. Abalou-se a estrutura de sua alma e as deficiências espirituais surgiram destruidoras: fome e sede espirituais. O Criador não fez o homem para ter problemas. Fê-lo para viver em paz, em descanso, em esperança.

Só Deus pode dessedentar e saciar o espírito do homem, pelo fato de, o homem, estar vivendo uma vida muito longe dos bons propósitos do Senhor.

(de um folheto do CEVIDE)

06/08/2010

PARA PENSAR

1. "Deus conserta um coração partido se lhe entregamos os pedaços."
2. "Não te envergonhes de confessar os teus erros; provarás, assim, que és mais sensato do que eras ontem, e que deseja aperfeiçoar-te."
3. "Nunca separarei meus ideais da minha conduta."
4. "Quando você encontrar trevas diante de si não esbraveje contra elas, ao contrário, procure acender uma luz" (Autor desconhecido).
5. "Os seres celestiais entendem o significado da cruz, mas nós, seres humanos, achamos ela fraca e sem sentido". Elielson Santos.
6. "Não fira a sensibilidade alheia, porque você sabe como sofre, quando fazem isto com você. Procure compreender os outros!" (Pingos de Ouro).
7. "Não devemos preferir as más companhias, pois somos mais inclinados a contrair os vícios que as virtudes." (Pingos de Ouro).
8. "Aquele que pode reprimir um momento de raiva, pode evitar um dia de aborrecimentos." (Pingos de Ouro).
9. "Nenhum vício contribui mais para enfraquecer o cristão que o mau gênio." (Pingos de Ouro).
10. "Não espere nem exija dos outros senão a quinta parte do que serias capaz de fazer por eles." (Pingos de Ouro).
14. "Quanto mais próximos de Deus estivermos, menos arrogantes seremos." (Renato Vargens).
15. "Nunca deixe de acreditar na pessoa mais importante que existe: VOCÊ!"
16. "Se quer ter amigos, seja amigo. Se quer que as pessoas se interessem por você, mostre interesse por elas" (Jim Mathis).
17. "Quem quiser ser rico não aumente na riqueza, mas diminua na cobiça. Não é pobre o que tem pouco, mas o que deseja ter muito" (Pingos de Ouro).
18. "Todos nós estamos sujeitos à calunia, mas saiba superá-la, vivendo de tal modo que o caluniador não tenha razão." (Pingos de Ouro).
19. "Uma das causas que abreviam os anos de existência da pessoa é o defeito moral de dar mostras de superioridade". Elielson Santos.
20. "A beleza desacompanhada da virtude assemelha-se a uma flor sem perfume." (Pingos de Ouro).

Pensamentos colecionados pelo Pr. Eude Martins.

03/08/2010

AQUI HÁ DE TE TRAZER O TEU FILHO

Diz uma tradição que, em tempos remotos, os filhos, quando já não queriam suportar os seus progenitores, por causa da velhice ou das enfermidades, levavam-nos para uma montanha distante e ali os abandonavam à sua sorte, isto é, a uma morte lenta e cruel. Mas um dia um velho pai perguntou ao filho, que o carregava:

- Ainda falta muito, meu filho?

- É aqui mesmo!, respondeu o jovem, rudemente.

- Oh não!, exclamou o velho. Aqui não! Leva-me para aquela montanha, porque aqui deixei o teu avô, e aqui há de te trazer o teu filho, um dia....

Há duas maneiras de terminar esta história. Primeira: O filho soltou uma gargalhada selvática, arrojou o velho pai ao chão, e foi-se... Ou então: O filho reconsiderou, voltou para casa com o pai às costas e cuidou dele até à morte.

30/07/2010

AMIZADE

Aquele garoto tinha um temperamento muito ruim. Seu pai deu-lhe um saco com pregos e disse que toda vez que perdesse a paciência, deveria martelar um prego atrás da cerca.

No primeiro dia o garoto cravou 37 pregos na cerca. Em algumas semanas, de acordo com que ele ia aprendendo a controlar seu temperamento, o número de pregos martelados por dia reduzia gradativamente. Descobriu que era mais fácil controlar seu temperamento do que martelar todos aqueles pregos na cerca.

Finalmente chegou o dia em que o garoto não mais perdeu a paciência.

Chegou ao seu pai e disse tudo aquilo. O pai sugeriu então que ele retirasse um prego por cada dia dando continuidade ao controle de seu temperamento. Finalmente chegou o dia em que o garoto havia retirado todos os pregos da cerca. Então seu pai segurou sua mão e levou-o até a cerca e disse:

-Você foi muito bem, filho; mas olhe os buracos na cerca. A cerca jamais será a mesma. Quando você diz coisas com raiva, estas coisas deixam cicatrizes exatamente como estas. Você pode cravar uma faca em um homem e retirá-la. Não vai importar quantas vezes você peça desculpas, o buraco vai estar lá do mesmo jeito. Um ferimento verbal é tão ruim quanto um físico.

A amizade é uma jóia muito rara. Ela faz sorrir e dão apoio para que haja sucesso. Empresta um ouvido, e vem elogio. A amizade faz com que os demais tenham o coração aberto.

23/07/2010

AS MARAVILHAS DO MUNDO

(Elias de Oliveira).
Um grupo de estudantes de geografia estudava as sete maravilhas do mundo. No final da aula foi pedido aos estudantes para fazerem uma lista do que eles pensavam que fossem consideradas as sete maravilhas atuais do mundo. Embora houvesse algum desacordo, começaram os votos: As Pirâmides do Egito, O Taj Mahal, O Grande Canyon, O Canal do Panamá, O Empire State Building, A Basílica de São Pedro, A Grande Muralha da China. Ao recolher os votos o professor notou uma estudante muito quieta. A menina não tinha virado a folha ainda. O professor então perguntou-lhe se havia algum problema com sua lista. “Sim, um pouco. Eu não consigo fazer a lista porque são muitas”. O professor disse: “Bem, diga-nos o que você já tem e talvez possamos ajudá-la”. A menina então leu: “Tocar, provar, ver, ouvir, sentir, rir, amar...” A sala ficou em silêncio. É fácil olharmos as façanhas dos homens, já que negligenciamos tudo o que Deus fez para nós. Que possamos lembrar hoje daquelas coisas que verdadeiramente são maravilhosas.

(Do CD Inspiração, colaboração do leitor Noé Campos)

20/07/2010

MUITO ALÉM DOS DEVOCIONAIS

Certo homem em Kansas City foi severamente ferido por ocaisão de uma explosão. Ele perdeu a visão e ambas as mãos. Ele era um novo cristão, e seu maior desapontamento era não mais poder ler a Bíblia. Até que ficou sabendo de uma senhora que lia Braile com os lábios. No entanto, em pouco tempo ele descobriu que a explosão também afetara sua sensibilidade labial.

Um dia quando aproximou uma das páginas em Braile dos lábios, acidentalmente sua língua tocou alguns caracteres e ele pode senti-los. Naquele momento ele pensou, "eu posso ler a Bíblia com minha língua!".

Este relato foi registrado por Robert Summer em seu livro "As Maravilhas da Palavra de Deus" e até aquela ocasião o home já havia lido a Biblia inteira quatro vezes. Quão importante é a leitura bíblica para você? A Bíblia pode influenciar todas as áreas da sua vida: sua maneira de pensar, seus valores, seu destino espiritual. Mas, há uma questão chave, você precisa lê-la!
(por Leandro Tarrataca)

16/07/2010

QUE FOI QUE VOCÊ SOFREU?

Sonhei, certa vez, que estava na cidade celestial - embora não soubesse como nem quando lá chegara. Eu estava com a grande multidão que nenhum homem podia contar, de todos os países, povos e épocas. Vim a descobrir que o homem que estava próximo de mim já se encontrava lá havia mais de 1.800 anos.
"Quem é você?", perguntei-lhe. Ambos falávamos a linguagem celestial de Canaã, e nos comunicávamos perfeitamente.
"Eu era um cristão romano", respondeu-me. Vivi nos dias do apóstolo Paulo. Fui um dos que morreram nas perseguições de Nero. Cobriram-me de piche, fui preso a uma estaca, e queimado para iluminar os jardins de Nero."
"Horrível!" exclamei.
"Não", respondeu-me ele, "foi um prazer para mim fazer algo por Jesus. Ele morreu na cruz por mim."
Depois, o homem que estava do outro lado falou:
"Estou nos céus há algumas centenas de anos apenas. Venho de uma ilha dos Mares do Sul, Erromanga. O missionário John Williams foi até lá e me falou de Jesus, e eu também aprendi a amá-Io. Meus patrícios mataram o missionário, e me capturaram e amarraram. Bateram-me até eu desmaiar. Eles pensaram que eu estivesse morto, mas revivi. No dia seguinte, deram-me uma pancada na cabeça, cozinharam-me e me comeram."
"Terrível!" respondi.
"Não", respondeu ele. "Foi um prazer para mim morrer como cristão. Você compreende, os missionários contaram-me que Jesus foi açoitado e coroado de espinhos por minha causa."
Então ambos se voltaram para mim e me perguntaram:
"E você? O que foi que você sofreu por ele? Ou será que você vendeu tudo o que tinha para enviar homens como John Williams para falar aos pagãos?"
Eu fiquei mudo. Ambos me olharam com olhos tristes. Então despertei. Era apenas um sonho. Mas fiquei deitado na cama, horas e horas, pensando no dinheiro que gastara em meus prazeres, em roupas supérfluas, em meu carro caríssimo, em luxos, e cheguei à conclusão de que não compreendia o verdadeiro significado das palavras de Jesus: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me".
(Revista Mensagem da Cruz, Número 38)

13/07/2010

O PREÇO DO AMOR

Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito. Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu:

- Cortar a grama do jardim: R$ 3,00

- Por limpar meu quarto esta semana R$ 1,00

- Por ir ao supermercado em seu lugar R$ 2,00

- Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia às compras R$ 2,00

- Por tirar o lixo toda semana R$ 1,00

- Por ter um boletim com boas notas R$ 5,00

- Por limpar e varrer o quintal R$ 2,00

- TOTAL DA DIVIDA R$ 16,00

A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa. Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu:

- Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida - NADA

- Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti - NADA

- Pelos problemas e pelos prantos que me causastes - NADA

- Pelo medo e pelas preocupações que me esperam -NADA

- Por comidas, roupas e brinquedos - NADA

- Por limpar-te o nariz - NADA

- CUSTO TOTAL DE MEU AMOR - NADA

Quando o menino terminou de lê o que sua mãe havia escrito tinha os olhos cheios de lágrimas. Olhou nos olhos da mãe e disse: "Eu te amo, mamãe!" Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme:

"TOTALMENTE PAGO".

Assim somos nós adultos, como crianças, querendo recompensa por boas ações. É difícil o preço do amor... É difícil entender que a melhor recompensa é o AMOR que vem de Deus. E para nossa sorte é de GRAÇA. Basta querermos recebê-lo em nossas vidas!

Autor Desconhecido

gravura: www.umtoquedemotivacao.com

09/07/2010

UMA GARRAFA DE VINHO NOS DEGRAUS DA IGREJA

Estava anoitecendo quando resolvi fazer uma caminhada recomendada pelos médicos. Saindo da casa pastoral, vi uma senhora idosa de boa aparência, sentada à porta de nosso pequeno templo, em Zurique (Suíça), com uma garrafa de vinho sobre os degraus.

Caminhei por alguns minutos e quando voltei encontrei à senhora na mesma posição, diante da porta pela qual estou orando durante os últimos 15 anos, pedindo a Deus que Ele abençoe as pessoas da Suíça, e para que encontrem a graça da vida eterna entrando por essa porta.

Não tive a consciência tranqüila para entrar na casa pastoral, sem saber o que esta senhora poderia estar passando de necessidades.

Então voltei, sentei no canteiro de flores e perguntei se ela precisava de ajuda.

Tomando um novo gole de sua garrafa de vinho, ela declarou que seu esposo se atirou à vida, e que ela não mais suportava a solidão.

Quando lhe falei que eu era pastor da igreja, ela se assustou ao saber que estava diante de um templo e disse:

"Deus não pode existir, pois a tragédia de minha vida é grande demais!"

Contou-me que sua mãe foi alcoólatra, o pai também morreu bebendo e ela como filha do proprietário do circo, precisava trabalhar sob as ameaças e surras do pai, que ganhava a vida com o lucro das filhas trapezistas.

Chorando ela dizia: "Você entende minha solidão? Minha mãe dizia que me amava, mas sempre estava alcoolizada. Meus filhos são drogados, só chegam à minha casa para buscar dinheiro quando precisam comprar drogas, que injetam em suas veias."

E ela continuou: "Na verdade eu creio que Deus existe, pois eu tentei tirar minha vida tomando medicamentos e o médico me disse que, de mil pessoas somente uma sobrevive depois de tomar a dose que eu havia tomado."

Lembrando este milagre ela disse: "Naquele momento veio um vulto divino e salvou a minha vida. Sim, eu creio em Deus!"

A senhora já estava com quase 70 anos de idade. Sua aparência era saudável, estava bem vestida e limpa. Havia tirado os sapatos de salto alto, e estava com os pés no chão gelado sobre os degraus da igreja. De repente ela me olhou emocionada e disse: "Você acredita em mim? Então diga sinceramente: "Você pessoalmente crê em Deus? Existe ainda alguma esperança para mim?"

Emocionado eu respondi: "Isabel, (este é seu nome artístico) faz 15 anos que estou orando no Brasil, para que Deus ajude as pessoas que entram por esta porta aqui na Zelgstrasse (nome da rua) W 25, e hoje eu vejo uma pessoa, que aqui está precisando do amor de Deus. Sim, Helga (o seu nome verdadeiro) eu creio que eu sou uma pequena "faísca" do amor de Deus, mandada para sua vida, já que sua mãe e seu pai não lhe instruíram nos caminhos de Deus, como o fizeram meus pais por mim desde a minha infância."

Mostrando para a porta da igreja às suas costas, eu disse: "Nesta porta teremos culto no domingo. Meu filho é pastor desta comunidade e vai lhe visitar em sua casa, e hoje pode começar uma nova vida, aqui junto à porta desta igreja."

Ela respondeu: "Você acha que existe esperança para mim?" Eu respondi: "Sim, encontrei pessoas caídas no meio da rua no Brasil, na poeira vermelha há 30 anos atrás, e hoje são pessoas transformadas. Isabel, existe esperança para você!"

Ao sentir frio, eu pedi que ela fosse para sua casa, pois dizia possuir um lindo apartamento na vizinhança da igreja.

Sabemos que: "Uma vez alcoólatra, sempre alcoólatra." Mas, Helga pode ser salva pela graça de Deus e convido os leitores a orar por ela, para que seu nome seja chamado para entrar para a glória eterna, no dia do Juízo Final. Você quer orar comigo, pela ex-trapezista e ex-segunda miss beleza da Austria?

"Vizinha, nós te odiamos!", isto estava escrito num pedaço de cartolina que Helga retirou de uma pilha de pedaços de papel, com dizeres semelhantes que foram jogados na caixa postal de seu apartamento, em Zurique na Suíça.

Aquela manhã parecia ser um pequeno calvário que me conduziu até o lugar onde eu não planejava chegar. Tentei ir até ao centro da cidade, mas chegando na primeira praça, tive que descansar, quando lembrei que a ex-estrela do circo não veio ao culto como ela havia prometido na semana anterior, então fui visitar a senhora idosa que conheci com sua garrafa de vinho, nos degraus diante da porta da igreja.

Sentado na sala de seu apartamento, conheci um de seus companheiros de solidão. Só um deles arriscou sair do esconderijo e fez amizade comigo, e a senhora ficou emocionada e disse:

"O outro sofreu tantas ameaças e maldades, nem posso acreditar que ao menos um deles veio para receber uma pessoa desconhecida."

O companheiro que veio me "cumprimentar" foi um gato que ela encontrou sete anos antes na rua. Um outro já morava com ela havia 17 anos. Foi pela primeira vez em meu pastorado que narrei uma história verídica do "Gato Pródigo" de três pernas, de Camburiú, SC, para evangelizar uma pessoa.

Esse gato foi encontrado em Santa Catarina por uma senhora de nossa comunidade de Hamburgo. O esposo da senhora que levou o gatinho para a Alemanha disse, quando visitei sua família em Hamburgo, com um sorriso inesquecível: "Este gato salvou a minha alma!" A história do "gato pródigo" foi como uma "Bíblia" na Linguagem da senhora suíça para consolar a ex-estrela do circo, e fazê-la entender o amor de Deus, pois a Bíblia ela não conhecia.

O momento de oração em seu apartamento que seguiu depois do diálogo, será guardado como um dos momentos mais sublimes de minha vida pastoral. Pois, pude entregar sua vida aos cuidados de Deus.

Não pude orar com ela sentado sobre os degraus diante da porta do templo, mas tive o privilégio de clamar pela misericórdia de Deus por Helga, em seu apartamento, depois que ela havia sido socorrida, quando ela esteve entre vida e morte no final da semana, quando a aguardávamos no culto em Zurique. Entendi naquele dia, que ela estava sob a proteção das pessoas que eu havia convidado pela internet a orar comigo por Helga no Brasil, nos USA, na África e na Alemanha.

A primeira resposta na tentativa de salvar a senhora que conheci chorando nos degraus da igreja, foi mais uma das infinitas provas que confirmam, o que diz um dos mais belos hinos do conjunto Ecos da Liberdade: "Deus ouve oração!"

Os bilhetes com o dizer: "Helga, nós te odiamos!" que ela me mostrou antes de sair de seu apartamento, serão "documentos" em minha lembrança, das pessoas que gritam por socorro, mas não sabem que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele crê, não pereça mas tenha a vida eterna.

No domingo seguinte, Helga esteve conosco no culto em Zurique. Foi maravilhoso vê-la sentada ao lado de minha esposa. Num momento de oração Helga disse: "Eu também quero dizer algumas palavras: "Deus, eu quero te conhecer melhor a partir de hoje. Amem."

Por problemas de saúde, eu não estava em condições de realizar grandes campanhas, mas pude fazer minhas caminhadas, e por esta razão dirigi-me ao apartamento da senhora que encontrei embriagada, com uma garrafa de vinho, enfrente a nossa igreja.

Resolvi levar uma folha impressa com letras grandes, ao seu apartamento, que dizia: "Helga, a comunidade da rua Zelgstrasse N° 25 te ama!"

Como ela não estava em casa, deixei o escrito com uma caixa de chocolates num pacote, para contradizer o que os vizinhos falavam dela: "Nós te odiamos".

Poucas horas depois recebemos o telefonema da Sra. Helga, dizendo que, com lágrimas nos olhos recebeu o lembrete de amor e prometeu: "No domingo vou trazer um bolo para que seja servido à comunidade depois do culto."

Três domingos depois, quando a ex-estrela de circo chegou pela segunda vez à igreja, trouxe dois bolos para o café que é servido depois do culto. O pedaço de bolo que eu recebi foi Deus quem trocou pela garrafa de vinho, e foi um dos bolos mais importantes que Deus me serviu em minha vida pastoral.

(da revista Ecos da Liberdade)

02/07/2010

ACRES DE DIAMANTES

Houve um homem chamado Ali Hafed, que vivia no belo país do Irã. Fazendeiro, estava contente com sua situação. Sua fazenda era excelente e rendosa. Tinha esposa e filhos. Criava carneiros, camelos e plantava trigo. "Se um homem tem esposa, filhos, camelos, saúde e paz de Deus", dizia ele, "é um homem rico!"

Ali Hafed continuou rico até que, certo dia, um sacerdote veio visitá-lo e começou a falar de uma coisa estranha, que o sacerdote chamava de "diamante". Ali Hafed jamais ouvira falar em diamantes. E o sacerdote comentou: "Eles cintilam como um milhão de sóis, na verdade, as coisas mais lindas do mundo!"

De repente, Ali Hafed passou a sentir-se por demais descontente com o que possuía. Perguntou ao sacerdote: "Onde se podem encontrar esses diamantes! Preciso possuí-los."

O sacerdote respondeu:

"Dizem que é possível achá-Ios em qualquer parte do mundo. Procure um riacho de águas transparentes correndo sobre areia branca, em terreno montanhoso, e ali você achará diamantes."

Ali Hafed, então, tomou uma decisão; vendeu a fazenda, confiou esposa e filhos aos cuidados de um vizinho, e se lançou em sua jornada à procura de diamantes.

Viajou pela Palestina, depois ao longo do vale do Nilo, até que, afinal, encontrou-se junto às Colunas de Hércules, entrando, a seguir, na Espanha. Ele procurava areias brancas, montanhas altas. Diamantes, porém, não encontrou um só. Com o correr dos anos, um dia chegou ele à costa de Barcelona, na Espanha. Estava alquebrado, sem recursos e sem condições de comunicar-se com a família. Num acesso de desespero, profundamente deprimido, lançou-se ao mar e morreu.

Nesse ínterim, o homem que adquirira a fazenda de Ali Hafed achava curiosa pedra negra, en-quanto seu camelo se dessedentava num riacho. Levou-a para casa, colocou-a sobre a cornija da lareira e esqueceu-se dela.

Um dia apareceu o sacerdote. Olhou acidentalmente para a pedra negra e notou um lampejo colorido brotando de um ponto de onde saíra uma lasca. Disse ao hospedeiro: "Um diamante! Onde o achou?"

Contou-lhe o fazendeiro: "Encontrei-o nas frias areias do riacho de águas claras aonde levo meu camelo para beber."

Juntos, arrebanhando as túnicas e correndo tão depressa quanto lhes permitiam as sandálias, dispararam rumo ao riacho. Açodadamente, esgaravataram e cavaram e acharam mais diamantes! Esse achado se transformou na Mina de Diamantes Golconda - a maior mina do mundo!

A lição é clara. Os diamantes lá estavam, o tempo todo, no quintal de Ali Hafed. Só que ele não os vira. E, por isso, gastara a vida numa busca inútil!

A moral também é clara. Você pode gastar sua vida em todo tipo de viagens à procura de prazer, fama e riqueza - um tremendo esforço para encontrar felicidade. Mas pode acontecer que a felicidade esteja debaixo de seus pés, em seu próprio quintal. Floresça onde você está plantado!

Onde quer que você esteja, Deus ali está. Onde Deus está há belos desígnios - basta que você veja as possibilidades. Deus o pôs onde está, porque ele pode ver diamantes nas rochas que estão ao seu redor.

Extraído do livro “Floresça Onde Está Plantado”, publicado pela Editora Betânia.

(Revista Mensagem da Cruz, 55 - jan/mar 1982)

25/06/2010

AS TÁBUAS DO ASSOALHO

Aquela casa de porta larga de cor cinzenta, situada à beira da floresta era bem conhecida, não só naquele rincão mas em toda a paróquia.

Como qualquer outro lar, tinha também a sua história. O lugar era em seu tempo uma colônia muito linda. Em alguns lugares podia-se usar o arado para virar a terra, mas em quase todo o terreno era necessário usar a pá por causa das muitas pedras. Nos antigos tempos como se diz - havia vida e movimento no lugar; quando Kristian e Nils corriam no pátio, cheios de vida e alegria, mas aquilo durou pouco tempo. Depois silenciou de uma maneira um tanto mística - parecia um cemitério. Não se via mais aquela linda colônia, nem se ouviam mais o mugido das vacas e cabritos nas lindas noites de verão, quando voltavam das pastagens, nem os meninos que apascentavam o gado. Veio aquele silêncio de cemitério. A casinha vermelha diminuiu no meio do mato que tomou conta e crescia ao redor dela. Algum mistério parecia descansar sobre o lugar, como se esperasse acontecer alguma coisa extraordinária; o próprio ar parecia denunciar tal coisa.

Renovam-se a alma e a mente na aurora depois de uma noite longa - quando o crepúsculo foge -, e o sol nasce e vem o dia claro sobre Liagrenda. Assim se chamava o lugar.

Altar de oração - Aquele silêncio solene, tinha a sua própria pré-história - os vizinhos a conheciam muito bem: como Nils e Kari viviam com o Senhor, como oravam pelos seus dois filhos Kristian e Nils. Lá no quarto, junto à sala, um banco de madeira servia-lhes como "altar de oração". Durante muitos anos, orações ardentes subiram, por aqueles filhos queridos.

Enquanto eles estavam em casa, eram o objeto de maior amor imaginável, mas como muitas vezes acontece, eles não ligavam a isso como deviam. Os filhos, por certo, amavam o pai e mãe, mas achavam que o fervor da religião dos pais era muito exagerado. As orações e advertências constantes não eram fáceis de suportar. Nunca podiam sair uma noite de sábado sem que se ouvissem sérias advertências e, muitas vezes, viam lágrimas nos rostos dos pais. Quando saiam de casa com essas impressões, a noite inteira, gasta em divertimentos, parecia-lhes um fracasso. Muitas vezes quando se retiravam de um baile voltando para casa, viam a mãe, espiando, a esperar por eles. Ela não se importava com o tempo que gastava ali, tossindo e trêmula de frio enquanto orava ao Senhor: Oh Deus, manda meus filhos para casa!

Lentamente o ambiente caseiro parecia apertado demais para os filhos.

Não se sentiam mais livres. Debaixo dessa vigilância constante dos pais, nascendo nos seus corações a dureza e oposição. Faziam o possível para não ferir demasiadamente os pais, mas não era fácil se afastarem dos divertimentos e pecados deste mundo enquanto tinham o mundo no coração. A situação piorava, pois os filhos começaram a tomar bebidas alcoólicas. A primeira vez que chegaram em casa embriagados, depois de um baile, deixaram a mãe tão triste e impressionada que caiu doente. Aqueles dias foram terríveis também para Kristian e Nils. Eles oravam a Deus para que sua querida mãe não morresse e prometeram a seus pais que nunca mais se embriagariam. Contudo, continuavam no pecado. Quando os filhos não voltavam para casa nas noites de sábados, os pais ficavam sentados, esperando, chorando e orando a Deus. Às vezes, quando a mãe chorava muito, tinha fortes ataques. Ouviam-se os gritos de longe, mas ainda assim os filhos não deixaram a miserável bebedeira.

Distante do lar - Aconteceu um dia que um "noruego-americano" (assim são chamados os noruegueses que emigraram para os EUA) veio visitar o lugar. Este fazia muita propaganda, contando como tudo era melhor no outro lado do oceano. Muitos moços ficaram influenciados a emigrarem para a América do Norte. Entre esses estavam também os dois queridos filhos de Kari e Nils. Os pais não se conformavam. Tudo fora feito para impedir que os moços viajassem, até o próprio padre daquela paróquia os advertiu, dizendo: "Virá o dia do arrependimento, quando souberdes que vossos pais não estarão mais com vida". Os velhos eram doentes e mesmo assim cuidaram da pequena propriedade durante alguns anos. Diminuiram-lhes as suas forças físicas e, por fim, já não podiam mais trabalhar. O resultado foi que tudo decaiu e o mato tomou conta do que outrora era terra bem cultivada.

Nils e Kristian mandavam seguidamente cartas para seus pais; às vezes mandavam também algum dinheiro. E isso era mais do que bem-vindo, pois, os velhos eram pobres. Um dia aconteceu o que o padre predissera - os filhos receberam a triste notícia que seus pais partiram no espaço de algumas semanas.

Kristian e Nils prosperaram na América do Norte. Eles tinham uma só preocupação: ganhar dinheiro. Cerca de seis anos depois da morte de seus pais, uma forte saudade se apoderou deles. Cansados de todo o trabalho, voltaram à casa paternal.

Era um lindo dia de primavera, dois noruego-americanos robustos, entraram no velho pátio de Liagrenda. Sentiram uma solenidade profunda encher o próprio ar. Um casal de passarinhos estava na antiga escada, meneando as cabeças, no mesmo lugar em que seus queridos se despediram deles. Outro casal de passarinhos estava no telhado, cantando, parecia dar-lhes as boas-vindas, enquanto outros pássaros cantavam ao redor, nas árvores, como se fosse um verdadeiro coro. Era tudo isso como nos tempos passados! Somente uma coisa faltava: os pais.

Volta ao lar - Nils e Kristian sentaram-se na escada. Ficaram nessa posição por um tempo, sem dizer palavra alguma um ao outro. Era como se revivessem o passado. Sentiam como se lhes faltasse o fôlego enquanto pronunciavam: - Mãe, pai! Mas ninguém lhes respondia. Quando chegaram ao cemitério, acharam ali os sinais do lugar onde foram enterrados os pais.

Oh, como ardiam os seus corações; era como que tivessem feridas incuráveis.

Nesse momento não puderam fazer outra coisa se não lançarem-se ao pescoço um do outro - chorando.

Não achavam mais alegria ao chegar ao seu lar paterno. Andavam tristes, dia após dia. A casinha vermelha parecia-lhes outra vez apertada, tornando-se-lhe impossível morar ali. Resolveram demoli-la e construir outra maior e mais moderna. Um dia iniciaram a demolição. Agora importava mostrar coragem, e sob cânticos e júbilo tiraram o telhado. Logo a seguir estavam já sobre o quarto, aonde tantas vezes ouviram as orações dos pais. As lembranças vinham-lhes tão fortes à sua memória que silenciavam os seus cânticos. A demolição prosseguia a rapidez do estilo americano. Importava terminar breve esse serviço. Enquanto desmanchavam a casa, alguma coisa dentro dos seus corações também parecia desmanchar-se.

Finalmente acharam-se no quarto, junto àquele banco de madeira - o falar de oração dos pais. Parecia-lhes ouvir as orações, quando clamavam a Deus pela salvação de Nils e Kristian. Coitados dos moços! A vida assim não era tão fácil para eles agora. Chegara o grande momento em suas vidas, a hora de prestar contas ao A!tíssimo. Agora as orações incessantes dos pais seriam galardoadas, como uma bênção eterna para estes dois filhos, que até então tinham-se endurecido contra a chamada do Espírito Santo. Eles se retiraram o máximo possível do lado direito onde estava o banco, até que faltavam só umas dez tábuas, lugar de luta e lágrimas pelos dois filhos queridos, pararam o serviço. Kristian e Nils olharam um para o outro, era como se cada qual dissesse: Tira essas tábuas, tu. Eu não posso fazê-lo. Pareciam ter os braços paralisados. Não contavam com uma coisa desta, quando começaram com este serviço: não pensaram que havia na casa qualquer parte que lhes seria impossível desmanchar, sim, que havia ali algumas tábuas que se chamavam "tábuas de oração", que exigiam respeito e santo temor. Eles se sentaram no banco, completamente sem forças para ficar em pé, as lágrimas corriam com abundância, não das faces de dois velhos e esgotados, mas, finalmente, dos dois filhos pelos quais Kari e Nils tanto choraram.

Renovação - No silêncio ouviu-se o canto dos passarinhos, indicando alguma coisa nova a acontecer - uma coisa alegre. Um poder invisível obrigou os dois moços fortes a ajoelharem-se e ali se acharam orando, pedindo a Deus perdão por todos os seus pecados. Durante algum tempo ficaram assim, clamando..., pedindo... Mas repentinamente pareceu-lhes que as vozes de mãe e pai falavam por meio da Bíblia de capa marrom - muito gasta de tanto uso - que ainda estava no lugar de costume.

Promessa após promessa vieram-lhes ao encontro dentro de seus corações. Podiam agora, claramente, sentir o perdão de seus pais - e o perdão de Deus. Era como se tornassem meninos outra vez, sentados no colo dos pais, como na meninice.

Juntos louvaram a Deus pela salvação pelo sangue do Cordeiro. Um novo tempo raiou e sentiram-se alegres outra vez no velho lugar: Liagrenda.

Pais crentes! Não desfaleçais na oração, mesmo não vendo nenhum resultado das vossas orações pelos vossos filhos que não são salvos! Virá o dia quando as orações serão atendidas, pois, Deus é fiel.

(Mensageiro da Paz).
gravura: http://alexandrehreis.arteblog.com.br/3/

18/06/2010

MILAGRE NO EGITO

Esta é a notícia (de 24/09/08) que está abalando o Egito:

Um muçulmano egípcio matou sua esposa porque ela estava lendo a Bíblia e então a enterrou com seu bebê de poucos dias e uma filha de 8 anos de idade. As crianças foram enterradas vivas! Ele então disse à polícia que um tio havia matado as crianças. Quinze dias mais tarde, outra pessoa da família morreu. Quando foram enterrá-la, encontraram as duas crianças sob a areia – VIVAS!

O país ficou em choque e o homem será executado. Perguntaram à menina de 8 anos como ela havia conseguido sobreviver por tanto tempo e ela disse: "Um homem que usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar. Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã".

Ela foi entrevistada no Egito numa TV nacional por uma mulher jornalista que tinha o rosto coberto.

Ela disse na TV pública, "Foi Jesus quem veio cuidar de nós, porque ninguém mais faz coisas como essas!".

Os muçulmanos acreditam que Isa (Jesus) aparecerá para fazer coisas desse tipo, mas as feridas em Suas mãos dão provas de que Ele realmente foi crucificado e que Ele está vivo!

Mas também ficou claro que a criança não seria capaz de inventar essa história e não seria possível que essas crianças vivessem sem um milagre verdadeiro.

Os líderes muçulmanos terão muita dificuldade em lidar com essa situação e a popularidade do filme "Paixão de Cristo" não os ajuda!

www.iegcevoce.ning.com

12/06/2010

ATENCIOSAMENE, A DROGA

Caro jovem: Quero que você me ouça, antes de me usar. Quero que me conheça e saiba quem sou, o que faço, como me comporto dentro das pessoas, como você irá se sentir, depois do meu contato, da minha ilusão.

Eu não tenho nome certo, nem sobrenome. Sou batizada a toda hora e a todo instante por aqueles que me usam. Não tenho amigos, pois consigo destruir todos aqueles que se aproximam de mim. Quando não faço completamente, eu os deixo sem miolos, sem coração e sem pensamentos.

Os que me tomam como companheira, são aqueles de coração amargurado, abandonados por todos. Aqueles que se sentem sós e que procuram em mim uma fuga ilusória e dolorosa.

Um dos meus contatos preferidos são as veias. Através delas eu consigo mergulhar em seu sangue, que me levará a uma viagem por todo o seu corpo. Passo pelos membros do seu corpo, pelas artérias, pelo seu sistema nervoso deixando aí a minha marca.

Enquanto eu passeio, você vive as ilusões. Através desse rio de sangue, consigo atingir o cérebro e, aí minha marca é mais forte, pois no cérebro vou roubar o pensamento, a memória, a razão. Por fim, descerei até o coração e você saberá quem sou realmente. Aliás, nem haverá tempo para isso, pois já estará morto. Pronto. Já lhe contei minha história. Se quiser minha ajuda, procure-me. Estou pronto para tirar sua paz, sua liberdade e sua vida.

Atenciosamente,
A DROGA.

Márcio Guedes

04/06/2010

POR CIMA DO MURO

Spurgeon, o grande Ministro metodista, estava numa fazenda, no interior. Uma vaca estava com o pescoço esticado, olhando por cima de um muro de pedra. Spurgeon perguntou ao amigo: "Por que ela está olhando por cima do muro?" O fazendeiro respondeu: "Simples! Ela não consegue ver através dele!"

Você vai enfrentar problemas na sua vida: eventuais retrocessos, rejeições, desapontamentos, desencorajamento etc. Até mesmo orações que parecem não ser respondidas. Parecerá que não está por perto. Você se sentirá no fundo do poço. Parecerá uma parede de pedra à sua frente.

Quando esse tipo de coisa surgir, parecendo que você não vai aguentar, faça o que a vaca fez: olhe por cima dos problemas! Olhe o final feliz, a vitória, a solução de um problema, por grave que seja. Olhe. Isto é fé. Fé em Deus. Permaneça olhando adiante, vendo o alvo, olhando para Jesus. Você reagirá com total confiança diante dos problemas.

(e-mail recebido)

28/05/2010

ABÓBORA MISSIONÁRIA

Uma mulher pobre queria muito participar da campanha de missões que sua igreja vinha fazendo, mas, decididamente, não tinha dinheiro.

Ajoelhou-se em seu quarto e pediu a Deus que lhe desse uma idéia, um jeito de ganhar algum, para poder participar.

Logo após a oração, saiu para o quintal e viu que uma abóbora da sua horta caseira já estava no ponto de ser colhida. Decidiu, então, dar aquela abóbora para missões.

Para tentar vendê-la por um preço melhor, resolveu partir a abóbora em 4 pedaços, mas, ao ver as sementes, teve uma idéia brilhante. Resolveu "batizar" as sementes de "Semente de Abóbora Missionária". Secou-as e saiu às ruas vendendo-as.

E vendeu todas. Muitos compraram, vendo a criatividade da mulher; outros, por sua insistência; outros, ainda, por amor a Jesus e às missões. Para cada comprador ela dava um folheto evangelístico de sua igreja.

Quando a campanha se encerrou, todos ficaram espantados ao ver que aquela mulher, uma das mais pobres da comunidade, foi a que deu a maior oferta de missões daquele ano. Superando em muito o valor doado por pessoas de posse.

E Deus, na sua graça, salvou algumas pessoas por meio dos folhetos que ela distribuiu.

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém". Mateus 28.19-20.

(Boa Semente)

21/05/2010

ESTRELAS NO POÇO

Se você estiver dentro de um poço fundo durante o dia, olhe para o céu e em alguns instantes será capaz de enxergar as estrelas. Você pode não acreditar, mas isso é um fenômeno cientificamente comprovado. O próprio poço, escuro e frio, fará com que você enxergue além do natural, além do que é permitido ver à luz do dia.

Se você encontrar-se em tribulação, em sofrimento, em um poço escuro, olhe para a Estrela de Davi, o Senhor Jesus! Então começará a ver o que não via antes, perceberá que há proveito na tribulação, perceberá que, mesmo oculto, o Senhor está ali com você. Se o Senhor permitir que você passe por tribulações, não se desespere. Ali você poderá ver as misericórdias, o amor, a prontidão de Deus em ajudá-lo, enquanto aguarda o livramento do Senhor.
(anônimo)

14/05/2010

O HOMEM QUE PODIA ASSOBIAR

Meu pai era um homem sossegado, com um código de ética que nunca incluía a possibilidade de dizer algo mau a respeito de qualquer um; se ele não pudesse dizer algo de bom a respeito de uma pessoa, permanecia quieto.

Em minha infância nós morávamos em uma fazenda sem equipamentos altamente mecanizado. Naquela época os vizinhos se ajudavam mutuamente. Juntos realizavam tarefas tais como cortar madeira, debulhar os grãos e plantar. Em uma destas ocasiões uma dúzia de homens estava saboreando em nossa sala de jantar a gostosa refeição que minha mãe preparara.

Um dos homens fez um comentário desabonador a respeito de um vizinho que não correspondia às expectativas da comunidade. Outro homem acrescentou mais um comentário negativo. Assim foi ao redor da mesa até que todos haviam acrescentado o seu bocado, todos, exceto meu pai. Recusando-se a fazer um comentário desse tipo, meu disse: “Mas vocês alguma vez o ouviram assobiar? Ele assobia melhor que qualquer pessoa que eu conheça”. Reinou o silêncio. Os críticos estavam disciplinados. A conversa mudou para outros tópicos.

(No Cenáculo)

08/05/2010

HISTÓRIA DE UMA MÃE

Rute é uma cristã do Laos e tem agora 47 anos (2007). Enquanto lia o Evangelho de Mateus ela encontrou o Jesus que vinha perseguindo (Missão Portas Abertas). Leia o seu testemunho:
"Aquela foi a primeira vez que bati no meu filho mais velho. Descontei nele toda a raiva que eu vinha lentamente acumulando em meu interior, por causa da nova fé que meus filhos professavam. Depois do tapa, disse ao mais velho que ele zombava de Buda e, dirigindo-me também aos outros dois, mandei que eles acabassem com aquela atividade fanática.
Eles estavam só falando sobre a Bíblia e Jesus com alguns de seus amigos em nossa casa. Mas aquilo foi o suficiente para me deixar furiosa.
Eu já havia imposto limitações aos meus filhos em relação à sua nova religião. Estabeleci um horário para eles estarem de volta em casa, e também limitei o tempo que eles poderiam sair, tudo isso para impedir que eles gastassem muitas horas na igreja. Eles obedeciam de boa vontade às minhas ordens.
Uma mãe sem filhos
Em 2004, meu filho mais velho visitou um vilarejo próximo e, lá, ouviu falar sobre Jesus. De imediato ele abraçou o cristianismo de forma apaixonada. Embora eu fosse uma budista fervorosa, não fiquei perturbada. Pensei que sempre poderia atraí-lo de volta ao budismo.
Eu cresci e vivi em uma família budista, de pais muito zelosos em relação aos caminhos e às práticas religiosas. Por isso, passei a maior parte de minha infância e adolescência em templos praticando rituais.
Se não tivesse nascido mulher, poderia escolher ser monge. Muito influenciada por minha religião, decidi que criaria todos os meus seis filhos nas normas e tradições budistas.
Mas, depois da conversão do meu filho, o cristianismo começou a se espalhar pela minha família. Minha irmã e meus outros filhos se voltaram para Jesus. Nessa hora eu não fiquei apenas aborrecida, senti muita raiva também. Para mim, não havia outra religião além do budismo e por ela eu bateria, sim, em meus filhos.
Aqueles primeiros tapas doeram muito em mim. Mas, a partir daquele momento, ficou fácil dizer palavras negativas para meus filhos e machucá-los fisicamente. Entretanto, cada vez que agredia meus três filhos cristãos, eles ficavam em silêncio. Não revidavam nem se defendiam. Eles nem mesmo argumentavam. Apenas deixavam que eu os agredisse.
No meu coração, sentia medo de afastar meus filhos de mim. Pensei em permitir que eles praticassem o cristianismo dentro de nossa casa. Mas, meu marido me convencia de que aquilo que eu fazia estava absolutamente certo. Eu concordava com ele, mas, no fundo, sentia tristeza e ansiedade. Eu era mãe, e não queria perder o amor e o afeto de meus filhos.
Uma voz suave chama
Um dia, enquanto cuidava de minha casa, fiquei curiosa em relação à Bíblia. Meu filho tinha deixado sua Bíblia sobre a mesa, e meus olhos passavam por ela, com uma vontade incrível de ler o que estava escrito ali. Como eu estava sozinha em casa, abri e comecei a ler o Evangelho de Mateus.
Incrível mesmo foi o que me aconteceu. À medida que lia os capítulos, não pude evitar as lágrimas. Eu ouvia uma suave voz me dizer: "Eu amo você, Rute. Eu desci dos céus e morri por seus pecados. Por que você me rejeita? Por que você bate em seus filhos? Eles amam você, Rute".
Por mais de 15 minutos, ouvi essas palavras repetidas vezes. Eu chorava com tanta intensidade que não percebi que meu filho mais velho havia voltado. Ele se sentou ao meu lado e orou por mim.
Desde aquele momento, o desejo de ler a Bíblia nunca me abandonou. Durante os seis meses seguintes fiquei absorvida pela Palavra de Deus. Depois, fui à igreja e orei com o pastor. Naquele dia, aceitei Jesus Cristo em meu coração e senti um tipo diferente de alegria fluir em mim. Um toque suave de paz acariciou meu coração.
Firme em meio às dores
O que aconteceu na minha vida foi a mesma coisa que aconteceu com meus filhos. Meu marido percebeu logo minha nova fé. Ele me mandou parar com minhas 'crenças idiotas', como ele chamava. E pensar que eu havia agido da mesma forma com meus filhos...
Com o passar do tempo, as palavras de meu marido se transformaram em atos horrorosos. Ele me batia com freqüência, usando uma vara, e fazia isso mesmo na frente dos vizinhos. Ele me agredia sempre que me via lendo a Bíblia e orando com nossos filhos. Ele até me insultou na frente de nossos outros três filhos que ainda eram budistas.
Várias vezes eu o ouvi contar aos vizinhos e aos amigos que eu havia perdido a sanidade de tanto orar para Jesus e cantar na igreja.
Eu queria defender minha fé, mas meu filho disse que eu deveria levar minhas queixas ao Pai. Então me lembrei de como meus filhos reagiram aos maus-tratos que haviam sofrido. Também me lembrei de como eles me amaram, apesar de meu mau procedimento.
Eu continuo firme na minha fé em Jesus. Não me importa o quanto meu marido me moleste. Estou determinada a desenvolver minha salvação. Como eu poderia dar as costas ao meu Salvador que demonstrou seu amor por mim enquanto eu ainda era pecadora? Eu simplesmente não poderia fazer isso.
Orem por mim e por meus três filhos cristãos, para que continuemos firmes em meio às dores e ao sofrimento que nos é infligido por nossos parentes. Orem para que lhes mostremos amor, e para que sejamos um reflexo da misericórdia de Deus. Orem também por meu marido e por meus outros três filhos, para que eles possam conhecer e sentir Deus em suas vidas."
(Portas Abertas)

30/04/2010

O MENINO RAPTADO

Um imigrande europeu, que havia se estabelecido à beira de uma floresta no Canadá, tinha um bom relacionamento com os índios das vizinhanças dos quais aceitava os seus serviços. Vivia ali com sua mulher e um filhinho que era a sua alegria. Porém, as terras que procurava explorar eram de pouca fertilidade.
Um dia, um dos índios chegou à sua casa e, mediante sinais, procurava levá-los à floresta. Eles se recusavam a segui-lo pois não compreendiam suas intenções. Pouco depois, o índio voltou e renovou sua tentativa, mas sem êxito. Então, ao ver o berço do menino, tomou-o e o levou sob o olhar aterrorizado dos pais. Estes se puseram a persegui-lo, suplicando-lhe que devolvesse seu tesouro. O índio acabou detendo-se em uma ampla clareira da floresta onde crescia uma bundante pastagem. Ao lhes devolver o menino, deu a entender que podiam se mudar para aquelas terras, muito mais férteis que o lugar onde estavam instalados. E assim o fizeram, ajudados por seu amigo, e para sua grande prosperidade.
Deus deseja que O sigamos, tavez chorando e sem compreender, mas Ele nos atrai para si para fazer com que apreciemos o seu amor. Ele deseja dar-nos uma porção bem melhor que todos os bens deste mundo, isto é, uma felicidade eterna na Casa do Pai Celestial.

23/04/2010

A BÍBLIA JOGADA PELA JANELA

Aconteceu em 1991. O bate-papo entre os viajantes num trem que atravessava a Geórgia (uma república da ex-União Soviética) parecia interessante. Mas, de repente, um deles descobriu que seu interlocutor era cristão. O tom da conversa engrossou. O fiel cristão tirou sua Bíblia da valise e leu alguns trechos. Foi inútil. Cada um sustentou seu ponto de vista e um silêncio glacial tomou conta do vagão.
Alguns momentos depois, quando o cristão voltava do banho, surpreendeu o outro viajante fechando a janela. A Bíblia havia desaparecido. Os dois homens se entreolharam sem dizer nada.
Alguns meses mais tarde, o cristão recebeu a visita de um desconhecido, o qual queria lhe falar com respeito à salvação.
- Como você conheceu o Senhor?
- Li a Bíblia - foi a resposta; ela me mostrou que eu era pecador; aprendi a conhecer ao Deus Salvador.
Surpreendido e um tanto desconfiado, o dono da casa disse:
- Como você conseguiu uma Bíblia neste país?
- Eu tinha que inspecionar uma obra perto da linha férrea. Um trem passou e de repente um objeto caiu a meus pés. Era uma Bíblia.
- Você tem essa Bíblia contigo?
- Certamente, aqui está.
E o cristão reconheceu sua Bíblia!
Atualmente, devido à liberdade de culto, uma congregação de cristãos se estabeleceu no povoado do novo convertido.

16/04/2010

A VELA ACESA NA JANELA

Um pai e um menino de quatro anos de idade caminhavam, numa certa noite, por uma das ruas de Nova Yorque, no tempo da Segunda Guerra Mundial. Num determinado momento o pai mostrou para o filhinho uma vela acesa numa janela e disse: “A vela acesa, filho, é sinal de que um rapaz dessa casa está combatendo na guerra”. O menino ficou pensando sobre a vela acesa, até que, mais adiante, ele aponta com o seu dedinho, por entre os edifícios, uma estrela brilhante e comenta: “Papai, olhe! Deus também tem um filho na guerra! Veja a vela acesa na sua janela!”
(Calendário Luz e Vida)

09/04/2010

A PARÁBOLA DO LÁPIS

Um menino observava sua avó escrevendo uma carta.
- Vovó, o que a senhora está escrevendo? A minha história?
- Oh! Sim, escrevo a sua história! Mas o mais importante de tudo não é a sua história, e sim, o lápis.
- O lápis? Como assim?
- Que você um dia fosse como um lápis...
O garoto olhou, pensou...
- Vó, não vejo nada de especial nesse lápis; é igual aos outros!
- Sim, mas quero que saibas cinco coisas importantes a respeito do lápis:
1º) Todo lápis tem uma mão que o guia. Você pode fazer grandes coisas, mas não se esqueça que há uma mão guiando os seus passos.
2º) Um lápis precisa de um apontador. De vez em quando eu preciso parar com o que estou escrevendo e usar o apontador. Sofrerá um pouquinho, mas escreverá melhor; a nossa forma seja cada vez melhor e o nosso aproveitamento também.
3º) Precisa de uma borracha. Precisamos entender que os erros precisam ser apagados. Temos que ouvir o Espírito Santo falando sobre nossos erros e deixar que Ele apague as nossas transgressões. Para todo erro cometido há perdão para o arrependido. É necessário que o Senhor nos ajude a escrever de novo a nossa história. “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”, Sl 139.23,24. O Espírito Santo nos convence de todo pecado.
4º) O grafite é muito importante. Não é o que está por fora de nós, mas o que está dentro. Não é a qualidade de vida que temos, mas da vida espiritual de qualidade. Não é a beleza de nossa fisionomia, mas a beleza de nossa alma. Uma alma bela escreve uma bela história. “Senhor, que eu tenha dentro de mim o bom grafite!!”
5º) Deixa uma marca. Você e eu somos, com a nossa vida, uma marca. A marca maior seja algo construtivo. As pessoas vejam em nós essa marca. A maior marca é a de Jesus em nós; a marca do sangue, do perdão, do amor.
(HCJB)

02/04/2010

AMOR, QUE POR AMOR DESCESTE

Trata-se do hino 27 da Harpa Cristã. Veja sua origem.
Este hino foi escrito pelo Dr. George Matheson (1842 – 1906) na noite de 6 de junho de 1882. Ele mesmo diz: “Esse hino foi escrito na casa pastoral em Innellan. Eu estava sozinho, no momento. Era o dia do casamento de minha irmã, e o resto da família estava passando a noite em Glasgow. Algo me havia acontecido, e só eu sabia o que me causou o mais profundo sofrimento mental. O hino, fruto daquele sofrimento, foi o trabalho mais apressado que fiz em toda a minha vida. Tinha a impressão de que alguma coisa estivesse me passando a letra e não eu mesmo. Tenho a certeza absoluta de que o hino inteiro ficou completo em cinco minutos”.
Uma história nos conta de que a moça a quem o Dr. Matheson amava desmanchou o noivado porque ele ficara cego, e que o hino fora escrito por causa desse terrível desapontamento. Todavia, alguém, autoridade no assunto, diz que isto não é provável porque havia mais de vinte anos o autor estava cego, quando o hino foi escrito. Ele era filho de um rico comerciante escocês. Desde criança teve muita dificuldade com a visão, e logo depois de entrar para a universidade ficou completamente cego. Conseguiu formar-se ainda. Suas irmãs, que lhe o amavam muito, estudaram hebreu, grego e latim para ajudá-lo nos estudos. Apesar de sua aflição, não se deixando desanimar, ganhou mais e mais vontade de fazer maiores esforços. Foi ministro da Igreja Escocesa; tornou-se um brilhante pregador, autor de distinção e um homem de letras. Exerceu o pastorado durante 18 anos em Innellan, um retiro muito popular, e ano após ano muitas famílias faziam temporadas nesse lugar para abençoadas pelas suas pregações. Foi sempre um verdadeiro pastor de suas ovelhas. Quando visitava os membros do rebanho era acompanhado por uma irmã que morava com ele.
Dizem que o Dr. Alberto lister Peace (1844 – 1912), organista da Catedral de Galsgow costumava carregar consigo as palavras de hinos que ainda não tinham música e, num momento de inspiração escrevia melodias para as letras que havia colecionado.
Um dia, estava sentado na areia de Arran, uma ilha das costas da Escócia e, lendo estas palavras do Dr. Matheson, quando imediatamente a música lhe veio à mente. Levou poucos instantes para escrevê-la. O Dr. Peace era homem de muito talento. Aos nove anos de idade já tocava órgão na igreja. Nasceu na Inglaterra e passou grande parte de sua vida na Escócia.
(A Seara)

27/03/2010

O DESERTO DE ATACAMA E O EL NINO

Para quebrar a estabilidade desse deserto (que vai do norte do Chile à fronteira com o Peru), só mesmo fenômenos climáticos de larga escala, como o El Niño, que é o aquecimento das águas do Pacífico. Essa anoma-lia oceanográfica origina chuvas na área desértica do Chile e do Peru e afeta ecossistemas terrestres. O nome, criado por pescadores, significa "Menino Jesus", porque aparece geralmente no mês de dezembro.
O "Jesus" dos chilenos e peruanos traz chuvas fortes o bastante para penetrar o solo e dar origem a um dos maiores espetáculos naturais: sementes que permaneceram latentes por anos brotam com todo o esplendor, numa explosão de cores e tipos vegetais. É mais uma vitória da vida sobre o deserto.
O El Nino, que é benéfico para aquela região dos Andes, pode ser maléfico em outras áreas do planeta, como todos sabemos. Faz lembrar exatamente o Jesus da Bíblia (Lc 1.23,24; Lc 20.17,18). Ele é Pedra, é Rocha de fundamento, e todo aquele que edifica sobre ela fica firme. E para quem se escandaliza nela, ela mesma se torna numa pedra de tropeço. Para muitos Ele é a maior bênção, para outros é escândalo.

Os flamingos rosados

Habitantes da planície de sal, o Salar de Atacama, são um bom exemplo de espécie adaptada. Nesse local, a água que veio da Cordilheira dos Andes, formando lagos azuis, evapora mais rapidamente do que é reposta pelas chuvas, e os sais minerais permanecem. O resultado é uma quantidade enorme de imensos lagos, cujo sal impregna no organismo do flamingo. A saída que esses animais encontraram foi eliminar o excesso através de pequenas aberturas ao lado das narinas.

(Super Interessante)

19/03/2010

CARMELITA

Max Lucado

O ar quente pairava pesado na pequena capela do cemitério. Os que tinham leques usavam-nos para refrescar-se. Havia muita gente. As poucas cadeiras colocadas foram logo ocupadas. Eu encontrei um canto vazio de um lado e fiquei ali de pé, observando meu primeiro funeral brasileiro.
Sobre suportes no meio da capela tinha sido colocado o caixão e nele o corpo de uma mulher morta num acidente de carro na véspera. O nome dela era Dona Neusa. Eu a conhecia por ser mãe de um de nossos primeiros convertidos, Cesar Coutinho. Ao lado do caixão: Cesar, sua irmã, outros parentes e alguém muito especial com o nome de Carmelita.
Ela era uma mulher alta, de pele escura, quase negra. Naquele dia seu vestido era simples e seu rosto solene. Ela olhava fixamente para o caixão com seus olhos castanhos e fundos. Havia algo de nobre na maneira como ficava ali de pé ao lado do corpo. Ela não chorava abertamente como os demais. Nem procurava consolo com os outros enlutados. Ela só ficou ali, curiosamente quieta.
Na noite anterior eu acompanhara Cesar na delicada missão de contar a Carmelita que Dona Neusa morrera. Enquanto nos dirigíamos para a casa dela, ele explicou-me como Carmelita fora adotada em sua família.
Mais de vinte anos antes, a família de Cesar visitara uma pequena cidade no interior do Brasil. Eles encontraram ali Carmelita, uma órfã de sete anos, vivendo com parentes pobres. A mãe dela tinha sido uma prostituta. Ela nunca conhecera o pai. Depois de ver a criança, Dona Neusa sentiu-se comovida, sabendo que se não interferisse, a pequena Carmelita estava condenada a uma vida sem amor nem atenção. Por causa da compaixão de Dona Neusa, Cesar e sua família voltaram para casa com um novo membro.
Enquanto eu me encontrava ali na capela funerária e olhava para o rosto de Carmelita, tentei imaginar as suas emoções. Como a vida dela tinha mudado. Fiquei pensando se a sua mente revivia as lembranças da infância quando subira num carro e se afastara para viver com uma família estranha. Num momento ela não tinha amor, um lar, nem um futuro; no momento seguinte obtivera essas três coisas.
Meus pensamentos foram interrompidos pelo ruído de pés se arrastando. O velório terminara e as pessoas deixavam a capela para assistir ao enterro. Por causa de minha posição, bem no canto do prédio, fui o último a sair. Ou pelo menos pensei que fora. Enquanto andava ouvi uma voz suave atrás de mim. Voltei-me e vi Carmelita chorando silenciosamente ao lado do caixão. Comovido, parei na porta da capela e assisti o seu tocante "adeus". Carmelita estava sozinha pela última vez com sua mãe adotiva. Havia sinceridade em seus olhos. Era como se ela tivesse uma tarefa final a cumprir. Ela não se lamentou em voz alta, nem gritou de dor. Simplesmente inclinou-se sobre o caixão e o acariciou ternamente como se fosse o rosto da mãe. Com lágrimas silenciosas caindo sobre a madeira polida ela repetiu várias vezes "Obrigada, obrigada".

Uma despedida final de gratidão.

Ao voltar para casa pensei que nós, de muitas formas, somos como Carmelita. Nós também somos órfãos amedrontados. Nós também não tínhamos nem ternura nem aceitação. E nós também fomos resgatados por um visitante compassivo, um pai generoso que nos ofereceu uma casa e seu nome.
Nossa resposta deveria ser exatamente a mesma de Carmelita, uma reação comovente de gratidão sincera pela nossa libertação. Quando ninguém mais daria por nós nem sequer o tempo de um dia, o Filho de Deus nos deu o tempo de nossa vida!
Nós também deveríamos nos colocar na companhia silenciosa daquele que nos salvou, e chorar lágrimas de gratidão, oferecendo palavras de agradecimento. Pois não foram nossos corpos que ele resgatou, mas nossas almas.

(Para mais meditações de Max Lucado: www.iluminalma.com.br)

15/03/2010

UMA EMOCIONANTE HISTÓRIA DE VIDA

John Powell, S.J., professor da Loyola University de Chicago, escreve a respeito de um aluno de uma turma sua de Teologia da Fé, chamado Tommy.

Há cerca de doze anos atrás, eu estava em pé, dentro da classe, esperando, enquanto meus alunos entravam para nossa primeira aula de Teologia da Fé. Aquele foi o primeiro dia em que vi Tommy. Tanto meus olhos quanto a minha mente piscaram ao vê-lo. Ele estava penteando seus cabelos longos e muito louros que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Aquela era a primeira vez em que eu via um rapaz com cabelos tão longos. Acho que estavam começando a entrar na moda.
Dentro de mim, eu sei que o que conta não é o que vai sobre a cabeça, mas o que vai dentro dela, mas naquele dia eu estava despreparado e minhas emoções me confundiram. Imediatamente classifiquei Tommy com um "E" de estranho... Muito estranho.
Tommy acabou se revelando o "ateísta de plantão" do meu curso de Teologia da Fé. Constantemente, ele fazia objeções, fazia troça ou gemia contra a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz um com o outro por um semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era um estorvo às minhas costas.
Quando ao fim do curso, ele se aproximou para entregar seu exame final, ele me perguntou num tom ligeiramente cínico: "O senhor acredita que eu possa encontrar Deus algum dia?"
Imediatamente eu me decidi por uma terapia de choque.
"Não!", respondi enfaticamente.
"Ah!", ele respondeu, "eu pensei que este fosse o produto que o senhor estava tentando nos impingir".
Eu deixei que ele desse uns cinco passos fora da sala quando gritei para ele:
"Tommy, eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará".
Ele deu de ombros e saiu da minha sala e da minha vida.
Eu fiquei ligeiramente desapontado diante da idéia de que ele não tivesse escutado minha frase tão inteligente:
"Ele o encontrará!"
Pelo menos eu achei que era inteligente...
Mais tarde eu vim a saber que Tommy tinha se formado e eu fiquei especialmente aliviado; depois, uma notícia triste: eu soube que Tommy estava com um câncer terminal.
Antes que eu pudesse ir a sua procura, ele veio me ver.
Quando ele entrou no meu escritório, reparei que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos tinham caídos todos como resultado da quimioterapia.
Mas os seus olhos estavam brilhantes e a sua voz estava firme, pela primeira vez na vida, acredito eu.
"Tommy, tenho pensado tanto em você! Ouvi dizer que você estava doente!", disparei.
"Ah, é verdade, estou muito doente. Tenho câncer em ambos os pulmões. É uma questão de semanas agora".
"Você consegue conversar a respeito disso, Tommy?"
"Claro, o que o senhor gostaria de saber?"
"Como é ter apenas vinte e quatro anos e estar morrendo?"
"Acho que poderia ser pior".
"De que maneira?"
"Bem, assim como ter cinqüenta anos e não ter noção de valores ou ideais, assim como ter cinqüenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas verdadeiramente "importantes" na vida."
Comecei a procurar através do meu arquivo mental a letra "E" onde eu havia classificado Tommy como "estranho".
(Parece que todas as pessoas que tento rejeitar na vida com estas minhas classificações, Deus as manda de volta como que para me ensinar uma lição).
"Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo", disse Tommy,
"foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula".
(Ele se lembrava!) Tommy continuou.
"Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia e o senhor respondeu, 'Não!', o que me surpreendeu. Em seguida, o senhor disse 'mas Ele o encontrará'. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora naquela época eu não pensasse muito em procurar por Deus.
(Minha frase "inteligente". Ele tinha pensado muito a respeito!)
"Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que era um tumor maligno, aí encarei com mais seriedade a procura de Deus. E quando a doença espalhou-se pelos meus órgãos vitais, eu comecei, realmente, a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período de tempo, sem sucesso? A pessoa fica psicologicamente saturada, cansada de tentar. E então, desiste. Um dia, eu acordei e em vez de atirar mais alguns apelos por cima de um muro alto de tijolos, atrás de onde Deus poderia ou não estar, eu desisti simplesmente. Eu decidi que de fato não estava me importando... com Deus, com uma vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi gastar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Eu pensei no senhor e nas suas aulas e eu me lembrei de outra coisa que o senhor tinha dito: 'A tristeza mais profunda, essencial, é passar pela vida sem amar'. Mas seria quase tão triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas que você as amou, que você as tinha amado. Então comecei logo pela pessoa mais difícil: meu Pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele e disse: 'Papai'. . .'Sim, o quê?' Ele perguntou sem baixar o jornal. 'Papai, eu gostaria de conversar com você.' 'Então converse, vamos, fale logo.' 'É um assunto muito importante, papai!' O jornal desceu alguns centímetros vagarosos. 'O que é, diga logo?' 'Papai, eu te amo. Eu só queria que você soubesse disso."
Sorrindo para mim, Tommy disse com uma satisfação evidente, como se ele sentisse uma alegria quente e secreta fluindo dentro dele.
"O jornal escorregou para o chão e o meu pai fez duas coisas que eu não me lembro de tê-lo visto fazer jamais na vida:
Ele chorou e me abraçou demoradamente. E conversamos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte. Foi tão bom poder me sentir junto do meu pai, ver e sentir as suas lágrimas fluírem pelo seu rosto, sentir o seu abraço apertado, ouvi-lo dizer que me amava. Foi mais fácil com a minha mãe e com o meu irmão mais novo. Eles choraram comigo também e nós nos abraçamos e começamos a falar coisas realmente boas uns para os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido segredo por tantos anos. Eu só lamentei uma coisa: que eu tivesse esperado tanto tempo. Naquele momento eu estava apenas começando a me abrir com todas as pessoas com as quais eu me sentia ligado. Então, um dia, eu me voltei e lá estava Deus. Ele não veio ao meu encontro quando eu Lhe implorei. Eu acho que eu tinha agido como um domador de animais que segurando um aro, diz: 'Vamos, pule! Eu lhe dou três dias... Três semanas'. Aparentemente Deus age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que é importante é que Ele estava lá. Ele me encontrou. O senhor estava certo. Ele me encontrou, mesmo depois de eu ter parado de procurar por Ele."
"Tommy," eu disse quase soluçando, "eu acho que o que você está dizendo é alguma coisa muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar. Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira mais certa de se encontrar Deus, não é fazer d'Ele um bem pessoal, uma solução para os próprios problemas ou um consolo instantâneo em tempos difíceis, mas sim tornando-se disponível para o amor. O apóstolo João disse isto: 'Deus é Amor e aquele que vive no amor vive com Deus e Deus vive com ele. Tommy, posso lhe pedir um favor? Você sabe que quando você foi meu aluno, você me deu muito trabalho. Mas, (aos risos) agora você pode me recompensar por tudo aquilo. Você viria a minha aula de Teologia da Fé e contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar? Se eu lhes contasse a mesma história, não calaria tão fundo neles."
"Oooh! Eu estava preparado para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar seus alunos."
"Tommy, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim".
Alguns dias mais tarde, Tommy telefonou e disse que falaria para a minha turma, que ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então marcamos uma data.
Mas, ele não pode vir. Ele tinha outro encontro, muito mais importante do que aquele com a minha turma e comigo. É claro, que sua vida não terminou realmente com a sua morte, apenas se transformou. Ele tinha dado o grande passo da fé para a visão. Ele foi ao encontro de uma vida muito mais bonita do que os olhos humanos jamais viram ou que os ouvidos humanos jamais ouviram ou que a mente humana jamais imaginou.
Antes de morrer, ainda conversamos uma vez. "Não vou ter condições de falar com sua turma", ele disse. "Eu sei, Tommy". "O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria... com todo mundo por mim?" "Vou falar, Tommy. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que puder".
Portanto, a todos vocês que foram tão bons e pacientes em escutar esta declaração de amor tão singela, obrigado por fazê-lo. E a você, Tommy, onde quer que você esteja nas colinas verdejantes e ensolaradas do paraíso: eu falei com todo mundo... Do melhor modo que eu consegui.
E se esta história significa alguma coisa para você... "Os amigos são o meio pelo qual Deus cuida de nós".
Edison Piazza - Piracicaba
(e-mail recebido)

www.viajandopelomundo.com